“Existem fatores que poderão ser favoráveis ao nosso setor”, Ricardo Venâncio, Autozitânia

“Existem fatores que poderão ser favoráveis ao nosso setor”, Ricardo Venâncio, Autozitânia

A Autozitânia quer manter a rota de crescimento alcançado nos últimos anos, e acredita que o aftermarket recuperará da crise provocada pela pandemia de Covid-19 mais depressa do que outros setores de atividade.

A Autozitânia passou a integrar como sócia a AD Parts, membro do Grupo AD International. Quais são os objetivos desta associação e quais as principais vantagens para a empresa?
O objetivo da associação à AD Parts, membro do Grupo AD International, passa por assegurar todo um conjunto de sinergias que permitam consolidar a posição da Autozitânia no mercado nacional, tornando-a ainda mais competitiva e preparada para responder aos enormes desafios que o mercado apresenta. Um dos focos da Autozitânia sempre foi a prestação de um nível de serviço de excelência, e esta associação permite-nos elevar ainda mais o nível de serviço junto dos nossos clientes, nas mais variadas áreas fundamentais para o sucesso no nosso mercado.

Pretendemos continuar o nosso crescimento de forma sustentada, e acreditamos que estar associado à AD Parts, que é líder na distribuição aftermarket na Península Ibérica e que alcançou um volume de negócios de cerca de 800 Milhões de euros no ano de 2019, é uma enorme mais valia para a Autozitânia.

No início do ano, a Autozitânia lançou uma nova rede de oficinas denominada Drive Repair. Como define o conceito desta rede e que objetivos pretende alcançar a médio e longo prazo?
O Conceito Oficinal Drive Repair disponibiliza meios e ferramentas, para que as suas oficinas possam competir no mercado atual e futuro, estando melhor preparadas para os constantes e enormes desafios que o mercado apresenta.

O principal objetivo Drive Repair é cooperar para que as oficinas que se associem ao projeto elevem o seu negócio, contribuindo para que estas consigam crescer em número de clientes, aumentar a sua produtividade e o acesso à informação técnica, e simultaneamente permitir que diminuam os seus custos de atividade.

Como está a Autozitânia a enfrentar a crise provocada pela Covid-19?
A Autozitânia está a adaptar-se a esta nova realidade, de acordo com a evolução que vai sendo registada. Este é um fenómeno imprevisível pelo que procuramos estar o melhor informados possível, para que as tomadas de decisão sejam racionais e baseadas em dados reais e atuais.

Para estarmos preparados para enfrentar esta crise e agir de acordo com a sua evolução, com uma abordagem atias e não reativa, elaborámos planos em diversas áreas que considerámos fundamentais, como Plano de Contingência Covid-19, Plano de Mitigação de Riscos e Plano de Comunicação de Gestão de Crise.

O que mudou na atividade da Autozitânia?
De acordo com os planos definidos e referidos anteriormente, realizámos diversas alterações na nossa atividade. A relação e contacto com o cliente alterou-se, e a nível operacional também se registaram algumas alterações, em função da realidade vivida a cada dia. Nunca parámos a operação, tentámos adaptar-nos diariamente. Tivemos de realizar ajustes, por exemplo em termos de entregas.

Relativamente a disponibilidade de peças, continuámos com um serviço de nível elevado, uma vez que um dos nossos pontos fortes é a disponibilidade de stock, e isso foi uma vantagem para nós nesta fase. Também tivemos de ajustar as medidas de segurança e os nossos colaboradores que estão nos pontos de contacto direto com os clientes, assim como os turnos dos colaboradores que estão afetos aos armazéns, de forma ter o mínimo de colaboradores possível a trabalhar em simultâneo. Facultámos a todos os colaboradores os equipamentos de proteção individual, para que todos possam sentir-se seguros no seu posto de trabalho.

Como está a necessidade de isolamento social a impactar na atividade da Autozitânia?
Apesar de tudo fazermos para minimizar ao máximo o impacto do isolamento social necessário, obviamente que este afetou a nossa atividade. Realizámos as alterações necessárias, em função das orientações das entidades competentes. Adotámos o teletrabalho para todos os colaboradores para os quais as funções exercidas o permitiam. Como referido na questão anterior, adaptámos os pontos de atendimento a clientes com todas as medidas de segurança e os horários de colaboradores, para existir o mínimo de colaboradores possíveis e simultâneo.

Que meios utilizam para manter o contacto com os clientes?
Utilizamos preferencialmente os meios digitais para manter o contacto com os nossos clientes, nomeadamente a utilização de telefone, email, catálogo eletrónico, vídeo chamadas e redes sociais. A relação com o cliente e com o mercado alterou-se, e naturalmente a comunicação também, pelo que foi fundamental a elaboração do Plano de Comunicação de Gestão de Crise para comunicar com todos os stakeholders.

Como estão a apoiar os vossos clientes neste momento difícil que o mercado está a viver?
Estamos a tentar apoiar os nossos clientes nesta fase, consideramos que agora mais do que nunca teremos de o fazer. As forma de auxílio vão sendo avaliadas com o evoluir da situação e serão sempre implementadas de acordo com o que considerarmos importante para o cliente e exequível para nós.

Que boas práticas estão a ser implementadas pela Autozitânia para conseguir manter a atividade em segurança?
Procuramos seguir ao máximo as recomendações de higienização e segurança emitidas pelas autoridades competentes. As boas práticas foram as indicadas nas questões anteriores, e de acordo com os planos que elaborámos e referidos anteriormente.

Na sua opinião, o que vai acontecer ao aftermarket em Portugal pós Covid-19?
Entendemos que a recuperação vai ser lenta e gradual, contudo relativamente a outros setores, consideramos que o nosso setor e o nosso negócio poderão não ter uma recuperação tão lenta quanto outros. Existem diversos fatores provocados por esta pandemia, que poderão ser favoráveis ao nosso setor e que possam contribuir para a retoma, nomeadamente a preferência das pessoas pelo transporte particular em detrimento dos transportes público, a diminuição de compra de carros novos e até o atual preço dos combustíveis.

Que mensagem deseja transmitir ao setor para o futuro?
Pretendemos transmitir uma mensagem de confiança.

Acreditamos que a capacidade de adaptação, que as empresas do setor Aftermarket sempre demonstraram, vai mais uma vez ser fundamental para o setor ultrapassar este desafio.

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João Vieira

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