Repsol termina 2020 com resultado líquido de 600 milhões de euros

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A Repsol obteve, no exercício de 2020, um resultado líquido ajustado de 600 milhões de euros. Esta variável mede especificamente o desempenho dos negócios da empresa, que tiveram um resultado positivo num contexto complicado marcado pela crise sanitária global.

Este bom comportamento refletiu-se também num fluxo de caixa das operações positivo para todos os negócios e que, para o conjunto do grupo, alcançou os 3.197 milhões de euros.

A pandemia da covid-19 gerou uma crise mundial sem precedentes, que para o setor energético teve consequências como a drástica queda dos preços dos hidrocarbonetos e dos seus produtos derivados e uma grande contração na procura. A cotação média do Brent caiu 35%, com mínimos que chegaram aos 15 dólares por barril em abril, enquanto a do gás Henry Hub desceu 19%.

Neste contexto extraordinário, a companhia deu prioridade à continuidade da sua atividade, apesar da queda da procura, consciente do caráter essencial que os seus produtos e serviços têm para a sociedade. Assim, desde o início da crise sanitária, a Repsol manteve em funcionamento as suas instalações, garantindo fornecimentos indispensáveis, como a energia ou as matérias-primas necessárias para o fabrico de um grande número de produtos sanitários. Além disso, a aposta da companhia pela digitalização e tecnologia e a sua longa experiência no teletrabalho permitiram reagir com rapidez para que os quase 7.000 colaboradores, cuja função pode ser realizada em remoto, contassem com os meios técnicos e logísticos para trabalhar à distância.

A companhia apresentou, a 26 de novembro, o seu novo Plano Estratégico 2021-2025, que marcará a sua transformação nos próximos anos e permitirá acelerar na transição energética de forma rentável e maximizando o valor para os seus acionistas. Graças a este Plano, a Repsol avançará no seu objetivo de ser uma empresa com zero emissões líquidas em 2050.

Com estas premissas, durante o exercício, a Repsol colocou em marcha várias iniciativas que, além de permitirem que se aproximasse do seu compromisso de ser uma empresa com zero emissões líquidas em 2050, ajudarão à recuperação económica do país. Entre elas destacam-se dois projetos industriais de descarbonização inovadores que serão instalados em Bilbao, a primeira unidade de biocombustíveis avançados de Espanha, em Cartagena, o desenvolvimento e colocação em marcha de ativos renováveis na Península Ibérica, e a expansão internacional deste negócio, com a criação de uma joint venture no Chile.

Durante o ano de 2020, a Repsol diminuiu em 5% o seu Indicador de Intensidade de Carbono face aos níveis de 2016, muito acima dos 3% estabelecidos como objetivo inicial para este parâmetro. Se for descontada a menor atividade em consequência do coronavírus, a redução foi de 3,7%. A empresa eliminou 2,4 milhões de toneladas de CO2 desde 2014 e definiu objetivos ainda mais ambiciosos no seu novo Plano Estratégico, no qual fixa uma diminuição da intensidade de carbono de 12% para 2025, de 25% para 2030 e de 50% para 2040.

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Redação JO

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