A Liqui Moly tem uma grande flexibilidade e muita criatividade

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A Liqui Moly foi das empresas que mais deu que falar no decorrer dos primeiros meses da pandemia. Tudo porque o CEO, Ernst Prost, ao longo dos meses, foi mostrando uma postura de coragem e confiança, redigindo várias cartas motivadoras, não só interna, como também externamente, repletas de esperança num futuro risonho e numa rápida travessia da crise.

O Jornal das Oficinas esteve à conversa com Sadhna Monteiro, diretora comercial e de marketing da Liqui Moly sobre este período conturbado das nossas vidas e a forma como a empresa encara o futuro.

Sadhna Monteiro é uma mulher de pulso, que, à semelhança de Ernst Prost, sabe bem a importância de motivar uma equipa em tempos difíceis. Mais do que palavras e ideias fortes, é imprescindível tomar decisões consolidadas e ganhadoras, acautelando a segurança e o sucesso dos mais próximos: clientes e colaboradores. Num período em que a pandemia do novo coronavírus tornou a acelerar, fomos perceber junto da responsável de marketing como se pode voltar a estimular uma empresa, mesmo depois de alguns meses já de si complicados nas mais variadas áreas de negócios.

Pode-se dizer que a Liqui Moly foi uma das marcas que reagiu à crise de forma mais inesperada. Rejeitou qualquer tipo de reduções de tempo de trabalho ou «lay-offs» e ainda atribuiu um bónus de mil euros brutos a cada trabalhador. Com esta medida de “consolo contra a Covid-19”, o CEO Ernst Prost, agradeceu o empenho de todos os funcionários e explicou que “gastar dinheiro para manter ativa a economia é o que precisamos de fazer agora, para conservar postos de trabalho”. A verdade é que, pelo menos até ao momento, tudo correu bem e a Liqui Moly manteve as atividades e o negócio, unicamente com as contingências agora impostas pela pandemia.

Para Sadhna Monteiro, a atitude de Ernst Prost, é simultaneamente ganhadora e inovadora. “Só ouvimos os governos a criarem incentivos, as empresas a fecharem, com despedimentos ou «lay-off» e a Liqui Moly teve a reação contrária, mas é a que estamos habituados a ouvir do Sr. Prost. Há uma filosofia de cuidar do outro, de proteger as pessoas em momentos de crise e nós, os funcionários, protegemos a empresa e o projeto ao longo do ano”, afirmou Sadhna.

A conversa continuou em torno do tema, com Sadhna a relevar esta genuína forma de gestão. Prost tenta ser justo e beneficiar sempre os colaboradores, quem o ajuda, quem acredita no sonho e quem quer levar o projeto para diante. No discurso do CEO saltaram sempre à vista expressões como “aguentar o barco” ou “compromisso”, o que, inevitavelmente, gerou uma resposta positiva em todas as subsidiárias da empresa, assim como um dever de entreajuda.

Península Ibérica a crescer
Os resultados desta abordagem à crise são palpáveis e surgiram logo nos meses de julho e agosto de 2020, com a Península Ibérica a atingir um pico de crescimento. A demanda superou as expectativas e com as inúmeras condicionantes da pandemia até chegou a ser difícil de gerir, porque houve muito que mudou no mercado. Ainda assim, o sucesso ibérico não foi alcançado em todos os países, porque a pandemia afetou de forma diferente cada país.

Questionada sobre o ponto de vista dos colaboradores, a diretora considera que todos interiorizaram muito bem a mensagem.

Para além de terem aumentado as vendas, foi possível assinar novas parcerias durante este período, quer nacionais quer internacionais. Basicamente, a Liqui Moly aproveitou a oportunidade para se reinventar.

E como foi possível todo este crescimento num período adverso? Graças ao fator humano e à relação da Liqui Moly com os clientes. O confinamento permitiu explorar o afastamento das pessoas “porque ao mesmo tempo também as aproximou, mesmo que numa plataforma virtual com telefonemas e reuniões online”, garante Sadhna Monteiro. E a marca nunca perdeu o contacto com o cliente, fundamental para este negócio, fosse ele direto ou indireto. Mantiveram-se os contactos, fizeram-se campanhas mais específicas, e, logo que possível, retomaram-se algumas ações em loja, assim como os Liqui Moly Days, de maneira a que o cliente não sentisse em demasia os efeitos da quarentena.  No mesmo sentido, a empresa também procura perceber junto de cada parceiro de que forma particular a pandemia os afetou e como poderia tornar-se uma maior vantagem para a sua atividade, moldando-se às diferentes situações.

Projetos solidários
Durante este período, a marca acentuou o cariz de entreajuda e de solidariedade que já a vem a caracterizar. Ajudaram os bombeiros um pouco por toda a Europa e, em Portugal, fizeram um levantamento dos municípios mais afastados de Lisboa e do Porto, onde implementaram algumas ajudas concretas no sentido de apoiar a manutenção de carrinhas e veículos de transporte de doentes, idosos, transporte de crianças às escolas, aos ATL, etc.

E, no fundo, o que mudou na atividade da Liqui Moly com esta pandemia? A diretora de marketing e desenvolvimento não tem dúvidas “Mantivemos tudo praticamente igual. Continuamos a ter ações de formação, sem ser o evento puramente lúdico, que também temos, mais aos fins-de-semana. Muitas vezes temos é de fazer a mesma ação mais do que uma vez, para ter os clientes de forma rotativa e não uma sala cheia de pessoas. Disponibilizamos, como é óbvio, ao nosso staff tudo o que é necessário, desinfetantes, máscaras, criamos uma noção de responsabilidade de levar o negócio para a frente, mas de forma a que o colaborador se sinta bem. Se ele não se sentir seguro nalguma tarefa ou ação, está, obviamente, mais do que à vontade para resolver a questão de outra forma em que não se sinta em risco”, rematou.

Estratégia Liqui Moly
Com a entrada cada vez mais forte de grupos internacionais no mercado, terá a Liqui Moly sentido necessidade de alterar estratégias? Sadhna garante que não há interferências, apenas o desenvolvimento natural a partir do momento em que uma marca se consegue estabelecer e é líder. Assim, no entender da responsável de marketing, “a Liqui Moly tem todas as condições enquanto marca, serviço e produto, para estar dentro de todos os grupos internacionais que obtiveram essa homologação. Logo, somos reconhecidos por todos os grupos e estamos presentes em todos, em alguns casos até como fornecedores preferenciais”.
Indagamos ainda sobre o funcionamento da rede, hoje já bem consolidada. Sadhna Monteiro não hesita: “a forma como o próprio mercado se desenvolve é que dita como a Liqui Moly se enquadra estrategicamente. Temos uma estratégia, mas temos que ser flexíveis o suficiente para perceber que se as coisas mudam – e mudam também internacionalmente – nós temos de nos adaptar. Há previsões que não conseguimos dar, porque tudo depende de como esses grandes grupos vão funcionar, como os nossos «main players» vão ou não sobreviver, crescer, decair. É uma mudança permanente”, afirmou.

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João Vieira

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