Tendências da distribuição de peças: ventos de mudança

Tendências da distribuição de peças: ventos de mudança

O pós-venda está a viver tempos de mudança e transformação. Surgem, constantemente, novos desafios que exigem atenção redobrada aos operadores do setor, que têm de responder às exigências de um mercado cada vez mais competitivo.

As novas tecnologias, em conjugação com a alteração nas utilizações de mobilidade, sugerem mudanças no volume de negócios do mercado de peças de substituição e na sua própria estrutura, bem como o aparecimento de novos serviços e o desaparecimento de outras fontes de receitas. Identificadas no estudo da consultora Victoria del Corral, apresentamos as principais tendências que vão condicionar a distribuição de peças no futuro próximo.

As marcas de automóveis vão melhorar o seu posicionamento a curto prazo na distribuição de peças de substituição, num mercado no qual as barreiras entre o canal das marcas e o canal independente tendem a desaparecer. Fabricantes, como o Groupe PSA, já criaram uma rede de distribuidores para o mercado independente.

Trata-se de um movimento muito “agressivo”, porque, atualmente, as marcas, para além de criarem um distribuidor independente, também incluem outras marcas do mercado independente para os seus veículos e, igualmente, para outros veículos. Portanto, estão a competir em igualdade de circunstâncias com outros distribuidores.

Por outro lado, os fabricantes de automóveis lançam as suas próprias marcas de peças de substituição e criam plataformas de distribuição online para se posicionarem no futuro também nesse segmento de mercado.
O maior crescimento dos automóveis com menos de cinco anos, o segmento mais fiel aos concessionários, também permite prever que as marcas de automóveis aumentem a sua participação no mercado de pós-venda.

Os concessionários estão mais preparados para as mudanças e têm maior capacidade de investimento face ao canal multimarca, porque, agora, são intervenientes muito maiores e com muito mais músculo financeiro, o qual vai ser necessário para os investimentos exigidos pelos novos desafios do pós-venda.

Portanto, o facto de o concessionário ser mais poderoso e, além do mais, estar alinhado com o fabricante de automóveis na distribuição de peças de substituição, criam condições claramente favoráveis, pelo que é razoável pensar que o OEM vai melhorar, significativamente, o seu posicionamento.

Leia o artigo completo na edição de janeiro de 2020 do Jornal das Oficinas.

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Do mesmo Autor: João Vieira

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