“Encontramo-nos aptos a prestar um serviço de excelência”, Rui Bolas, da Bolas

“Encontramo-nos aptos a prestar um serviço de excelência”, Rui Bolas, da Bolas

Em setembro de 2019, a Bolas, S.A. inaugurou um centro logístico com o objetivo de aumentar a capacidade de armazenagem para responder mais rapidamente às necessidades dos clientes, quer no mercado nacional quer nos PALOP.

O prazo médio de entrega tem vindo sempre a reduzir, mas o crescimento das vendas, a necessidade de entregar “na hora” e ser cada vez mais competitiva e eficaz, levou a administração da Bolas a tomar esta decisão. Rui Bolas, administrador, explica porquê.

Considera que está a haver uma retoma na aquisição de equipamentos oficinais?

O mercado dos equipamentos oficinais é altamente competitivo. Existem diversos players com estratégias diferentes: venda direta, preferência por produtos de preço (ignorando, por vezes, questões como a durabilidade e a segurança dos equipamentos), apoio no pré e pós-venda, entre outros.

Quer na área dos equipamentos oficinais (elevadores, equilibradoras de rodas ou máquinas de montar/desmontar pneus), quer na de ferramenta manual e equipamentos de lubrificação, diria que, apesar de um 2017 bastante forte, 2018 e 2019 mantiveram o crescimento.

Uma área que desde há cinco anos regista crescimento contínuo é a soldadura e os carregadores/arrancadores de bateria da Telwin, o que denota a confiança na marca e, também, uma procura crescente, em que se incluem equipamentos mais sofisticados e adequados às crescentes exigências do setor automóvel, nomeadamente em termos de diagnóstico, otimização de custos e processos, reparação fiável e sem danificar a eletrónica de bordo.

Algumas marcas são vendidas sem a respetiva homologação e certificação CE. O que deve e pode ser feito para evitar a venda destes equipamentos?

A pressão sobre os preços e a crise económica que afetou o país até 2014 levou à proliferação de players no mercado que, certamente, com uma consciência menos ética, apostaram em produtos não certificados ou homologados. Pensamos, que atualmente, o utilizador final está mais consciente das suas decisões de compra e valoriza a segurança e fiabilidade dos equipamentos que adquire.

“O barato sai caro”. É um provérbio antigo que, ocasionalmente, esquecemos. O próprio mercado encarrega-se de avaliar essas opções. No entanto, a bem da saúde e segurança no trabalho, já existe, atualmente, legislação, nomeadamente “anti-dumping”, que veio colocar alguma “ordem” no mercado. Depois, é, também, uma questão de fiscalização por parte das entidades competentes e de ética por parte dos players que apostam neste tipo de produtos, que, certamente,  têm uma reflexão séria a fazer sobre o caminho que seguem.

Que fatores as oficinas valorizam mais num fornecedor de equipamentos?

A assistência pré e pós-venda é sempre um fator crítico de sucesso. A montante, o aconselhamento do equipamento mais adequado às necessidades do cliente é uma garantia de satisfação a longo prazo. Investimos, por isso, numa equipa de gestores de produto e demonstradores, aptos a avaliar as necessidades do utilizador final, sempre em parceria com o revendedor da zona, a aconselhar a melhor solução e a ministrar formação nos equipamentos.

A jusante, a assistência pós-venda, seja em termos de montagem dos equipamentos, garantias, manutenção preventiva ou reparação, é sempre uma componente fundamental do negócio. Dispondo de centros de assistência próprios em Évora e no Freixieiro, uma rede de revendedores especializados, que, na sua maioria, se encontra, também, apta a prestar este serviço e efetuando formação contínua diretamente nos fabricantes, encontramo-nos aptos a prestar um serviço de excelência que oferece garantias reais ao mercado.

A eletrónica está, cada vez mais, presente nos equipamentos oficinais. Como está a reagir o mercado a esta evolução? Estão a conseguir adaptar-se ao desenvolvimento tecnológico dos modernos equipamentos?

O mercado português ainda é muito tradicional. Existe um trabalho a fazer na adaptação a equipamentos que incorporam mais tecnologia e eletrónica. Rapidez, flexibilidade e eficácia no trabalho são argumentos convincentes que acabarão por triunfar.

Mas, muitas vezes, é necessário demonstrar, na prática, as vantagens resultantes da aquisição de um equipamento mais “sofisticado” e, por vezes, mais dispendioso. É neste sentido que os nossos gestores de produto e demonstradores trabalham todos os dias.

Qual a importância da marca Beta para a Bolas? Considera que tem potencial para crescer mais no mercado?

A Beta é a nossa marca número um em termos de volume de vendas, sendo, simultaneamente, uma marca líder no mercado português. É, para nós, uma enorme responsabilidade ser o distribuidor exclusivo da Beta em Portugal, Angola e Moçambique. Com uma estratégia clara, existe sempre margem de crescimento, até porque a marca investe, continuamente, em inovação, aumentando o seu portefólio de produtos anualmente.

Em 2018, lançámos uma nova linha de ferramentas para motociclismo, a linha de ferramentas de segurança H-Safe, bem como o mobiliário modular para oficina. Em 2019, lançámos a linha de ferramentas para bicicletas, um mercado em crescimento, bem como uma linha mais económica de mobiliário para oficina, o RSC 45, com vista a estender a funcionalidade, modularidade e organização, já oferecidos pelo RSC 55, a empresas de menor dimensão, mas que, ainda assim, queiram investir na modernização da imagem e operacionalidade do seu posto de trabalho.

A nível de ferramenta específica para o setor automóvel, existe, também, um investimento permanente da Beta em novos produtos para facilitar, agilizar e garantir a segurança quer do técnico de reparação/diagnóstico quer do veículo intervencionado.

E a marca Telwin, como tem sido o seu desempenho e qual vai ser a sua evolução no mercado da colisão automóvel em Portugal?

A Telwin é uma das nossas representadas mais antigas. Somos distribuidores exclusivos da marca há 36 anos, sempre com excelentes resultados, alicerçados numa parceria muito próxima e dinâmica. Os últimos cinco/seis anos foram de crescimento sustentado, quer a nível de volume de vendas quer a nível de serviço, seja em termos de rapidez de entrega ou de assistência pós-venda.

A Telwin tem uma filosofia de inovação contínua, o que tem-se traduzido no lançamento de produtos cada vez mais “inteligentes”, tanto no âmbito da soldadura como na carga e arranque de baterias.

Quais são as perspetivas de negócio para 2020?

Queremos continuar a crescer de forma sustentada, quer em termos de reconhecimento das marcas que comercializamos como opções de qualidade, quer em termos de volume de vendas e níveis de serviço.

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Do mesmo Autor: João Vieira

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