“Sempre estivemos na vanguarda da tecnologia”, Manuel Silva, Gerente da Lovistin

“Sempre estivemos na vanguarda da tecnologia”, Manuel Silva, Gerente da Lovistin

A revolução tecnológica tem alterado, na última década e meia, o ambiente e os métodos de trabalho em que os profissionais da repintura se movem. Nesta área, a Lovistin sempre esteve na vanguarda da tecnologia.

Este ano, voltaram a ser PME Líder. O que representa este estatuto para a Lovistin e que mais-valias trouxe para a empresa?

Receber, uma vez mais, o estatuto de PME Líder é, realmente, uma satisfação enorme. Este reconhecimento que nos é dado demonstra que todas as decisões que tomámos ao longo dos anos foram desenvolvidas em bases de conhecimento, sólidas e ponderadas. Gerir um negócio numa área tão competitiva, não é tarefa fácil. Mas quando se une a vontade de construir com conhecimento amplo, tudo acontece. Felizmente para nós, conseguimos construir uma empresa de sucesso. Nem sempre os acontecimentos são aqueles que desejaríamos, mas com esforço e dedicação, os resultados vão surgindo. Quando se transmite uma imagem de sucesso, as oficinas depositam maior confiança no parceiro de negócios. Nunca esquecemos que através de nossa capacidade e competitividade, podemos prestar um auxílio mais adequado a quem procura soluções na área da repintura automóvel.

Como caracteriza a gama de produtos que comercializam?

Não podemos nunca esquecer que parte de nosso sucesso está na marca que comercializamos. A Glasurit destacou-se, desde sempre, pela diferença no mercado da reparação automóvel no que diz respeito a repintura. A sua capacidade de inovação é notória. Foi assim no passado, é assim no presente e a certeza que a Lovistin tem é que continuará a ser assim no futuro. A qualidade das tintas da Glasurit, é inegável. A alta gama de produtos existentes dá resposta a todo o processo necessário para repintar um automóvel. Nos últimos anos, a BASF Coatings (grupo a que a marca Glasurit pertence) desenvolveu e disponibilizou, para os seus distribuidores, uma gama de produtos non-paint, muito ampla e de excelente qualidade. Com a presença dessa vasta gama de produtos paint e non-paint que a marca Glasurit coloca ao nosso dispor, assim como com a capacidade de aquisição que a Lovistin tem assente em parcerias constituídas junto de outros pequenos fornecedores, afirmamos, com toda a convicção, que a Lovistin sempre esteve, está e estará capacitada para responder a todas as necessidades das oficinas de reparação automóvel. Nomeadamente, na área da repintura. Mas não só.

Nos últimos anos, a revolução tecnológica dos meios que apoiam a atividade de repintura automóvel tem sido enorme. Que apoio a Lovistin tem dado aos seus clientes, para que estes se mantenham atualizados com os novos produtos e ferramentas?

Este tema é, de facto, muito atual. Nesta área, a Lovistin sempre esteve na vanguarda da tecnologia. Basta relembrar que a marca de produtos comercializada pela Lovistin, Glasurit, lançou a sua gama de tintas aquosas no início dos anos 90. Década essa em que a preocupação ambiental era um tema emergente, mas muito pouco urgente. Derivado à parceria de total confiança que a Lovistin desenvolveu com a marca Glasurit, o apoio do Grupo BASF tem sido constante. Qualquer novidade tecnológica que surja no mercado, é imediatamente transmitida, desenvolvida e colocada em prática no ramo abrangido pela Lovistin. Ou seja, os nossos clientes e parceiros de negócios recebem estas novidades quase ao mesmo tempo que nós. Prova disto, foi o lançamento dos vernizes Glasurit de nova geração e, mais recentemente, as tintas da gama Eco-Balance e secagem UV.

A Lovistin vai comemorar, em 2020, 30 anos de atividade ligados ao comércio de produtos para as oficinas de repintura. Que balanço faz deste percurso e como prevê que sejam os próximos anos?

O balanço é realmente muito positivo. Mas como qualquer empresa, em qualquer área de negócio, também primamos pela excelência. Os nossos esforços em alcançar melhores resultados em todas as áreas de ação onde nos inserimos, continuarão a ser constantes. Sabemos que criámos uma empresa de prestígio, mas não queremos, de modo nenhum, “adormecer”. Os próximos anos serão desafiantes. Acreditamos que, na nossa área de negócio, as alterações não sejam tão dramáticas como, por exemplo, na área da mecânica ou da mecatrónica. Poderão surgir novos substratos na composição da carroçaria dos automóveis (como foi o surgimento recente da fibra de carbono), mas os processos de reparação continuarão a ser idênticos. O nosso maior receio está na perda de conhecimento na área da repintura automóvel. Atualmente, não existe uma nova geração para a qual este conhecimento esteja a ser transmitido. Sem pintores preparadores e aplicadores, não se faz uso de tintas. Se não se usam, não se compram. Assim sendo, nós, Lovistin, não iremos gerar receita. Este será o nosso maior desafio no futuro. É um tema bastante debatido entre a Lovistin e a Glasurit e novos projetos estão a surgir para que exista uma pronta resposta a curto e médio prazos. Não acreditamos que, na área da repintura automóvel, os robots venham a ser uma realidade nas oficinas de colisão. Existem demasiadas variáveis para que uma alteração dessa dimensão seja realidade nos próximos 20 anos, pelo menos.

Como analisa o mercado de repintura automóvel, em Portugal, na atualidade?

O mercado da repintura automóvel em Portugal continua em crescimento. A crise verificada no período entre 2009 e 2014, está quase totalmente dissipada. Quem superou esse período, ficou mais forte. O nosso mercado manteve a excelência no que diz respeito à qualidade nesta área de conhecimento. Temos consciência plena de que os hábitos de uso do automóvel e a força dos intervenientes neste mercado, nomeadamente os grandes fornecedores de carga de trabalho, que são as companhias de seguros, fizeram alterar (e muito) a tipologia de reparações que chegam às instalações dos nossos clientes e parceiros. O parque circulante de veículos de rent a car, é cada vez maior e o cuidado e atenção a que os condutores estão obrigados ao manobrarem esses veículos também influenciam a tipologia de reparações atualmente. Tendo conhecimento de que o consumo médio de tintas por veículo, na área da repintura automóvel, tem vindo a diminuir, temos de focalizar as nossas forças no volume de produção. Neste momento, estamos preparados para colocar ao dispor das oficinas que connosco trabalham projetos, métodos e conhecimentos, que os vão auxiliar a aumentar a sua capacidade produtiva e qualitativa. Consideramos que a mudança e a evolução move a destreza. Apenas temos de desafiar-nos e de encontrar soluções para os futuros desafios.

As cores específicas criadas pelos fabricantes de automóveis estão a dificultar a vida a muitas oficinas, que não conseguem reproduzir as tonalidades exatas. Como é que as oficinas podem gerir esta situação e ultrapassar esta dificuldade?

Devido ao excelente relacionamento qua a Lovistin tem com a marca que representa, sabemos que a Glasurit está atenta a todas as inovações. Sabemos, por exemplo, que a BASF Coatings passou, nos últimos cinco anos, de uma posição passiva para uma proativa. Atualmente, é a Glasurit que propõe aos fabricantes de veículos uma panóplia de cores a serem utilizadas. A contratação de designers e a criação de um laboratório de desenvolvimento de cor, fizeram com que a Glasurit assumisse uma posição destacada nesta área. Esta capacidade transfere para a Lovistin uma confiança total nos processos de aplicação desenvolvidos. Uma das provas é que, com a marca Glasurit, não se faz uso de vernizes coloridos para alcançar várias tonalidades de cor que surgiram recentemente no mercado. Diria que as oficinas necessitam de procurar um parceiro de negócios que construa alicerces seguros e que continue a desenvolver processos de aplicação de tintas de fácil compreensão e manuseamento. Atualmente, a Lovistin, dispõe dessas qualidades.

A digitalização na secção de repintura é o maior desafio que as oficinas de colisão têm de enfrentar. O que têm as oficinas de fazer para se tornarem digitais? Quais são as principais ferramentas que devem incluir?

A digitalização, nos dias de hoje, é uma realidade em qualquer área do conhecimento. A Lovistin, nos seus anos de existência, passou por todos esses desenvolvimentos. Desde a afinação manual, passando pelas microfichas, balanças inteligentes, PC… E vamos ver o que o futuro nos reserva. Mais uma vez, a Lovistin beneficia da capacidade tecnológica da marca que comercializa: Glasurit. O Grupo BASF criou um departamento, intitulado ICCM, que desenvolve todos os programas, softwares e apps existentes na marca. As oficinas reparadoras, que são parceiras de negócio da Lovistin, usufruem em pleno da digitalização desenvolvida. A presença de máquinas mixer, softwares de gestão de produtos, leitores de cor e espectrofotómetros já fazem parte da realidade digital das oficinas de repintura automóvel. Diria que a ferramenta mais importante que a oficina deve ter são profissionais qualificados que saibam tirar proveito dos meios que a Lovistin coloca ao seu dispor. É lógico que não nos imiscuímos da nossa responsabilidade no que diz respeito à formação dos colaboradores.

A indústria de repintura automóvel tem necessidade de atrair novos talentos que possam acrescentar valor e novos conhecimentos ao setor. O que deve ser feito para atrair mais recursos humanos para esta área?

Como afirmado anteriormente, para a Lovistin, este é o maior desafio que o futuro nos reserva. Pensamos que uma das formas de atrair uma nova geração para a profissão de repintura automóvel, é valorizar o conhecimento existente. Quando usamos a palavra “valorizar”, não entendemos que ela não se refere unicamente a questões salariais, mas a um reconhecimento estatal. Por exemplo, um jovem que termina sua vida académica na área da enfermagem recebe, além do seu diploma, uma carteira profissional. Não compreendemos porque razão um conhecimento adquirido ao longo de vários anos de prática não tem qualquer tipo de reconhecimento académico, estatal ou legislativo.

Quais são as perspetivas de negócio para 2019? Considera que vai ser um ano positivo para a Lovistin?

A perspetiva é sempre de crescimento. Os desafios que nos são lançados, todos os anos, pela marca que comercializamos, Glasurit, leva-nos a estar sempre atentos a todas as oportunidades que surgem no mercado onde estamos inseridos. Estou certo que 2019 será um ano bastante positivo, assim como foi o passado. Trabalhamos afincadamente para que assim continue a ser nos anos vindouros.

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Do mesmo Autor: Bruno Castanheira

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