“Estamos comprometidos com o empenho, rigor e transparência” Álvaro Magalhães, Centrocor

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A Centrocor existe desde 1982 para ‘dar cor’ ao seu automóvel. Este ano, a empresa dedicada ao comércio de tintas, máquinas e ferramentas investiu em novas instalações, mas as boas notícias não ficam por aqui.

O IAPMEI renovou à Centrocor o estatuto de PME Líder pelo 8º ano consecutivo. Para o administrador isto só se consegue através da “inovação e a satisfação do cliente”. Acrescentou ainda a relevância da renovação deste estatuto para a empresa “O mercado tem-nos reconhecido como uma empresa diferenciadora nos produtos que fornecemos, mas acima de tudo nas soluções que apresentamos aos nossos clientes. A renovação do estatuto PME Líder reflete a confiança que os clientes têm depositado em nós e do bom trabalho que temos realizado ao longo do tempo”.

Qual o ponto de situação das novas instalações? Para quando está prevista a sua inauguração?
Estamos a iniciar a fase de acabamentos das novas instalações, que tem como previsão de conclusão o início do próximo ano. Iremos aumentar significativamente a nossa capacidade de armazenamento e otimizar todos os processos de logística e administrativos. Teremos ainda uma maior área de exposição, bem como, um centro de formação para os profissionais do setor. Iremos melhorar significativamente a capacidade da Centrocor no fornecimento de soluções completas paras as oficinas do ramo automóvel, em áreas como o produto, assistência técnica e formação.

O que destaca de mais inovador nas novas instalações?
O centro de formação será uma das maiores inovações nas novas instalações. Reforçaremos significativamente a nossa atividade de formação e treino dos nossos clientes, na área da repintura, mecânica e mecatrónica. O centro de treinos estará preparado para permitir aos clientes a utilização dos equipamentos necessários para a reparação automóvel. Para além disso, os cursos ligados à área de gestão oficinal, ambiental e entre outras, também farão parte do catálogo de formação.

Têm promovido ações de formação no vosso Centro de Treinos?
As condições estruturais atuais não nos permite implementar um calendário de formações conforme pretendemos. Algumas das formações que temos vindo a oferecer aos nossos clientes apesar da situação pandémica em que vivemos, tem sido ao nível dos carros elétricos e híbridos, sistemas de ar condicionado e repintura automóvel, maioritariamente realizadas de forma online..

Como a Centrocor está a apoiar as oficinas de repintura no processo de digitalização, designadamente da instalação do sistema de gestão de cor digital Phoenix?
A Centrocor apoiou desde o início do desenvolvimento deste sistema e a sua implementação nos clientes. Com isso também tivemos de promover a modernização dos nossos clientes, nomeadamente com as ligações das seções de pintura à Internet e a implementação de melhorias significativas em termos de processos de busca de cor, gestão de obras, relatórios de desempenho e entre outros. Somos uma empresa que gosta de forçar a inovação também nos nossos clientes.

Qual é o vosso compromisso com os clientes?
Queremos ser um verdadeiro parceiro dos nossos clientes. Por isso estamos comprometidos com o empenho, rigor e transparência. Queremos que o cliente encontre em nós soluções completas, com fornecimento regular e assistido em permanência.

Como está a Centrocor a reagir à pandemia do Covid 19?
A pandemia obrigou todas as empresas a adaptar o seu negócio, nomeadamente com restrições à mobilidade e à proximidade física, o que implica diferenças significativas na forma de fazer negócio e a Centrocor não foi exceção. Garantir o fornecimento sem interrupções, acelerar ainda mais a digitalização e aproveitar oportunidades foram alguns dos nossos focos na atual conjuntura que vivemos.

O que mudou na atividade da Centrocor com a pandemia?
A atividade comercial principal manteve-se sem alterações críticas. Somos uma empresa cuja digitalização já nos acompanha desde muito cedo, o que nos permitiu uma adaptação rápida e ágil. Fomos capazes de manter as nossas equipas a trabalhar praticamente em pleno, grande parte através de teletrabalho durante a fase de confinamento e depois fomos reajustando progressivamente a forma como fazemos o contacto com o cliente.

 Que boas práticas estão a ser implementadas pela Centrocor para conseguir manter a atividade em segurança?
Ainda antes do decretar de Estado de Emergência, já tínhamos tomado medidas de proteção às nossas equipas, garantindo que elas e os nossos clientes se sentissem em segurança. Implementamos também as medidas que a DGS recomenda, nomeadamente a utilização de equipamentos de proteção pessoal, em permanência dentro das instalações ou no contacto das nossas equipas de terreno com os nossos clientes. Para além disso, foi estabelecido um plano de higienização das nossas instalações e veículos.

Como a Centrocor está a preparar-se para o previsível decréscimo do mercado da repintura. Consideram diversificar o vosso negócio para outras áreas?
Acreditamos que o decréscimo do mercado de repintura não será um problema para a Centrocor, já que desde a criação da empresa que a diversificação sempre foi palavra de ordem. Queremos ser um fornecedor de soluções completas, sendo a repintura apenas parte da nossa oferta, a qual se reajustará às necessidades do mercado.

Que desafios se vão colocar ao futuro da comercialização de produtos de repintura em Portugal?
Um dos maiores desafios será implementar planos ambiciosos de formação e modernização das oficinas. A repintura tem vindo a mostrar cada vez mais complexidade, não só nos produtos, cores ou acabamentos, mas acima de tudo na implementação de processos de trabalho cada vez mais produtivos e rentáveis para as oficinas.

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João Vieira

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