“Cada vez mais, os serviços de pré e pós-venda são valorizados”, Raul Vergueiro, Lusilectra

“Cada vez mais, os serviços de pré e pós-venda são valorizados”, Raul Vergueiro, Lusilectra

A Lusilectra não é simplesmente um fornecedor de equipamentos, assentando o seu trabalho desde a pré-venda ao pós-venda, com todo apoio técnico e suporte à tomada de decisões, como, por exemplo, estudos de layouts, definição de soluções técnicas mais adequadas tendo em conta o perfil e as necessidades do cliente, contratos de manutenção e assistência técnica, entre outros. Tudo isto com o objetivo da otimização da produtividade.

A Lusilectra comemorou 37 anos de atividade ligada ao comércio de equipamentos oficinais. Que balanço faz deste percurso e como prevê que sejam os próximos anos?

A Lusilectra faz um balanço muito positivo do seu percurso, pois têm sido anos de muito trabalho, mas, também, de muitos sucessos. Tudo isto fruto do trabalho desenvolvido pela equipa de colaboradores especializados e, claro, por todos os seus parceiros de negócio, clientes e fornecedores.

Relativamente aos próximos anos, a Lusilectra encara-os de forma positiva e otimista, salientando estar preparada para todas as novidades, inovações e dificuldades que apareçam no mercado.

Como caracteriza o mercado dos equipamentos oficinais na atualidade?

É um mercado muito competitivo, com maturidade e estável. Salientando que o mercado dos equipamentos oficinais tem possibilidades de crescimento devido à sua rápida evolução e inovação tecnológica, a qual se deve assumir e acompanhar sem receios, pois todas as empresas deste ramo já tiveram de adaptar-se, evoluir e inovar diversas vezes para se manterem neste mercado em constante mudança e crescimento.

Evidenciando a evolução da mobilidade, pois ainda há pouquíssimo tempo falávamos da extraordinária evolução tecnológica da mobilidade híbrida e elétrica. Atualmente, já começa a investir-se em soluções de mobilidade a hidrogénio.

Considera que está a haver uma retoma na aquisição de equipamentos oficinais?

Na opinião da Lusilectra, o mercado de equipamentos oficinais tem registado, recentemente, mudanças tecnológicas que espoletaram alguns investimentos em equipamentos mais especializados, fruto da evolução dos veículos e, também, pela melhoria do setor.

Algumas marcas são vendidas sem a respetiva homologação e certificação CE. O que deve e pode ser feito para evitar a venda destes equipamentos?

Deve ser feito um investimento na sensibilização junto dos clientes acerca da necessidade do cumprimento das regras fundamentais, sobretudo quando falamos de questões tão importantes como segurança e qualidade.

Considera que faltam regras e condutas neste mercado? Quais concretamente?

As regras existem. Contudo, a falta de informação, aliada ao elevado ritmo de trabalho do setor e à necessidade de sobrevivência de alguns dos operadores, são fatores que podem contribuir para que o foco resida no preço e não tanto na qualidade do produto e paralelamente no cumprimento de normas europeias e internacionais de importância inquestionável para o crescimento sustentável e social das empresas.

Que fatores as oficinas valorizam mais num fornecedor de equipamentos?

Muitas vezes o preço, mas acreditamos que, cada vez mais, os serviços de pré e pós-venda são os mais valorizados. Serviços esses, que a Lusilectra presta desde o primeiro contacto com o cliente (pré-venda) até ao serviço pós-venda, por uma equipa repleta de pessoas qualificadas, competentes e profissionais que irão trabalhar e cooperar todos os dias para um serviço melhor.

A eletrónica está cada vez mais presente nos equipamentos oficinais. Como está a reagir o mercado a esta evolução? Estão a conseguir adaptar-se ao desenvolvimento tecnológico dos modernos equipamentos?

De uma forma geral, sim, notando-se que as novas gerações estão, cada vez mais, preparadas e adaptadas para as novas tecnologias. Contudo, deve valorizar-se, cada vez mais, as formações técnicas que a Lusilectra disponibiliza aos clientes. A particularidade das exigências de cada cliente e/ou equipamento é o grande desafio de todos os negócios.

Desta forma, colocamos à disposição de cada cliente ou potencial cliente a experiência já adquirida ao longo de 37 anos de atividade. Durante os quais testámos soluções tão diferenciadas e tão peculiares que temos a certeza de dispor de uma solução facilmente adaptável, mesmo às exigências mais particulares.

Relativamente ao estado da distribuição de equipamentos oficinais no nosso país, quais os principais constrangimentos/adversidades que encontra no exercício da sua atividade?

A Lusilectra salienta a concorrência elevada, muita dela pouco profissionalizada e com o foco no preço e não no serviço, na qualidade e nas homologações. Desta forma, a Lusilectra seleciona, criteriosamente, vários padrões de qualidade para todos os produtos que coloca no mercado, o que, consequentemente, posiciona as nossas ofertas num patamar mais exigente.

Assim sendo, alguns dos nossos constrangimentos devem-se, em grande parte, à disponibilização de produtos de baixa qualidade que a Lusilectra opta por não comercializar. Mas como estes existem no mercado, fazem com que se criem imensas indecisões no ato do investimento.

O que obriga a Lusilectra a uma tarefa adicional na conquista da confiança dos clientes através da demonstração das mais-valias, das vantagens e dos ganhos finais globais dos nossos produtos, já que, muitas vezes, uma oferta aparentemente mais económica torna-se a médio e longo prazos numa oferta mais dispendiosa.

Em 2019, a Lusilectra esteve presente em vários salões dedicados ao aftermarkert, nomeadamente a expoMECÂNICA, em Matosinhos, o Salão Nacional do Transporte, em Pombal, e o Salão MECÂNICA, em Lisboa. Qual o objetivo desta aposta e que balanço faz da presença da empresa nestes certames?

A Lusilectra tem vindo a aumentar a sua aposta nesta área e marcado presença em vários certames e eventos da especialidade, pois, atualmente, é um ponto fundamental da nossa estratégia.

Estas participações têm como objetivo a apresentação e comunicação de novas soluções ao mercado, o aumento da notoriedade das marcas que representamos, e claro, a proximidade com o cliente que este tipo de eventos oferecem.

Quais são as perspetivas de negócio para este ano?

Pretendemos manter todo o nosso otimismo e fazer cada vez mais e melhor, como temos vindo a demonstrar ser capazes ao longo destes anos de atividade, sempre com uma sólida presença no mercado. Estamos em crer que 2020 vai ser um ano muito positivo para a Lusilectra.

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João Vieira

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