Para 25% dos portugueses o automóvel é um meio de liberdade

Para 25% dos portugueses o automóvel é um meio de liberdade

O setor automóvel enfrenta enormes desafios, seja no âmbito tecnológico, ambiental ou social. Mas não fica por aqui: a edição de 2020 d’O Observador Cetelem Automóvel mostra que a sua utilização varia cada vez mais, dependendo se estamos na cidade ou no campo, do país em que residimos e da idade dos condutores.

Vivemos uma real “fratura automóvel”, a começar pela questão essencial: até que ponto continuamos apegados às nossas viaturas e porque compramos automóveis?

Os automóveis são, hoje, quase tão populares como eram no passado, com oito em cada 10 inquiridos pel’O Observador Cetelem em 16 países a declarar ter uma forte ligação à sua viatura. Italianos, polacos e espanhóis são os mais entusiasmados (9/10). No entanto, belgas e chineses (7/10) mostram menos “fervor”.

A crescente taxa de motorização nos países analisados pel’O Observador Cetelem é outra prova do sucesso do automóvel, mas com duas reservas: os grandes centros urbanos no ocidente começam a dar sinais de declínio e na China as vendas estão em queda.

A China faz, também, parte da lista de países onde a posse de automóveis é mais baixa (118 veículos por 1.000 habitantes), juntamente com África do Sul (176), Turquia (195) e Brasil (206).

Um quarteto singular que ilustra a divisão geográfica internacional que afeta o setor automóvel em certos assuntos. Já os EUA, sem surpresa, lideram o ranking de número de veículos per capita (821 veículos por cada 1.000 habitantes).

No que respeita ao caso português, com 611 veículos por cada 1.000 habitantes, os portugueses têm uma forte afeição ao seu automóvel (76%), enquanto 24% afirma não ter qualquer tipo de ligação e 20% afirma ter pouca.

Além do “amor” ao automóvel, várias razões, combinando pragmatismo e idealismo, convidam-nos a adquiri-lo. Para 39% dos entrevistados pel’O Observador Cetelem, um veículo é, acima de tudo, um meio para se deslocar, especialmente para quem vive nas zonas rurais (47%) e entre as gerações mais velhas (44%). Uma característica particularmente destacada na Itália (49%), Bélgica (45%) e Japão (45%), muito menos na Alemanha (24%), mas, também, em Portugal, para 42% dos inquiridos nacionais.

No nosso país, esta é uma visão que tem maior peso entre a classe média (52%) e habitantes em zonas rurais ou cidades com menos de 20 mil habitantes (56%) e menor entre os agregados familiares com apenas um elemento.

Mas o veículo não é apenas um objeto prático, continua, também, a ser um objeto aspiracional. Para 17% dos condutores, é um meio de liberdade incomparável. Uma opinião partilhada independentemente da geração, em particular pelos espanhóis e alemães (40% e 31%), sendo 25% no caso dos portugueses. Por outro lado, apenas 5% dos japoneses associa automóveis a liberdade.

No top 3 das razões do que significa, hoje, ser proprietário de um veículo, encontra-se, também, o facto de os automóveis serem um prazer em si mesmo que não deve ser evitado, principalmente por norte-americanos e sul-africanos (22%). Apenas 5% dos portugueses está de acordo com a ideia de que ter automóvel significa “prazer”.

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Joana Calado

Do mesmo Autor: Joana Calado

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