“Só os melhores conseguirão sobreviver”, José Pires, KRAUTLI Portugal

“Só os melhores conseguirão sobreviver”, José Pires, KRAUTLI Portugal

Empresa de créditos firmados no mercado da distribuição, a KRAUTLI Portugal continua a cumprir a sua estratégia não intrusiva, adotada ao longo dos seus 30 anos de presença no mercado nacional, e com os produtos de elevada qualidade que comercializa. José Pires, diretor-geral, explica de que forma.

Celebra-se, em 2020, 30 anos de presença da KRAUTLI em Portugal. Que balanço faz destas três décadas de atividade, sempre dedicadas à distribuição de peças auto?

Nestes 30 anos, a KRAUTLI Portugal cresceu sustentadamente, sendo, hoje, um operador de referência no aftermarket automóvel independente e detendo uma posição de destaque no top 20 dos distribuidores de peças para automóveis em Portugal.

Chegámos onde estamos hoje devido, principalmente, a dois fatores, que não podemos deixar de destacar nesta ocasião: por um lado, a paixão que temos pelo que fazemos e, como indicado na nossa assinatura, “ Paixão pela Qualidade” – pela qualidade premium dos produtos e serviços que fornecemos; por outro, os nossos parceiros, que sempre cooperaram connosco com o objetivo comum de fazer mais e melhor, tornando possível este êxito.

Desejamos manifestar o nosso genuíno reconhecimento pela confiança e fidelidade que os nossos parceiros têm depositado na KRAUTLI Portugal. Da nossa parte, toda a equipa da KRAUTLI Portugal continuará totalmente empenhada e disponível para, em trabalho integrado com todos os parceiros, prosseguir na construção de um futuro cheio de sucesso.

Durante o ano de 2020, iremos desenvolver várias iniciativas relacionadas com a celebração dos 30 anos da KRAUTLI Portugal e contamos com a participação ativa de parceiros e fornecedores para comemorarmos juntos o início de mais uma década na nossa história.

Que análise faz da situação atual do mercado de distribuição de peças automóvel em Portugal?

É, em geral, um mercado com muita volatilidade e incerteza. Há overservice na logística, o que está a prejudicar a sustentabilidade de todos os operadores. Continua a haver operadores a mais em todos os elos da cadeia.

As devoluções de peças são, neste momento, dos maiores problemas dos distribuidores. O que têm feito para minorar este problema na vossa empresa?

É um problema cultural abusivo, para compensar falhas e incapacidades dos próprios operadores. Para minorá-lo, temos fornecido formação e ferramentas que facilitam a identificação das peças.

Considera que os novos conceitos de mobilidade podem afetar a forma como o negócio da distribuição de peças irá funcionar no futuro?

Sim, claramente. Haverá novos tipos de operadores no mercado, ativos nas várias novas vertentes da mobilidade que surgirão. Estamos (e estaremos) atentos às mudanças que se verificarem e à interação com estes novos operadores. 

A atual cadeia (fabricante, grossista, retalhista e oficina) continua a fazer sentido no negócio da distribuição de peças atualmente?

Sim, faz. A proximidade da oficina é essencial para que lhe sejam prestados os serviços de que necessita. O que acontece é que alguns operadores acumulam vários destes níveis. Por exemplo, grossistas que são, simultaneamente, retalhistas, fornecendo, diretamente, às oficinas. Mas também nestes casos se mantém a cadeia, pois estes têm de ter estruturas separadas para cada uma das atividades. Cada um dos níveis de distribuição tem de acrescentar valor à cadeia. 

A tendência internacional no setor das peças é a concentração da atividade. Concorda que assim seja?

Sim, vemos na Europa essa concentração internacional e há mesmo casos muito pontuais desta em Portugal. Mas o mercado português tem especificidades que tornam a concentração mais difícil e menos interessante para os grandes operadores internacionais.

Há, contudo, a possibilidade, como tem acontecido recentemente, de ocorrer concentração, mas internamente, entre empresas portuguesas. Na KRAUTLI Portugal, estamos atentos e disponíveis para consolidação com a aquisição de operadores nacionais.

Como estão a conseguir fidelizar os vossos clientes, numa altura em que a concorrência é cada vez maior?

Temos implementado, ao longo dos últimos anos, alguns planos de fidelização, designadamente no âmbito do Clube KRAUTLI, que é um programa que abrange um grupo de empresas nossas parceiras, onde estão disponíveis vantagens adicionais em várias áreas, nomeadamente comerciais, de marketing e operacionais. Isso tem sido uma mais-valia no reforço da ligação estreita com estes parceiros.

E a nível interno, como incentiva a sua equipa a melhorar?

O plantel da KRAUTLI Portugal é o seu maior ativo. Temos, na empresa, um grupo de pessoas excecionais dedicadas e empenhadas no nosso sucesso.

Preocupamo-nos em garantir um ambiente saudável, fomentando o espírito de equipa e de colaboração. Essencial é fornecer a formação necessária para que todos possam exponenciar as suas capacidades, melhorando a qualidade do trabalho de todos.

As peças para veículos elétricos e híbridos já têm alguma representatividade nas vossas vendas?

Ainda não tem expressão no nosso negócio. O mercado dos elétricos é ainda muito pequeno e vai levar alguns bons anos até ter relevância no total do mercado.

A KRAUTLI Portugal faz parte dos Grupos Serca e Nexus. Que balanço faz destas parcerias e que mais-valias trouxe para a empresa?

O balanço é muito positivo. Além do reforço das relações com fabricantes e outros parceiros de negócio, existem ferramentas internas que nos ajudam a melhorar o nosso serviço no mercado. Há, também, as redes de oficinas NexusAuto e Profissional Plus, que já estão a funcionar no nosso mercado.

Qual a importância da marca Valvoline para a KRAUTLI Portugal? Considera que a marca ainda pode crescer mais em Portugal?

A Valvoline é uma marca de destaque no nosso portefólio e que tem tido um papel de relevo no nosso crescimento nos últimos anos. Temos vindo a conquistar, gradualmente, uma quota de mercado muito interessante nos lubrificantes e acreditamos que ainda podemos crescer mais num ramo muito competitivo, mas que valoriza muito a qualidade e a distribuição organizada no canal profissional.

E quais as tendências futuras no setor grossista (e também retalhista) ao nível das peças em Portugal?

Apesar da redução que se tem verificado, continua a haver operadores a mais no mercado, tanto grossistas como retalhistas e oficinas. A “limpeza natural” continuará, com o desaparecimento dos menos preparados e menos ativos. Só os melhores e mais bem estruturados conseguirão sobreviver.

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João Vieira

Do mesmo Autor: João Vieira

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