“A equipa que temos é fantástica”, Ricardo Venâncio, Autozitânia

“A equipa que temos é fantástica”, Ricardo Venâncio, Autozitânia

A experiência e o conhecimento são dois grandes trunfos da Autozitânia, que segue sempre, com muita atenção, tendências e possíveis mudanças que ocorram no mercado.

A estratégia tem sido de investimento nas mais diversas áreas de negócio, de forma a que a empresa esteja melhor preparada para os desafios que prevê enfrentar, conforme explica Ricardo Venâncio, administrador, nesta entrevista.

Que análise faz da situação atual do mercado de distribuição de peças para automóvel em Portugal?

Consideramos que, atualmente, o mercado da distribuição de peças para automóvel em Portugal segue uma tendência de concentração nos principais players, que têm vindo a ganhar, cada vez mais, quota de mercado. A perceção que temos é que o mercado tem vindo a evoluir favoravelmente. Contudo, o seu crescimento geral não tem evoluído na mesma proporção dos principais players, daí a referência à tendência de concentração.

Que solução existe para resolver o “esmagamento” de margens na comercialização das peças?

Não poderemos afirmar que exista uma única solução para o “esmagamento” de margens na comercialização das peças. Contudo, consideramos que podem ser seguidos caminhos para este desafio. Alguns poderão ser a melhoria do processo de compra ou a procura de soluções para diminuir os custos com a operação.

As devoluções de peças são, neste momento, um dos maiores problemas dos distribuidores. O que têm feito para minorá-lo na vossa empresa?

Este é, sem dúvida, um desafio: diminuir o impacto das devoluções de peças sem afetar a relação comercial com os clientes. Para minorar este obstáculo, definimos uma política de devoluções, que salvaguardam tanto a empresa como os clientes, através da implementação de algumas regras sem que estas sejam demasiado restritas ou rígidas.

Considera que os novos conceitos de mobilidade podem afetar a forma como o negócio da distribuição de peças irá funcionar no futuro?

Os novos conceitos de mobilidade irão, sem dúvida, afetar a forma como o negócio da distribuição de peças irá funcionar no futuro. É inevitável. Um dos fatores que mais nos preocupam e que consideramos que terá enorme impacto no nosso negócio, será a questão da propriedade das viaturas.

A atual cadeia (fabricante, grossista, retalhista e oficina) continua a fazer sentido no negócio da distribuição de peças?

Para a Autozitânia, a atual cadeia (fabricante, grossista, retalhista e oficina) continua a fazer todo o sentido no negócio da distribuição de peças. É a cadeia que proporciona o melhor serviço ao cliente, que é um dos nossos principais valores.

Como se tem preparado a Autozitânia para as mudanças que estão a acontecer no aftermarket?

A Autozitânia segue sempre, com muita atenção, tendências e possíveis mudanças que ocorram no mercado. A nossa estratégia tem sido através de investimento constante nas mais diversas áreas do nosso negócio, de forma a estarmos melhor preparados para os desafios que prevemos enfrentar.

O que os clientes mais valorizam na Autozitânia?

O serviço e a forma transparente com que trabalhamos, que cria confiança e fortalece a nossa relação. Obviamente que fatores como a diversidade e disponibilidade da nossa oferta, também são fundamentais e muito valorizados. Contudo, num mercado tão homogéneo como o nosso, são, principalmente, os nossos valores, que aplicamos diariamente na nossa forma de trabalhar, que nos diferenciam.

Como estão a conseguir fidelizar os vossos clientes numa altura em que a concorrência é cada vez maior?

A forma de fidelização dos clientes vai ao encontro do descrito na resposta anterior. Relativamente ao que os clientes mais valorizam e na forma como nos diferenciamos, podemos acrescentar o facto de procurarmos, constantemente, ir ao encontro das necessidades dos clientes, para que consigamos ajudá-los a ultrapassar as dificuldades com que eles se deparam no seu negócio. 

E a nível interno, como incentiva a sua equipa a melhorar?

A equipa da Autozitânia é fantástica. Está sempre pronta a abraçar novos desafios e a superar-se diariamente. Como forma de incentivar a nossa equipa, definimos como essencial uma política de comunicação transparente. E temos sempre presentes os valores da Autozitânia, que procuramos cultivar dentro da empresa, desde os colaboradores mais antigos aos mais recentes. Como exemplo, um desses valores é a excelência. Tentamos transmitir a toda a equipa a importância da excelência em tudo o que fazemos. E, como excelentes profissionais que são, procuram sempre fazer mais e melhor focados neste valor.

As peças para os veículos elétricos e híbridos já têm alguma representatividade nas vossas vendas?

Neste momento, as peças para veículos elétricos e híbridos ainda não têm representatividade nas nossas vendas. Estamos a acompanhar de perto a tendência destes tipos de veículos e consideramos que será um mercado interessante para o setor da distribuição e retalho automóvel quando os veículos elétricos e híbridos tiverem um parque circulante relevante.

Quais foram as principais ações e eventos realizados pela Autozitânia em 2019?

Durante o ano de 2019, mantivemos a dinâmica dos anos anteriores, com a realização de várias ações e eventos com os nossos stakeholders. Podemos destacar a nossa a participação na expoMECÂNICA 2019 como uma das principais ações. E a nível de eventos de proximidade, a ação B-Connected 2019, em conjunto com a Monroe.

Qual o ponto de situação do projeto Drive Repair. Como tem sido a aceitação do mercado ao conceito e qual vai ser a sua evolução?

A aceitação do mercado tem sido fantástica, com o reconhecimento do potencial do projeto, visto como sólido e sustentado, apresentando uma mais-valia para as oficinas se prepararem para os constantes desafios do mercado, que serão cada vez maiores e mais fortes.

A Autozitânia está no ranking dos 100 maiores players do mercado da distribuição de peças para automóvel em Portugal. O que pretendem fazer para se manterem neste ranking?

Pretendemos continuar a seguir o nosso rumo e estratégia, mantendo, no seu essencial, a nossa forma de trabalhar. Sempre à procura de melhores soluções para o negócio, numa ótica de melhoria contínua.

Quais são as tendências futuras no setor grossista (e também retalhista) ao nível das peças em Portugal?

Consideramos que a principal tendência será a concentração, conforme referimos anteriormente. Os diversos players, tanto do setor grossista como retalhista, têm feito um ótimo trabalho na procura de soluções para alavancarem o seu negócio. E esta tendência de concentração poderá ser uma das soluções encontradas para enfrentar um mercado cada vez mais “agressivo”.

Notícias da mesma categoria

João Vieira

Do mesmo Autor: João Vieira

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com