“A nossa aposta tem sido na pré-venda”, Jorge Costa, Cetrus

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A CETRUS atua no mercado português de equipamentos para oficinas automóvel e indústria há quase 30 anos, sendo atualmente uma referência no mercado neste setor.

Baseia o seu dia-a-dia na manutenção e reforço do seu reconhecimento ao nível da excelência e profissionalismo em todas as vertentes do negócio. Como tal criar soluções inovadoras, de alta qualidade, a preços bastante competitivos e capturar oportunidades de negócio é a missão que os acompanha diariamente.

 Considera que está a haver uma retoma na aquisição de equipamentos oficinais?
Os últimos dois anos (2018/2019) foram especialmente bons para o sector, onde se verificou de facto um grande crescimento, face aos anos anteriores. No entanto o início deste ano foi marcado pelo aparecimento da pandemia o que se traduziu num decréscimo temporal das vendas. Os projetos que estavam em curso, mantiveram-se. Os novos projetos ficaram um pouco em stand-bye, embora me pareça que estão a ser retomados. Estamos cientes que este final de ano/inicio do próximo será mais difícil, mas estamos otimistas em relação ao segundo semestre do próximo ano.

Que fatores as oficinas valorizam mais num fornecedor de equipamentos?
Essa é a pergunta que tentamos responder todos os dias na nossa organização! De fato aquilo que orienta o nosso negócio é perceber aquilo onde podemos ser mais úteis e quais os fatores diferenciadores para as oficinas. A nossa aposta tem sido na pré-venda através do melhor aconselhamento de layout, com estudos através de desenhos em 2 e 3D, imagens e vídeos de projeção da futura oficina, assim como o aconselhamento dos equipamentos mais adequados para as necessidades do cliente. E como não podia deixar de ser, uma grande aposta também no pós-venda, onde tentamos manter uma proximidade muito grande e eficaz resposta às solicitações de manutenção preventiva e curativa.

 A eletrónica está cada vez mais presente nos equipamentos oficinais. Como está a reagir o mercado a esta evolução? Estão a conseguir adaptar-se ao desenvolvimento tecnológico dos modernos equipamentos?
O mercado reage bem à evolução, até porque cada vez mais os jovens têm uma vertente extremamente tecnológica e, portanto, a evolução dos equipamentos acompanha também a evolução automóvel. Parece-me que o problema poderá estar nos próximos anos, em tarefas menos tecnológicas, como o trabalho de chapa a pintura.

A CETRUS contratou recentemente os serviços de uma empresa de comunicação? Quais os objetivos deste investimento e que resultados pretende atingir?
Sim é verdade que contratamos uma empresa de comunicação, o objetivo é claro; comunicar melhor com os nossos clientes e parceiros e comunidade. Sentimos que não estávamos a acompanhar em termos de comunicação, toda a vitalidade que a empresa tem no campo técnico e de desenvolvimento. Podemos estar a fazer grandes coisas, mas não as comunicamos….

Qual tem sido o desempenho dos dois polos de assistência técnica situados em Vila Nova de Famalicão e em Setúbal? Conseguem assegurar os serviços de apoio a todos os clientes?
Sentimos que chegamos aos clientes num tempo de resposta bastante razoável, e entendemos que a proximidade e a rapidez da resposta são fundamentais. Nessa medida, temos atualmente um terceiro polo de assistência na zona centro a partir de alcobaça, por forma a reduzir o tempo de resposta e os custos de deslocação aos nossos clientes do Centro.

Desde sempre que a CETRUS leva muito a sério o conceito de fornecedor global de equipamentos para oficinas denominado “Chave na mão”. Como define este conceito?
O conceito de “chave na mão” é muito mais do que ser fornecedor global. Na verdade, temos colaborado com os nossos clientes desde o projeto e conceção da oficina, bem antes da colocação da primeira pedra. Com isto, estudamos o melhor layout e definem-se os melhores fluxos da oficina, considerando sempre os fatores ambientais. Com mais de 25 anos de experiência na área do projeto, podemos afirmar com algum orgulho que contribuímos positivamente para centenas de projetos.

Como está a CETRUS a reagir à pandemia do Covid 19?
Tivemos desde logo a preocupação em manter as nossas equipas e os nossos clientes em segurança em tudo aquilo que nos foi possível. Definimos uma série de procedimentos internos em linha com as indicações da DGS. Do ponto de vista do mercado, a reação foi na busca de equipamentos que pudessem mitigar os efeitos da crise provocada pela pandemia. Nesse sentido, disponibilizamos aos nossos clientes equipamentos de desinfeção de OZONO, que tem tido bastante saída.

O que mudou na atividade da CETRUS com a pandemia?
Não houve grandes mudanças na atividade. Houve sim um decréscimo de atividade nos meses de Abril, Maio e de resto não sentimos grandes diferenças. No âmbito dos equipamentos, houve uma maior procura de equipamentos de higienização.

Que boas práticas estão a ser implementadas pela CETRUS para conseguir manter a atividade em segurança?
Desde cedo fizemos algumas alterações no sentido de agilizar o teletrabalho de alguns colaboradores, assim como se distribuiu equipamentos de proteção e desinfeção a todos os colaboradores e dotou-se a empresa de vários pontos de desinfeção de mãos. Beneficiamos ainda do fato de trabalharmos em ambiente open-office e com grande espaço entre colaboradores o dá bastante sensação de segurança a colaboradores e clientes.

Que desafios se colocam aos distribuidores de equipamentos oficinais?
O desafio permanente de perceber as necessidades dos clientes e a evolução do mercado, para se atualizar no que diz respeito aos equipamentos e ferramentas. Existe obviamente sempre a responsabilidade de não ser apenas uma empresa de venda de equipamentos, mas sim uma empresa de serviço completo, com assistência ao cliente na pré e pós-venda.

Que implicações terá a situação económica atual no desempenho dos distribuidores de equipamentos oficinais em Portugal?
Estamos à espera de tempos mais difíceis no futuro próximo, pois a confiança dos consumidores e consequentemente dos nossos clientes estará em níveis baixos e isso poderá contribuir para uma quebra na venda de equipamentos de maior valor e instalações novas. Estamos preparados para os vários cenários.