As diferenças entre os veículos 100% elétricos e a combustão

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A Hyundai explica como funcionam os veículos 100% elétricos e de que forma se diferenciam dos veículos convencionais. O Hyundai Kauai Electric é uma das melhores opções do segmento SUV em geral, e não só no segmento dos SUV elétricos.

A preferência por um veículo 100% elétrico tem vindo a aumentar exponencialmente nos últimos anos. De facto, são inúmeras as vantagens deste tipo de tecnologia, começando pela sustentabilidade do meio ambiente, e chegando até à economia dos carregamentos elétricos. Embora ainda seja um hábito escolher um veículo convencional movido a combustível fóssil, o futuro pertence aos veículos elétricos.

 Veículos 100% elétricos vs Veículos convencionais
Um veículo 100% elétrico distingue-se, principalmente, pela fonte de energia utilizada. Enquanto que os automóveis convencionais utilizam combustível fóssil como fonte de energia, os elétricos utilizam eletricidade. Por isso mesmo, a forma de abastecimento/carregamento é distinta para as duas tecnologias.

A energia elétrica, ao contrário dos combustíveis fósseis, é uma energia ecológica. Não existe emissão de gases poluentes, o que permite a preservação do meio ambiente, tornando a circulação automóvel sustentável a longo prazo.

A nível de design exterior, os automóveis podem ser bastante semelhantes. No entanto, os veículos elétricos têm algum elemento identificativo como, por exemplo, as iniciais “EV” (Electric Vehicle/Veículo Elétrico) e, ainda, um dístico identificativo emitido pelo IMT (sendo obrigatória a sua exibição). Este dístico tem uma finalidade positiva: fácil identificação dos veículos elétricos para que possam usufruir de vários benefícios, nomeadamente, o estacionamento gratuito em locais definidos para o efeito.

O que realmente difere entre os veículos elétricos e convencionais não está à vista. A mecânica é o principal fator diferenciador entre as duas tecnologias.

Os principais componentes de um veículo elétrico 

A Bateria elétrica
Ao contrário dos veículos convencionais que têm o motor a combustão como peça principal, o componente central dos veículos 100% elétricos é a bateria elétrica. É aqui que é armazenada a energia proveniente dos carregamentos através da conexão à rede elétrica, e da captação de energia cinética. Esta bateria alimenta também os componentes elétricos do veículo.

A capacidade deste componente determina a autonomia máxima do veículo. Regra geral, quanto maior for a capacidade da bateria (medida em kWh), maior será quantidade de energia armazenada e, consequentemente, maior a autonomia. A bateria do Kauai EV, o SUV 100% elétrico da Hyundai, tem uma capacidade de 64 kWh que se traduzem em 484 km de autonomia.

As baterias podem ser construídas com diferentes materiais, nomeadamente lítio, cobalto e níquel. Contudo, todos estão preparados para garantir a resistência e segurança necessários. Em casos em que a segurança do veículo e dos seus passageiros seja ameaçada, como, por exemplo, se o veículo sobreaquecer, as baterias elétricas estão programadas para acionar um mecanismo de proteção que limita o funcionamento de determinados componentes do veículo, forçando o seu arrefecimento.

O carregamento elétrico

A fonte de energia dos veículos elétricos é a eletricidade, ao contrário dos veículos convencionais movidos a combustíveis fósseis e que são abastecidos em qualquer um dos postos de abastecimentoespalhados pelo mundo.

Os veículos elétricos podem ser carregados praticamente em qualquer lugar através da conexão à rede elétrica, sendo apenas necessário um cabo para o carregamento, e conectores e potência compatíveis entre o automóvel e a tomada elétrica.

Os carregamentos podem ser realizados em tomadas domésticas de 10A, em wallboxs ou postos de carregamento normais que suportam carregamentos até 22 kW, ou em postos de carregamento rápidos que permitem carregamentos superiores a 22 kW.

Os carregamentos em tomadas domésticas demoram várias horas (geralmente mais que 24 horas). Por sua vez, o carregamento de 80% da capacidade total da bateria em postos de carregamento rápidos ocorre, geralmente, em menos de 1 hora.

Neste aspeto os veículos convencionais apresentam uma ligeira vantagem: abastecer um depósito com gasolina ou diesel demora cerca de 5 minutos. Contudo, embora mais demorado, seja um carregamento lento ou rápido, em casa ou em postos de carregamento públicos ou privados, estará a poupar o ambiente e a sua carteira.

A eletricidade é mais barata que o combustível, o que significa que o custo de um carregamento é bastante inferior ao custo de um abastecimento para um percurso semelhante (cerca de três vezes mais baixo).

O motor elétrico

Impulsionado pela energia transmitida pela bateria, os veículos 100% elétricos têm o motor elétrico. A potência deste componente é medida em kW, sendo que estes são equivalentes a determinado número de cavalos. Por exemplo, o Kauai EV tem 150 kW ou 204 cavalos.

Embora a velocidade máxima a atingir pelo veículo possa estar limitada eletronicamente, o facto de o binário máximo, ou potência máxima, estarem disponíveis desde o momento em que pressiona o acelerador, permitem um arranque poderoso.

Por este motivo, no que toca ao arranque e à experiência de condução, os veículos 100% elétricos em nada ficam atrás dos automóveis movidos a combustíveis fósseis.

O sistema de travagem regenerativa

O sistema de travagem regenerativo é um sistema bastante comum nos veículos elétricos. De uma forma simples, este sistema permite carregar o veículo em andamento, pois recolhe a energia cinética das rodas do carro nos momentos de desaceleração. A energia recolhida pode ser utilizada para movimentar o motor elétrico, ou enviada à bateria elétrica para armazenamento e posterior utilização.

Para utilizar, basta tirar o pé do acelerador nas descidas ou pouco antes de imobilizar o veículo. Nestes momentos de desaceleração, o veículo está a carregar e a aumentar a sua autonomia. E ainda a poupar os travões. Por estas razões é tão importante utilizar este sistema. Alguns veículos têm até diversos níveis de travagem regenerativo para que seja possível potenciar ao máximo a recolha da energia gerada pelo próprio veículo.

A manutenção é mais simples e mais barata

A manutenção de um veículo elétrico é mais simples e mais barata, que a de um veículo a combustão.

Mais simples, porque os veículos elétricos têm uma construção mais simplificada e com menos peças de desgaste rápido. Na realidade, o veículo elétrico mantém uma manutenção programada, no entanto pode não haver substituição de qualquer peça.

Quando o veículo deteta algum erro, este deve ser resolvido e isso pode implicar uma reparação. Deve também ser analisado, visualmente, o estado do automóvel para detetar eventuais problemas. Se não têm tantas peças de desgaste rápido e a manutenção não é tão frequente, isto significa que a manutenção acaba por ser também mais barata. Ao contrário dos veículos a combustão, os veículos elétricos não têm filtro de ar, combustível, filtro do óleo, óleo do motor, correias de distribuição e velas. E os pneus,travões e suspensão são muito mais duradouros, principalmente se corretamente utilizado o sistema de travagem regenerativo.

O componente mais caro dos veículos 100% elétricos é a bateria. A sua substituição pode implicar o pagamento de vários milhares de euros. Contudo, a substituição da bateria não é frequente, tendo esta uma vida útil expectável de cerca de 10 anos. Para além disso, por vezes é necessária apenas a reparação ou substituição de determinados módulos da bateria, tornando este serviço muito mais barato.

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João Vieira

Do mesmo Autor: João Vieira

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