Forum anual DPAI/ACAP decorreu online

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A DPAI/ACAP realizou a 9 de dezembro o habitual Forum anual, para apresentar o trabalho desenvolvido pelas várias Comissões Especializadas ao longo do ano.

Dado o contexto pandémico que estamos a viver, o Forum decorreu em ambiente online e contou com intervenções dos representantes de todas as Comissões. Durante várias horas foi feito o balanço do ano de 2020 e anunciadas as iniciativas pensadas para 2021.

Joaquim Candeias, presidente da DPAI, começou por fazer um balanço da atividade desta Divisão em 2020, tendo destacado o trabalho desenvolvido a nível dos indicadores estatísticos sobre volume de vendas e desempenho das empresas distribuidoras de peças e pneus.

O responsável referiu, também, a intervenção pronta desta Divisão, durante o período de pandemia, referindo que “A grande preocupação foi conseguir manter e setor ativo e saudável, através de boas práticas. Neste sentido, divulgámos logo no início da pandemia as principais medidas governamentais de apoio às empresas, designadamente sobre o lay-off, as moratórias e o acesso ao crédito com condições especiais.”

Foi também preocupação da DPAI/ACAP, aumentar os índices de confiança dos consumidores, de forma a permitir a abertura antecipada dos estabelecimentos, tendo criado um Protocolo Sanitário para o Sector Automóvel. “Foi com a intenção de aumentar os índices de confiança das pessoas, para visitarem com segurança as oficinas, casas de peças e stands automóveis, que criámos o selo ACAP “Estabelecimento Seguro”. O trabalho de todas as Comissões foi incansável e com o esforço de todos conseguimos manter o setor ativo e saudável, cumprindo as regras sanitárias impostas pela DGS”.

Sobre o impacto que a pandemia está a ter no pós-venda automóvel, Joaquim Candeias afirmou que “Temos de retirar sempre aspetos positivos das adversidades, e a pandemia trouxe mais rigor e profissionalismo às empresas e seus colaboradores. Quando somos postos à prova, procuramos uma gestão mais rigorosa e isso melhora as condições para o futuro.”

Segundo Joaquim Candeias, a mudança do negócio IAM está a ser provocada por duas razões: a regulação de emissões de CO2 e NOx; e a telemática e acesso a dados do veículo, incluindo RMI e MVBER, o novo Block Exemption que entrará em vigor a partir de 2023 e que se espera seja bastante mais efetivo no acesso a software e dados dos veículos.

As mudanças mais evidentes estão nas novas energias dos veículos, complexidade das reparações, aumento da eletrónica (sensores), tecnologia ADAS e aumento de segurança e respetivas certificações.

“Tudo irá ser certificado e os fabricantes estão cada vez mais  atentos a esta situação. A certificação de peças, APPs, softwares  de diagnóstico e identificação de peças, passarão a ser a regra”, assegurou Joaquim Candeias.

“Temos de reinventar o negócio atual, e criar novas soluções para as necessidades dos clientes. Grandes desafios também criam grandes oportunidades. Vamos todos ganhar com a experiência de 2020 e fazer melhor no futuro”, concluiu.

“Oficina de Confiança”
Seguiram-se as apresentações dos representantes das Comissões Especializadas de Fabricantes de Peças (Antonieta Loureiro), Comissões Especializadas de Produtores de Pneus (Ribeiro da Silva), Comissões Especializadas de Distribuidores de Pneus (Manuel Félix) e Comissões Especializadas de Serviços de Mobilidade (Raquel Marinho).

Destacamos na apresentação de Raquel Marinho, da Comissão Especializada de Serviços de Mobilidade, o anúncio do projeto “Oficina de Confiança” que visa estabelecer, através de um modelo de referência, quais as oficinas que merecem receber o selo de confiança renovável.

Segundo Raquel Marinho, era algo “necessário” para regulamentar as oficinas existentes em Portugal. Acrescentou ainda que “Muitas vezes não era fácil detetar como e de que forma é que as oficinas cumpriam os requisitos para serem de confiança. Não havia uma base de entendimento numa oficina que cumpre as suas obrigações ao nível legal, ambiental, lei laboral, lei do cliente final, etc. Pela primeira vez o que fizemos foi juntar tudo num modelo de referência do que deve oferecer uma oficina. A partir daqui será possível regulamentar”, explicou.

Este processo facilita às oficinas o acesso a informação útil, fidedigna, sistematizada e atualizada, que lhes permita implementar boas práticas mais fácil e rapidamente. Permite ainda qualificar o setor da reparação e manutenção automóvel, tornando-o mais responsável e credível, favorecendo a transparência e confiança. Por último, valoriza as oficinas que cumprirem com um perfil e conduta adequados.

Para ser uma “Oficina de Confiança” deve prestar um serviço profissional qualificado e com garantia nos termos legais; fazer uma correta gestão de resíduos de acordo com a legislação; cumprir as obrigações fiscais, contribuindo ativamente, para a economia nacional; reconhecer os direitos do consumidor e agir em conformidade, executar procedimentos transparentes e orientados para a satisfação do cliente.

Com a implementação destas medidas de uma “Oficina de Confiança ACAP” fica fácil para cada estabelecimento oficinal saber se está a cumprir ou não com as medidas legisladas. As categorias de qualificação serão cinco e dividem-se por Serviços Rápidos, Manutenção Preventiva, Colisão, Pneus e Avarias.

Observatório do pós-venda mais completo
Seguiu-se a intervenção de Pedro Barros, membro da Comissão Executiva da DPAI, que apresentou os dados mais recentes do “Observatório do Pós-venda Automóvel”. Um registo criterioso que permite analisar o desempenho do tecido empresarial do aftermarket nacional, de forma que os operadores acompanhem a sua evolução. Trata-se de uma ferramenta essencial que permite aos empresários antecipar e preparar o futuro do negócio.

O Fórum terminou com uma apresentação de Dário Afonso, com o tema “Como sair da crise através da formação?”