“Temos de estar sempre atualizados e focados no negócio”, Paulo Marques, da Bombóleo

“Temos de estar sempre atualizados e focados no negócio”, Paulo Marques, da Bombóleo

Prova do trabalho bem feito ao longo de décadas, são os 60 anos de existência que a Bombóleo celebrou numa festa com pompa e circunstância.

Seis décadas de crescimento graças ao trabalho, dedicação, seriedade e prontidão dos seus colaboradores para prestar um bom serviço e transmitir confiança aos clientes. Paulo Marques, administrador da Bombóleo, explica de que forma e empresa consegue-o.

Que análise faz da situação atual do mercado onde a Bombóleo exerce a sua atividade?

É um mercado muito dinâmico, com um registo significativo de novos players, que surgiram há relativamente pouco tempo e legitimamente reclamam o seu espaço.

Que solução existe para resolver o “esmagamento” das margens de comercialização das peças auto?

O mercado é livre, a oferta é muita e as fronteiras já não existem, entre outros fatores. Assim, para evitar o “esmagamento” de margens, há que comprar sempre melhor, manter os atuais clientes e conquistar novos com melhores serviços e fortalecer as relações humanas.

Considera que os novos conceitos de mobilidade podem afetar a forma como o negócio irá funcionar no futuro?

Sim e não. Sim, porque o mercado, naturalmente, muda. Não é estático e as novas tendências (como as modas!) vingam. Nos grandes centros, cada vez mais é notória esta tendência.

Por outro lado, não, porque é o prescritor que tem sempre a última palavra. É ele que decide qual o parceiro de negócio que irá responder às suas necessidades. Nós só temos é de estar preparados para esta nova realidade e dar a resposta adequada às suas necessidades. No entanto, a tendência é ir aceitando, gradualmente, as novas soluções de mobilidade.

Como se tem preparado a Bombóleo para as mudanças que estão a acontecer no aftermarket?

Alargando o seu portefólio de produtos, incrementando serviços e espaços logísticos (novo armazém no Porto e remodelação das instalações em Massamá), mantendo uma relação de confiança com os seus atuais e novos parceiros de negócio.

Como estão a conseguir fidelizar os clientes, numa altura em que a concorrência é cada vez maior?

Tudo fazemos para que o cliente se sinta bem em trabalhar com o Grupo Bombóleo. Apostamos em novas gamas e serviços (exemplo: formação e apoio técnico) por forma a que o cliente se mantenha fidelizado. No entanto, quer pelo número de clientes que, gradualmente, vai aumentando quer pela solicitação que existe, cremos que os parceiros estão connosco.

E a nível interno, como incentivam a equipa a melhorar?

Valorizando, constantemente, o seu trabalho e incutindo um espírito de responsabilidade, pois a empresa, de certo modo, também lhes pertence.

Após dois anos de comercialização da Magneti Marelli, que balanço faz do desempenho da marca no nosso mercado?

O balanço é muito positivo. É uma marca com uma imagem forte, dotada de uma grande qualidade, tecnologia e dinamismo. Temos uma rede de oficinas Checkstar muito forte e com técnicos muito experientes, que dinamizam a marca. É uma marca que ainda tem um potencial de crescimento muito grande em Portugal. Com muita perseverança e empenho, a pouco e pouco vamos aproximando-nos dos objetivos propostos.

A Bombóleo organizou um forte programa de formação. Qual tem sido a recetividade dos clientes e quais os projetos para o futuro nesta área da formação?

Infelizmente, ainda existem muitos empresários em Portugal que veem a formação dos seus técnicos como um custo e não como um investimento necessário para prestar um melhor serviço. A recetividade tem sido muito boa nas novas tecnologias (híbridos e elétricos) e menos positiva nas restantes tecnologias e em formações comportamentais. Não são só os formandos que aprendem. Também nós estamos a aprender. E muito! Claro que vai ser uma grande aposta em 2020.

As peças para veículos elétricos e híbridos já têm alguma representatividade nas vossas vendas? Considera que vai ser um mercado interessante para o setor da distribuição e retalho automóvel?

Vai ser um mercado interessante. Ainda tem pouca expressão nas nossas vendas, por falta de produto disponível no aftermarket. Porém, é um mercado que estamos a explorar, não só no âmbito das peças mas, também, na formação e informação técnica para a resolução de problemas e esclarecer dúvidas na aplicação e manutenção. Já estamos a dar passos significativos nesse campo.

As devoluções de peças são, neste momento, um dos maiores problemas dos distribuidores. O que têm feito para minorar este problema?

Sem dúvida. É um “mal” necessário, pela diversidade de modelos e tecnologias existentes no mercado. Para agilizarmos o processo, criámos uma nova plataforma de devoluções através do nosso portal online para os clientes profissionais, facto que nos permite ser mais rápidos nas respostas com o objetivo de redução dos custos internos.

Quais foram as principais ações e eventos realizados pela Bombóleo nos últimos anos?

Tivemos dois grandes eventos que foram, na nossa opinião, um sucesso: a realização da 1.ª Convenção Diesel Turbo no final de 2018, onde se falou sobre o presente e o futuro dos sistemas Diesel e turbo, bem como a sua integração no futuro da mobilidade; a nossa festa dos 60 Anos! A fórmula encontrada para agradecer a todos os nossos parceiros de negócio pelas seis décadas de existência. Apetece dizer: venham mais 60, pois a próxima geração caminha a passos largos para triunfar.

Estão a expandir as vossas instalações em Massamá e no Porto. Que mais-valias traz para a empresa a ampliação destes espaços?

Mais serviço, mais stock, rapidez na entrega e um portefólio alargado de peças.

A Bombóleo está no ranking dos 100 maiores players do mercado da distribuição de peças auto em Portugal. O que pretendem fazer para se manterem neste ranking?

Custou lá chegar, mas o mais difícil é mantermo-nos lá! Para isso, temos de continuar a trabalhar cada vez mais, para merecermos a confiança e a exigência saudável dos nossos parceiros.

Que desafios se colocam ao futuro da Bombóleo? Deverá o negócio ser olhado de uma outra perspetiva?

A competitividade é cada vez maior, bem como as constantes mudanças no mercado e no mundo. Temos de estar sempre atualizados e focados no negócio.

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João Vieira

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