“As oficinas contribuem com mais de 42% do total de óleos recolhidos”, Aníbal Vicente, Sogilub

“As oficinas contribuem com mais de 42% do total de óleos recolhidos”, Aníbal Vicente, Sogilub

A Sogilub é responsável por tratar, reutilizar e valorizar milhares de toneladas de óleos lubrificantes usados, produzidos não só pelas oficinas mas, também, por outras indústrias.

Aníbal Vicente, que anda há mais de três décadas no “meio do óleo”, integra a direção da entidade há mais de 10 anos. Em entrevista ao Jornal das Oficinas, o responsável falou sobre a Sociedade de Gestão Integrada de Óleos Lubrificantes Usados, Lda. E explicou o processo de valorização deste resíduo.

Cada vez mais, a sociedade preocupa-se com o meio ambiente e com as alterações climáticas. A reciclagem de resíduos domésticos já é uma tarefa que entrou na rotina diária dos cidadãos. Mas saberão eles, efetivamente, o que acontece ao óleo dos seus veículos depois de usado?

A Sogilub é a entidade gestora responsável por tratar este tipo de resíduo. Em 2019, foram recolhidas mais de 28 mil toneladas de óleos usados, das quais 25,5 mil foram tratadas e valorizadas (regeneração + reciclagem). Para falar sobre este e outros temas, ninguém melhor do que Aníbal Vicente, diretor executivo da sociedade.

Pode fazer-nos uma breve descrição histórica da Sogilub?

A Sogilub – Sociedade de Gestão Integrada de Óleos Lubrificantes Usados, Lda. é uma sociedade por quotas, sem fins lucrativos, com um capital social de €50.000, atualmente distribuído pelas sócias APETRO (51%), UNIOIL (34%) e VALORCAR (15%). Esta é a única entidade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Óleos Usados (SIGOU) em todo o território nacional. Foi licenciada, pela primeira vez, em 2005, tendo essa licença vindo a ser prorrogada desde então, datando a última prorrogação de 4 de outubro de 2019, por Despacho proferido conjuntamente pelos Secretários de Estado da Defesa do Consumidor e do Ambiente.

Quais são os principais valores da Sogilub?

O conjunto de princípios éticos pelos quais nos regemos resumem-se a um fortíssimo compromisso para com o ambiente, a eficiência, a representatividade e o conhecimento. Por isso, a Sogilub tem na sua origem uma vocação para a proteção do meio ambiente, que está presente em todas as ações que desenvolve. Orienta a sua atividade para a adoção de práticas e critérios de gestão rigorosos, tendo em vista a otimização dos custos e do valor acrescentado. A Sogilub está vocacionada para o cumprimento da licença que lhe foi atribuída, interagindo com todas as entidades e empresas abrangidas pela regulamentação dos óleos lubrificantes usados que queiram cumprir as suas obrigações através de um conjunto de critérios e processos, consubstanciados no SIGOU. Investindo em ações de sensibilização, comunicação e educação, bem como em investigação e desenvolvimento, com vista à promoção do conhecimento social, da dignidade humana e do respeito pela preservação do ambiente.

Em que consiste a Ecolub e qual o seu trabalho?

Bem, a Ecolub é uma marca criada e registada pela Sogilub, sendo considerada, hoje, uma referência na requalificação de resíduos industriais perigosos. É a imagem visível da Sogilub, bem presente, por exemplo, nos carros tanque que fazem a recolha dos óleos usados, em todo o território nacional. Quanto ao trabalho da Sogilub, agora que o Sistema Integrado de Gestão de Óleos Usados (SIGOU) está implementado e organizado, passa por tratar da sua gestão e da sua melhoria contínua.

Como funciona o vosso sistema de gestão de óleos?

A gestão do SIGOU envolve a coordenação de diversos intervenientes, que asseguram a recolha gratuita dos óleos lubrificantes usados junto dos produtores, o seu transporte para unidades de armazenagem intermédia ou diretamente para unidades de tratamento e a sua valorização através de regeneração ou reciclagem. Além dos operadores de gestão e valorizadores contratados pela Sogilub, que movimentam, diretamente, os lubrificantes usados, existe ainda um conjunto de intervenientes, que, no âmbito das ações de sensibilização, comunicação, educação, investigação, desenvolvimento e outras, contribuem para o correto funcionamento do sistema. O financiamento do sistema é assegurado pelos produtores de óleos novos, através do pagamento de uma contribuição financeira (Ecovalor) e pelas receitas obtidas através da venda do óleo usado tratado às entidades que procedem à sua valorização (regeneradores e recicladores).

Não perca a entrevista completa na edição de fevereiro de 2020 do Jornal das Oficinas.

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Do mesmo Autor: Joana Calado

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