“Gestão económica e financeira rigorosa é fundamental”, Albertino Santos

“Gestão económica e financeira rigorosa é fundamental”, Albertino Santos

O desempenho da marca Cromax em Portugal, desde que é distribuída, em exclusivo, pela Portepim, tem sido muito interessante, com forte crescimento de notoriedade e de quota de mercado.

Mas o feedback muito positivo dos clientes oficinais, quer em termos de qualidade de produto quer, essencialmente, no que toca a excelência do serviço pós-venda prestado pela equipa técnica, é o principal motivo de satisfação. Albertino Santos, administrador da Portepim, explica porquê.

A marca Cromax beneficia do know-how do Grupo Axalta, que continua a desenvolver produtos topo de gama. Como caracteriza a gama de produtos Cromax na atualidade e qual vai ser a sua evolução?

A Cromax é a “marca mãe” do Grupo Axalta e, obviamente, que em termos de qualidade é uma marca premium, com ótimos desempenhos e um nível de performance e rentabilidade que poucas marcas têm no mercado mundial. É uma gama completa, que está, permanentemente, em evolução, com lançamentos contínuos de novidades que permitem aos seus consumidores poupar tempo e produto para, assim, maximizarem rentabilidades. A inovação contínua é uma clara característica da Axalta e, em concreto, da Cromax, o que a diferencia, positivamente, da maioria das marcas deste setor de atividade. Mas não só nos produtos esta oferta diferenciada Cromax se distingue. Também em oferta dos processos de trabalho, colorimetria, gestão informatizada de stocks e tempos, além da digitalização de processos de trabalho oficinais, a Cromax está, claramente, à frente da concorrência relevante.

Quantas oficinas têm, atualmente, a máquina de mistura Cromax instalada?

Cerca de 700. E muitas outras são clientes da marca sem máquina, beneficiando do serviço de proximidade de logística que a rede de distribuição de Portepim facilita às oficinas, com entregas quase de hora a hora da cor feita.

Nos últimos anos, a revolução tecnológica dos meios que apoiam a atividade de repintura automóvel tem sido enorme. Que apoio a Portepim tem dado aos clientes para estes se manterem atualizados com novos produtos e novas ferramentas?

A equipa técnica da Portepim, constituída por cinco elementos, apoiada sempre que necessário pela própria Axalta, está em permanência nas oficinas, dando formação e apresentando novidades. Seja em produtos, seja em equipamentos para repintura automóvel, como os espectrofotómetros, por exemplo. Estas duas grandes equipas técnicas estão em permanente formação e, portanto, são totalmente capazes de ensinarem aos nossos clientes como tirar máximo partido da tecnologia existente. É com imenso orgulho e satisfação de dever cumprido que nos inquéritos de avaliação de satisfação dos nossos clientes surge sempre destacada, com nota máxima, o serviço de pós-venda/assistência técnica da Portepim.

As cores específicas criadas pelos fabricantes de automóveis estão a dificultar a vida a muitas oficinas que não conseguem reproduzir as tonalidades exatas. Como é que as oficinas podem gerir esta situação e ultrapassar esta dificuldade?

A tecnologia de leitura de cor está num estágio muito avançado. Cumprindo-se os requisitos de limpeza das peças a ler, o erro é mínimo. Mas mesmo havendo o olho humano, a experiência adquirida e o apoio técnico da Portepim e da Axalta resolvem, em tempo útil, os casos que aparecem. Por outro lado, a Portepim, ao cobrir todo o mercado nacional com uma enorme percentagem de oficinas, sempre que surgem ou se desenvolvem fórmulas novas disponibiliza-as aos clientes, o que torna muito difícil que não existam fórmulas corretas disponíveis para ajudar as oficinas na escolha da cor.

A digitalização na secção de pintura é o maior desafio que as oficinas de colisão têm de enfrentar. O que têm as oficinas de fazer para se tornarem digitais? Quais são as principais ferramentas que devem dispor?

Havendo redes wi-fi disponíveis e uma infraestrutura de equipamentos capazes (computador, balança, espectrofotómetro, smartphone), é só utilizar as ferramentas, abdicando dos fios e tendo a informação de cor e stocks disponíveis automaticamente e em diversos locais. Basta ter acesso à Internet.

A indústria de repintura automóvel tem necessidade de atrair novos talentos que possam acrescentar valor e novos conhecimentos ao setor. O que é que os fabricantes de tintas e os centros de formação podem fazer para atrair mais recursos humanos para a área da repintura automóvel?

A remuneração adequada é, obviamente, essencial. Mas mostrar que esta atividade já é feita em condições de saúde e limpeza normais, que é um mercado com muita procura e quem tem falta de gente para trabalhar, deveria ser suficiente.

Como analisa o mercado de repintura automóvel em Portugal na atualidade? Considera que se trata de um setor em processo de mudança e evolução?

Haverá, provavelmente, ainda lugar a alguma consolidação, mas, de uma forma geral, há uma estagnação no mercado. Em termos tecnológicos, sim, é, claramente, um mercado em contínua evolução.

A Portepim está no ranking dos maiores players do mercado da distribuição de produtos para repintura automóvel em Portugal. O que pretende fazer para se manterem neste quadro?

O mesmo que sempre fizemos. Ter uma oferta de produtos de máxima qualidade, prestar um serviço de apoio pós-venda de excelência e manter uma gestão económica e financeira rigorosíssima.

Quais são as perspetivas de negócio para 2020?

Será um ano com crescimento e, por isso, muito positivo.

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Do mesmo Autor: João Vieira

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