“O mercado está desregulado”, Manuel Cardoso, Global Parts

“O mercado está desregulado”, Manuel Cardoso, Global Parts

Parte integrante do ranking dos maiores players do mercado da distribuição de peças para pesados em Portugal, a Global Parts admite que gosta de ser reconhecida pelo seu desempenho. Contudo, não vive obcecada com esse objetivo. A intenção é ter uma empresa saudável, onde os colaboradores se sintam bem e parte de uma família.

Que análise faz da situação atual do mercado de distribuição de peças para pesados em Portugal?

Neste momento, é um mercado desregulado. Margens “esmagadas” e nenhum respeito pelos prazos de pagamento acordados, já de si bastante alargados em relação a outros mercados.

Que solução para resolver o enorme “esmagamento” de preços com a inevitável redução de margens de comercialização das peças?

A solução passa pela responsabilidade de cada um em manter uma margem mínima de comercialização aceitável, ainda que os volumes baixem um pouco. E nem sequer me refiro a baixar a faturação, porque se todos o fizermos, vamos faturar o mesmo ou mais vendendo menos peças.

Por outro lado, existem os objetivos de compras para manter as distribuições dos principais fabricantes de peças como uma das razões para se fazerem algumas “loucuras”.

Tem de haver um equilíbrio entre o que nos comprometemos a comprar e o que esperamos vender. Se não houver esse equilíbrio, é certo que vai ser necessário oferecer produto para escoar e, isso, desregula o mercado.

As devoluções de peças são um dos maiores problemas dos distribuidores. O que têm feito para minorar este problema na vossa empresa?

A Global Parts trabalha com os melhores fabricantes de primeiro equipamento. É uma estratégia da empresa e a principal razão para ter uma taxa de reclamações relativamente baixa. Vendemos qualidade.

Ainda assim, temos algumas reclamações que tentamos tratar com a maior celeridade, o que, por vezes, nos obriga a assumir reclamações apenas por razões comerciais.

O que os clientes mais valorizam na Global Parts?

Pensamos que a forma séria como estamos no negócio, associada a outras qualidades da empresa, como profissionalismo, apoio pós-venda e qualidade de produto. São estas as características mais valorizadas.

Como estão a conseguir fidelizar os vossos clientes?

A nossa forma de trabalhar, a proximidade ao cliente e qualidade dos produtos que vendemos tem sido a base do nosso crescimento.

E a nível interno, como incentiva a sua equipa a melhorar?

Estamos sempre muito perto de toda a gente. Na Global Parts, somos uma grande família, onde tanto as conquistas como os problemas são partilhados com todos.

Em 2019, voltaram a estar presentes na expoMECÂNICA como expositores. Qual o objetivo deste investimento e que balanço faz da vossa participação?

É uma feira estratégica em termos de visibilidade, tanto para a Global Parts como para as marcas que representamos. Nesse sentido, o balanço é positivo.

Para além disso, é sempre uma oportunidade para estarmos com alguns clientes e amigos da região norte do país.

No ano passado, realizaram ações de formação para clientes com a Jaltest. Qual foi a recetividade? Vão continuar a realizar este tipo de ações de formação?

A recetividade foi fantástica. Nestas ações, dadas pelo mais conceituado técnico da Jaltest, temos sempre muitos mais pessoas a querer frequentar a formação do que lugares disponíveis. É, sem dúvida, para continuar e potenciar.

Em 2019, inauguraram uma loja em Leiria. Qual tem sido o seu desempenho? E a loja do Seixal, está a cumprir os objetivos?

São dois pontos de venda completamente distintos. Em Leiria, estamos a trilhar o nosso caminho e estamos dentro do que projetamos para o primeiro ano de atividade, naquela que é, provavelmente, a zona mais difícil de entrar.

No Seixal, as coisas correm bem, mas é um mercado muito mais pequeno, onde a concorrência é forte e o trabalho a desenvolver é completamente diferente.

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João Vieira

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