“Estamos a lidar com um cenário completamente novo e sem precedentes”, Joaquim Candeias, bilstein group

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Joaquim Candeias, diretor geral do bilstein group acredita que depois desta prova de fogo o melhor do aftermarket vai continuar a estar sempre à tona.

“Quando ocorre uma situação inesperada e praticamente sem precedentes, antes de pensarmos nos efeitos nefastos, apesar de estes existirem, temos acima de tudo de retirar a aprendizagem que permanecerá”, refere Joaquim Candeias, diretor geral do bilstein group, que acrescenta “O caminho é sentirmo-nos e mantermo-nos otimistas porque, apesar do impacto menos positivo, considero que evoluímos muito em vários aspetos: em termos digitais (algo que representará uma necessidade básica para o futuro), na gestão e rigor no seio das empresas, e na flexibilidade de empresas e pessoas, algo tão relevante num mundo tão tecnológico como aquele em que vivemos. Portanto, apesar da recuperação do mercado ser uma preocupação generalizada, tendo a focar-me nas aprendizagens que esta pandemia nos trouxe e trará e que veio acelerar processos que, caso contrário, iriam ser mais demorados.”

Para Joaquim Candeias, a pandemia “veio obrigar-nos a fortalecer o sentimento de união e de resistência, refletindo-se em todas as ações e tarefas diárias. A implementação do teletrabalho tornou-se algo prioritário para nós e que representa, em si mesmo, uma aprendizagem para todos. Assim como a criação de dois turnos diferenciados de logística para reforçar a proteção aos colaboradores. Estes são apenas dois exemplos da readaptação de todos os departamentos perante o novo cenário e a nova realidade.”

A distância física é algo que o bilstein group tenta contornar todos os dias, implementando formas digitais de aproximação aos seus clientes. “Por experiência própria sabemos que nada substitui um aperto de mão, uma reunião cara a cara, uma verificação técnica no terreno, uma visita com a van, e tantos outros momentos que representam o nosso dia a dia. Naturalmente que o acompanhamento técnico e comercial teve de se reinventar e transpor-se de local para digital”, deu conta Joaquim Candeias.

Apesar da resposta digital se tornar muito urgente perante o cenário pandémico, a verdade é que já 2 anos antes o bilstein group tinha assumido esta como uma das suas bandeiras para os anos vindouros. Através da implementação de um novo catálogo, o partsfinder, e da integração com a WebShop, a empresa deu o primeiro passo para que a pesquisa e encomenda de peças conhecesse uma nova realidade, disponível para todos os clientes. “Atualmente, a nossa resposta neste âmbito passa pela introdução, quase semanal, de novas melhorias e funcionalidades a estas duas plataformas. Certamente que num futuro próximo, o bilstein group marcará a diferença no mundo digital através da presença diferenciada e complementar noutros meios digitais, cuidadosamente selecionados e que alavancarão o nosso negócio e o de todos os envolvidos.  As soluções digitais podem e devem servir como resposta a necessidades do mercado, mas também é importante empregar o termo relevância. As necessidades digitais são diferentes de player para player e só através de um profundo conhecimento do mercado é possível que as empresas se tornem relevantes na escolha de soluções digitais adequadas ao seu negócio”, ressalvou Joaquim Candeias.

Relativamente ao impacto da pandemia no negócio do aftermarket, este responsável refere que “Estamos a lidar com um cenário completamente novo e, sem precedentes, pelo que a reação do mercado ainda não se encontra totalmente visível e evidente. Apesar de podermos antecipar aquilo que será o efeito futuro da pandemia, num cenário tão recente podem vir a surgir resultados diferentes, bons ou maus. Esperamos não vir a assistir a uma “guerra de preços”, uma vez que isso iria comprometer rentabilidades e, garantidamente, a continuidade de alguns players. Mais grave e preocupante ainda, são também os efeitos nefastos para o setor do aftermarket uma vez que o torna menos aliciante a investimentos e irá, sem qualquer dúvida, limitar o seu consequente progresso.”

A concluir, Joaquim Candeias antecipa que 2021 seja, em termos gerais, igual a 2019 para o IAM em Portugal. “Naturalmente que existirão players que vão crescer muito mais face a 2019, mas fruto das circunstâncias também haverá players que ficarão bastante abaixo dos valores registados em 2019.”

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Redação JO

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