“Existe neste momento no mercado um exagero de devoluções”, Paulo Torres, Vieira & Freitas

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 Paulo Torres, gerente da Vieira & Freitas está moderadamente otimista e pensa que o mercado irá recuperar quando os veículos voltarem a circular com maior liberdade.

“A pandemia tem-nos ensinado muito, principalmente no que respeita à evolução digital, reinventaram-se formas de contacto, de abordagem aos parceiros, reuniões on-line, entre outras soluções que vamos encontrando”, refere.

Durante o período de confinamento a Vieira & Freitas implementou condições para poder ter os colaboradores em teletrabalho e evoluiu no domínio digital.

“As maiores dificuldades neste momento prendem-se com a logística inversa, e na gestão do trabalho que daí decorre. Existe neste momento no mercado um exagero de devoluções, muitas vezes sem o devido cuidado para que as embalagens e peças cheguem em condições aceitáveis”, revelou Paulo Torres.

O facto da pandemia ter originado a diminuição de contactos presenciais por parte dos comerciais, fez com que mais clientes se adaptassem a trabalhar com as plataformas B2B, que têm tido uma grande evolução em todos os mercados. “O mundo digital anda a uma velocidade supersónica, as soluções aparecem todos os dias, mesmo antes de termos consciência de que precisamos delas”, frisou Paulo Torres.

Relativamente a uma previsível “guerra de preços” que possa surgir devido ao aumento da oferta e diminuição da procura, Paulo Torres diz que “esse efeito não me parece vá acontecer, pois não está a haver neste momento aumento da oferta porque os fabricantes estão com grandes problemas de falta de mercadorias. Contudo espero que se acontecer, os players do mercado estejam mais conscientes que no passado e não se deslumbrem e pensem que alguém vença ou ganhe alguma batalha utilizando a baixa de preços como uma arma. Esta guerra é um chamado “pau de dois bicos”, e  facilmente tem sentido inverso e provocará danos irremediáveis a quem a utilizar”.

“Não é fácil fazer futurologia porque os dados que temos são muito pouco seguros, hoje é de uma forma, amanhã de outra,  tudo dependerá da evolução da “guerra Covid”. O ano 2020 acabou por não ter o crescimento que esperávamos, embora o nosso setor não foi, até hoje, muito penalizado. Com um olhar moderadamente otimista, espero que 2021 seja pelo menos igual a 2020 e a 2019”, conclui.

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Redação JO

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