“Queremos ter cada vez mais uma atitude proativa“, Armando Musqueira, Quimirégua

“Queremos ter cada vez mais uma atitude proativa“, Armando Musqueira, Quimirégua

Com mais de 30 anos de experiência no setor da repintura automóvel, a Quimirégua, inserida no Grupo Quimidouro, é um exemplo de sucesso nortenho. Nesta entrevista, Armando Musqueira, gerente, faz o balanço da atividade da empresa e perspetiva o futuro

Como caracteriza a gama de produtos que comercializam?

Queremos acreditar e esforçamo-nos para apresentarmos sempre uma gama completa e variada de todos os produtos que uma oficina necessita, tanto a nível de repintura como a nível de produtos non-paint.

O esforço que referimos anteriormente prende-se com o facto de estarmos atentos às novidades que são lançadas. Tentamos sempre estar na vanguarda dos processos tecnológicos inerentes apresentados na nossa gama de produtos.

Em todos os produtos que dizem respeito à repintura, apresentamos soluções em consumíveis, equipamento oficinal e um aspeto fundamental: os serviços e apoio que prestamos aos nossos clientes depois da venda.

Nos últimos anos, a revolução tecnológica dos meios que apoiam a atividade de repintura automóvel tem sido enorme. Que apoio a Quimirégua tem dado aos seus clientes?

A Quimirégua, nomeadamente através do nosso principal stakeholder, a Axalta, tem implementado meios que apoiam os clientes numa gestão oficinal mais eficaz e eficiente, ou seja, que lhes permitam rentabilizar cada vez mais o seu trabalho, de modo a que a satisfação do seu cliente final seja ótima.

Neste caso, a oficina fica contente, pois realizou a reparação de acordo com indicações técnicas, poupou tempo e dinheiro e nós, enquanto fornecedores, também ficamos. É uma situação win-win para todos os envolvidos.

A Quimirégua reestruturou, recentemente, o seu centro de formação. Qual o objetivo desta reestruturação e quais as mais-valias que esta mudança trouxe para a empresa e clientes?

O centro de formação foi sempre um “sonho” antigo, mas que, por variadas razões, íamos adiando. No entanto, com a nova reestruturação, ficamos com um centro de formação no qual podemos realizar e apostar no “grande segredo” do mercado de repintura em Portugal, que passa pela formação. Acreditamos que ela (a formação) é mesmo o caminho a seguir e queremos continuar a contribuir para que essa formação seja de excelência.

Como analisa o mercado de repintura automóvel, em Portugal, na atualidade?

O mercado da repintura em Portugal encontra-se maduro, sem grandes tendências para um crescimento acentuado. Mais do que “ganhar” novos clientes, trata-se de fidelizar cada vez mais os existentes de forma a estarem cada vez mais satisfeitos.

A digitalização na secção de repintura é o maior desafio que as oficinas de colisão têm de enfrentar. O que é que as oficinas têm de fazer para se tornarem digitais?

Os meios que estamos a dotar as oficinas prendem-se com investimentos que contemplam espectrofotómetro, acesso a novo software de fórmulas de cor online, Phoenix, e o colour check-light, entre outros meios.

Com esta revolução, cada vez mais a nossa proposta de valor oferecida aos clientes é melhor. Aliado a todos estes meios, temos de realçar a capacidade do novo software de cor, Phoenix, que irá permitir às oficinas uma gestão mais eficaz sobre cada reparação efetuada, desde controlo de stocks, preços, rácios de tempo gasto vs material despendido e uma atualização constante das fórmulas.

A indústria de repintura automóvel tem necessidade de atrair novos talentos que possam acrescentar valor e novos conhecimentos ao setor. O que deve ser feito para atrair mais recursos humanos para a área da repintura automóvel?

A necessidade de atrair novos talentos para a repintura é sempre importante, não apenas no nosso setor, mas em todos os setores em geral. Os inputs dados por equipas multidisciplinares, com conhecimentos e experiências diferentes, só aumenta a competitividade e permite-nos ser cada vez melhores e evoluir para um estado em que a satisfação de todos seja plena.

Obviamente que nem sempre é uma situação fácil, mas cabe-nos a nós tentar mudar esse paradigma. Necessitamos de criar mais condições para que esses novos talentos não queiram sair, dar-lhes melhores condições, quer monetárias, quer de perspetiva de carreira, incutir-lhes e dar-lhes empowerment para que se sintam realizados e bem sucedidos.

A Quimirégua é um dos principais players do mercado da distribuição de produtos para repintura automóvel em Portugal. O que pretende fazer para manter esta posição?

Em primeiro lugar, queremos manter essa posição no mercado nacional. Queremos, também, como todas as empresas, crescer em volume de faturação e acreditamos que com o esforço e dedicação iremos consegui-lo e alcançar os objetivos propostos internamente. Queremos continuar a ser vistos como um dos líderes na comercialização de produtos de repintura automóvel e ter cada vez mais uma atitude proativa sobre o mercado e os nossos parceiros.

Que desafios se colocam ao futuro da Quimirégua?

Tendo em conta que este mercado é bastante competitivo, julgo que serão anos de muito trabalho e que exigirão muito mais empenho dos que os anos anteriores. Contudo, tendo a política de qualidade o princípio de que apenas a mudança é constante, faremos sempre o nosso melhor para evoluir e responder às necessidades dos clientes.

Alicerçado nos core values da nossa empresa e, fundamentalmente, no excelente desempenho de todos os colaboradores, desde a equipa comercial, assistência técnica, back-office e gerentes da nossa empresa. A nossa ambição é cada dia trabalharmos cada vez melhor e com processos mais eficientes para podermos oferecer aos nossos parceiros o melhor serviço possível.

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João Vieira

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