O aftermarket no novo mundo Covid-19

O <em>aftermarket</em> no novo mundo Covid-19

Decidi escrever este artigo de opinião depois de várias solicitações que me foram feitas por players do nosso setor, em contacto direto, no que diz respeito ao que fazer, neste momento, e o que podemos esperar no futuro próximo.

Perante o exposto acima, considerei existir a necessidade de “serviço público” naquilo que diz, diretamente, respeito ao aftermarket. À velocidade meteórica em que tudo está a acontecer, este artigo é um risco. Assumo esse risco, porque considero que nada fazer é um risco maior a que não nos podemos dar ao luxo de correr.

Estamos todos a viver um momento sem igual e para o qual ninguém estava preparado. Parece saído de um filme, mas é bem real e a acontecer a nível mundial. Na situação atual, tudo está focado na contenção do coronavírus. Para contê-lo, a única forma conhecida, até agora, é a proteção das pessoas e a “não socialização” das mesmas.

Estamos todos a viver um momento sem igual e para o qual ninguém estava preparado. Parece saído de um filme, mas é bem real e a acontecer a nível mundial

Ninguém sabe se aqueles que já estiveram infetados com o novo coronavírus e conseguiram recuperar se ficam imunes e por quanto tempo (até porque estas “pestes” são seres vivos que se adaptam e mudam). Uma vacina vai, provavelmente, demorar meses, ou mesmo anos, a aparecer.

Perante o cenário acima indicado, pensar que vamos ter o pico da pandemia em meados de abril (se tudo correr bem), seguido por uma curva descendente até junho e que no segundo semestre tudo voltará ao que era, não me parece um cenário credível.

Seria bom. E eu gostava muito de estar enganado. Mas não me parece… Se assim fosse, teríamos de “aguentar-nos” durante três ou quatro meses e, depois, tudo regressaria ao normal. E o ano de 2020, sendo mau, não seria desastroso. Mas o que penso é que vamos sentir os efeitos desta pandemia este ano e, muito provavelmente, nos anos seguintes.

Sei que pareço o profeta da desgraça, mas se verificarmos a queda vertiginosa das bolsas mundiais nas últimas semanas, o encerramento de várias fábricas (muitas delas fabricantes de automóveis e de peças), a pausa parcial ou total de várias multinacionais, a supressão ou adiamento de vários eventos desportivos e outros, então temos uma economia mundial que estará em recessão técnica muito em breve…

O setor automóvel, em Portugal, foi considerado essencial neste período de Estado de Emergência. E não poderia deixar de sê-lo. As viaturas do INEM, dos bombeiros, das forças de segurança, transportes públicos, viaturas da distribuição alimentar, de medicamentos e de combustíveis, além das viaturas dos nossos profissionais de saúde, assim como todas aquelas viaturas que as pessoas, sem outras opções, necessitam para se deslocar para obter bens essenciais e medicamentos, não podem parar.

Leia a versão completa aqui.

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