“Existe sempre espaço para a mudança”, Agostinho Matos, da Centrocor

“Existe sempre espaço para a mudança”, Agostinho Matos, da Centrocor

Com 37 anos de atividade ligados ao comércio de produtos para oficinas de repintura, a Centrocor dispõe de uma grande experiência em todas os segmentos da repintura automóvel, conseguindo acompanhar todos os desenvolvimentos e inovações do setor.

Nos próximos anos, a empresa espera continuar como referência no setor, sempre focada nas necessidades dos clientes, para que, também eles, possam crescer e ser líderes nas suas áreas.

Este ano, voltaram a ser distinguidos como PME Líder. O que representa este estatuto para a Centrocor?
O estatuo de PME Líder veio reforçar a continuidade de um excelente trabalho realizado por parte de toda a nossa equipa desde 2013, altura em que recebemos a primeira distinção. Veio, também, reforçar a nossa posição junto dos clientes, de que somos uma empresa em quem eles podem confiar e onde, acima de tudo, podem contar connosco também para o seu próprio crescimento.

Que apoio têm dado aos clientes para que eles se mantenham atualizados com novos produtos e ferramentas?
Face ao aumento de informação na área da repintura automóvel, quer seja através dos métodos tradicionais (livros, revistas) ou nos canais digitais, que cada vez estão mais presentes na vida, continua a existir muitos profissionais que não conseguem acompanhar todas as inovações que vão surgindo. Posto isto, tentamos sempre encontrar uma solução para cada cliente em específico, de forma a filtrar a grande maioria da informação existente, porque acreditamos que cada cliente tem as suas necessidades, explicando apenas o que realmente necessita de saber.

Qual tem sido a recetividade dos participantes às vossas ações de formação?
Os participantes reconhecem que a formação é cada vez mais um elemento chave no seu desenvolvimento profissional, porque, através dela, é possível a obtenção de conhecimentos sólidos num ambiente seguro e confortável. Cada vez mais, a formação é sinónimo de diferenciação, isto é, na maioria o aumento de conhecimentos é o que distingue os bons dos maus profissionais.

Como tem sido o desempenho das vossas lojas de Penafiel e Guimarães? Estão a cumprir os objetivos propostos?
Ambas as lojas tem tido um desempenho similar de crescimento e consolidação. O reconhecimento do nosso empenho na apresentação de soluções, permite-nos o crescimento do negócio.

Como analisa o mercado de repintura automóvel, em Portugal, na atualidade?
Neste momento, em Portugal, o setor da repintura automóvel encontra-se com inúmeras soluções para as mais diversas aplicações, o que traduz a elevada oferta que todos os profissionais têm ao seu dispor. Existe sempre espaço para a mudança e evolução nesta área, mas, apesar de tudo, essa mudança e evolução só é possível se existir formação e acompanhamento junto dos profissionais, para, também eles, evoluírem e acompanharem as mudanças.

A digitalização é o maior desafio que as oficinas de colisão têm de enfrentar?
Numa altura em que todo o mundo é cada vez mais digital, as oficinas também terão de acompanhar esta evolução, de modo a não ficarem desatualizadas e perderem competitividade. As oficinas devem começar por preparar os seus próprios colaboradores para esta mudança, já que ela deve partir de dentro da organização. Como em qualquer mudança, haverá sempre resistência por parte de quem tem de mudar. Como tal, deve quebrar -se o tabu que as novas tecnologias são difíceis de usar, porque se elas apareceram foram para resolver problemas, isto é, tornar a vida dos profissionais nas oficinas mais fácil. As principais tecnologias que vão surgindo para as oficinas de colisão são, sem dúvidas, as que permitem a otimização de processos nas oficinas, que podem ser, por exemplo, softwares que permitam um controlo ao nível do tempo e recursos usados em cada processo.

O que deve ser feito para atrair mais recursos humanos para a área da repintura automóvel?
Uma das formas possíveis para quebrar o ciclo da perda de mão de obra nesta área, seria a indústria de repintura automóvel começar a comunicar aos jovens que se encontrem ainda a estudar as potencialidades que esta área tem, quer seja ao nível das renumerações ou do desenvolvimento profissional de uma área tão exigente. A parceria entre escolas públicas ou privadas e os centros de formação, desde visitas de estudo a cursos profissionais, seriam uma mais-valia para despertar o interesse dos jovens por esta área, onde poderiam aprender praticando, já que uma das características desta nova geração de profissionais que vão surgir é gostarem de colocar “as mãos na massa”.

No início de 2019, a Centrocor realizou uma convenção sobre si. Que balanço faz desta iniciativa e quais as principais conclusões?
Essa convenção permitiu analisar e discutir os resultados que temos vindo a apresentar ao longos dos últimos anos, com uma troca de ideias acerca do que pode e deve ser melhorado. Foram, também, delineados novos objetivos para os próximos anos, bem como as potencialidades que a mudança de infraestruturas prevista para o próximo ano no poderá trazer e os novos desafios que surgirão.

E para quando está prevista a inauguração da sede?
Mantemos o objetivo de inaugurar as novas instalações no final de 2020. Pretendemos que este novo espaço nos permita incrementar a capacidade de resposta, quer ao nível dos produtos, quer ao nível da formação dos nossos clientes. Permitir-nos-á otimizar toda a nossa logística e aumentar a área de showroom dedicada ao setor automóvel.

A Centrocor está no ranking dos maiores players do mercado de repintura automóvel em Portugal. O que pretende fazer para se manterem nessa lista?
O nosso objetivo sempre será a satisfação do cliente, isto é, apenas conseguiremos manter-nos como uma empresa líder na área se continuarmos a apresentar soluções para os problemas dos clientes. Cada vez mais, cada cliente necessita de uma solução específica, o que demonstra a importância de um acompanhamento e relação próxima junto do cliente.

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Do mesmo Autor: João Vieira

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