ACAP AUTO’26 fecha com foco na transição e no futuro

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Da evolução do mercado europeu à eletrificação e aos desafios dos construtores, a segunda parte do Fórum ACAP AUTO’26 colocou o futuro da indústria no centro da discussão

Depois de uma manhã marcada pelo debate em torno da fiscalidade, da renovação do parque automóvel e da transformação do retalho, a segunda parte do Fórum prosseguiu com uma análise à evolução do mercado automóvel europeu, à estratégia das marcas, e aos desafios da transição para a mobilidade elétrica.

“Um mercado multienergia”

Marta Navarro, diretora de vendas global da Peugeot, não pôde estar presente no Fórum, mas participou através de uma apresentação em vídeo, na qual analisou a evolução do mercado automóvel europeu e a transformação do setor.

Segundo os dados apresentados, os veículos 100% elétricos (BEV) representaram 19,5% do mercado europeu em 2025, face a 15,4% em 2024. A responsável considerou que esta evolução deverá continuar até 2030, impulsionada pela chegada de novos modelos elétricos e pela pressão competitiva sobre os preços. “O cenário mais provável é, por isso, um mercado multienergia, em que a eletrificação avance a um ritmo mais realista”, considerou.

A mudança não se resume, contudo, à tecnologia. “O mercado está a crescer, mas o crescimento está cada vez mais a ser captado por novas tecnologias, novos canais e novos concorrentes”, sublinhou.

ACAP AUTO’26 fecha com foco na transição e no futuro

Rede de carregamento acompanha transição tecnológica

A transição energética e tecnológica e a expansão da rede de carregamento estiveram depois em análise numa intervenção de Pedro Saraiva, CEO da Kinto Mobility Portugal.

De acordo com os dados, a rede Mobi.E mais do que duplicou desde 2023, passando de 7.009 para mais de 15.500 pontos. “Apesar da expansão da rede, a infraestrutura cresce mais lentamente do que a procura”, sublinhou O responsável apresentou ainda diferentes soluções de carregamento, da wallbox à troca de bateria e aos sistemas robotizados, colocando também em discussão o papel dos diferentes players do setor automóvel neste mercado.

ACAP AUTO’26 fecha com foco na transição e no futuro

Construtores debatem os desafios do futuro

O futuro dos construtores automóveis esteve no centro do último painel do Fórum, moderado por Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP. Francisco Geraldes, CEO da Astara Portugal, João Gonzaga, Managing Director do BMW Group Portugal, e Florian Pupeter, Managing Director da SIVA, cruzaram temas como a fiscalidade, a renovação do parque e a transição energética.

A fiscalidade abriu parte da discussão, quase duas décadas depois da reforma de 2007, com o atual enquadramento e o envelhecimento do parque automóvel entre os pontos levantados no painel. “Portugal está a tornar-se num ‘caixote de lixo’ (de carros antigos)”, alertou Hélder Pedro.

Da fiscalidade, o debate avançou para a eletrificação. Francisco Geraldes defendeu que o setor já percorreu um caminho que não deve ser revertido. “Antes não havia produtos, não havia infraestruturas. Nesta fase, não faz sentido voltar para trás”, sublinhou.

João Gonzaga reforçou essa ideia, colocando o objetivo para lá da tecnologia escolhida. “A eletrificação já não é uma discussão. O objetivo final não é vender viaturas elétricas, é termos emissões zero, que se conseguem através de tecnologia aberta. O consumidor tem de fazer parte, sem ele não há mercado”, afirmou.

Veja aqui alguns dos momentos que marcaram o Fórum ACAP AUTO’26.

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