GiPA faz balanço dos efeitos da Covid-19 e previsão para Portugal

GiPA faz balanço dos efeitos da Covid-19 e previsão para Portugal

A GiPA emitiu um comunicado onde pode ler-se a opinião do diretor-geral da GiPA Itália sobre a situação do setor do pós-venda transalpino e possíveis consequências da pandemia de Covid-19 em Portugal.

Segundo Marc Aguettaz, diretor-geral da GiPA Itália, o mercado do pós-venda transalpino está a sofrer uma redução de 90% na sua atividade devido às restrições originadas pela Covid19.

De acordo com dados recolhidos pela GiPA Itália, a atividade do pós-venda sofreu uma quebra muito acentuada desde que as medidas restritivas foram implementadas pelo Governo Italiano.

Esta redução abrupta, “desde 8 de março, data em que se estenderam as medidas restritivas em vigor na Lombardia ao resto do país, que a atividade no setor do pós-venda automóvel sofreu uma queda de 90%”, pode ler-se no documento.

GiPA faz balanço dos efeitos da Covid-19 e previsão para Portugal

Marc Aguettaz, diretor-geral da GiPA Itália, refere que tal se deveu ao encerramento de 60% das oficinas (oficiais e multimarca) encontrando-se, das 40% restantes, apenas 25% operacionai.

“Os nossos cálculos apontam que este facto origine uma redução da atividade em 90%. O que é uma pena, porque janeiro e fevereiro foram meses muito bons e estávamos a viver uma aceleração da atividade no setor desde setembro, depois de o primeiro semestre de 2019 ter sido fraco”.

“Em Espanha, Portugal…  vai acontecer o mesmo”

Em Portugal e Espanha, as medidas implementadas pelos Governos dos dois países vão no mesmo sentido das seguidas em Itália, tendo sido imposto o Estado de Emergência e limitada a circulação dos cidadãos.

Apesar de termos cerca de duas semanas de atraso relativamente às medidas impostas pelo Governo Italiano, o encerramento de oficinas e outros estabelecimentos trará, certamente, consequências similares no mercado do pós-venda ibérico.

Na opinião de Marc Aguettaz, “será apenas no final de abril ou princípio de maio que se poderá começar a retomar a atividade com normalidade. O  problema é a incerteza, porque durante dois meses não pode haver despedimentos no país e não sabemos quanto tempo vai prolongar-se esta situação.  Se se mantiver o setor a 12% da sua atividade normal durante os próximos dois meses, haverá perdas até 1.800 milhões de euros”.

E acrescenta: “Por outro lado, temos de ter em conta que os construtores de veículos fecharam, temporariamente, as suas fábricas na Europa o que também terá um impacto significativo na atividade dos fabricantes de componentes, pois a sua atividade em OEM é muito importante…”.

É o momento de “afinar o motor”

“Não sabemos o que se vai passar, mas, na GiPA, estamos a recolher dados e a contactar os principais players do mercado à escala global para manter os nossos clientes atualizados e para que estes possam atuar e fazer frente a esta crise contando com a informação mais precisa”, diz Pedro Carvalho, diretor da GiPA Potugal.

“E é o que recomendamos a todos os que fazem parte do aftermarket: é o momento de afinar o motor, aproveitando esta paralisação para analisar o estado das empresas, estudar novas ferramentas e para manter e melhorar o contacto com os clientes. Uma vez superado este baque, a economia estará mais preparada e com mais energia para retomar a atividade para que, depois da tempestade, se possa arrancar com mais força”, completou.

Por cá, esperamos, sinceramente, que o cenário seja melhor, embora o exemplo de Itália nos leve a ter fortes reservas num cenário mais positivo. Devemos retirar ilações e aprender com o que se está a passar em Itália, antecipando medidas, quer a nível da contenção do vírus quer a nível económico, de modo a permitir às empresas do ramo superar este extraordinário desafio com o mínimo de danos possível.

Pedro Carvalho referiu ainda que “também na GiPA Portugal estamos a trabalhar no sentido de recolher o maior número de dados que nos permitam avaliar o impacto no mercado do pós-venda no país com o objetivo de proporcionar aos nossos clientes em Portugal a melhor  informação possível, de modo a que possam tomar as decisões mais indicadas em cada momento”.

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Joana Calado

Do mesmo Autor: Joana Calado

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