Repsol investe na indústria e tecnologia de proteção ao emprego

04 - Repsol-investe

Na assembleia-geral de acionistas, o chairman da Repsol, Antonio Brufau, defendeu a necessidade de combinar, da melhor forma possível, políticas públicas e a iniciativa privada para recuperar a senda da prosperidade, o mais depressa possível.

Brufau assinalou que, para enfrentar a dupla complexidade da crise gerada pela covid-19 e do objetivo de travar as alterações climáticas, existem duas alavancas essenciais: a indústria e a aposta em todas as tecnologias

O chairman da Repsol, Antonio Brufau, destacou, na assembleia-geral de acionistas realizada hoje em Madrid, a necessidade de combinar, da melhor forma possível, as políticas públicas e a iniciativa privada para que se recupere, o quanto antes, a senda da prosperidade. Perante o desafio mundial que representam as alterações climáticas e as consequências da crise de covid-19, Brufau defendeu como alavancas essenciais a indústria e a aposta em todas as tecnologias e assinalou a obrigação de atuar com decisão, implicando múltiplos atores e soluções.

Antonio Brufau iniciou o seu discurso enfatizando a dificuldade do momento enfrentado pela sociedade, “uma encruzilhada decisiva” cuja fórmula de recuperação para a Europa “deve incluir apostas em muitos âmbitos, incluindo a qualidade da política e dos serviços públicos”. Brufau ratificou o compromisso da Repsol de contribuir para superar estes desafios, destacando duas alavancas essenciais: a indústria e a aposta na neutralidade tecnológica.

A indústria “gera emprego estável e de qualidade com a característica adicional de que também cria riqueza no território onde está instalada. Se tivéssemos uma maior percentagem do PIB em atividades industriais, teríamos resistido melhor à crise”, afirmou. Para o chairman da Repsol, “temos de sair desta crise com mais indústria e não com menos, com mais emprego de qualidade e não com mais precariedade, captando todas as oportunidades dos fundos europeus Next Generation, que estão desenhados para projetos viáveis e de execução assegurada”.

Sobre este último aspeto, Brufau anunciou que, no âmbito das convocatórias de manifestações de interesse levadas a cabo pelo Governo, a Repsol tem um portefólio de 30 projetos, com um investimento total associado de 5.959 milhões de euros, que “combinam tecnologia, descarbonização e economia circular, criação de emprego de qualidade e equilíbrio territorial”.

Trata-se de oito projetos de hidrogénio renovável, nove de economia circular, quatro de geração renovável e de armazenamento, oito de energia distribuída e mobilidade elétrica e um que incide na infraestrutura de transformação digital.

Nas palavras de Antonio Brufau, a indústria tem também um papel chave para um futuro com menos emissões, para o qual “é crítico que a Europa crie um marco regulatório equilibrado para tornar possível a descarbonização com a participação de todos. Mas, para isso, temos de acreditar e apostar na indústria europeia como criadora de riqueza para todos”.

Brufau também se referiu à tecnologia, um dos principais vetores do Plano Estratégico que a Repsol colocou em marcha para o período 2021-2025, e defendeu que as instituições devem poder “aceder às soluções mais eficientes do ponto de vista da neutralidade tecnológica”, tendo em conta as “mais adequadas e eficientes em termos de custo para reduzir as emissões”.

Para Antonio Brufau, a eletrificação e as renováveis serão grandes protagonistas do futuro e “aí estaremos nós, com 15 GW de potência instalada em 2030”, mas também serão imprescindíveis os biocombustíveis, os combustíveis sintéticos, o hidrogénio e a captura de armazenamento de CO2, tal como estabelecem as instituições internacionais de referência. Estas organizações consideram que os combustíveis líquidos também são necessários para descarbonizar setores onde a eletrificação não é possível, pelo que a “Repsol assume plenamente a necessidade de evoluir para combustíveis cujo ciclo de vida tenha emissões líquidas nulas de CO2”. “Isso dá sentido à transformação dos nossos complexos industriais para que se tornem em centros de economia circular e continuem a criar e manter empregos de qualidade com um efeito de equilíbrio territorial”, acrescentou.

Com o objetivo de avançar, da forma mais eficiente, para um fornecimento energético seguro e descarbonizado, sem afetar os níveis de bem-estar da nossa sociedade, Brufau apontou a necessidade de procurar “uma via para conseguir o mesmo objetivo de um futuro neutro em carbono para os veículos e os combustíveis na Europa sem deslocalizar tecnologia e investimento”. “É um facto que os combustíveis líquidos e liquefeitos vão continuar a ser a melhor solução para a mobilidade durante décadas. Os hidrocarbonetos e as atividades de exploração e produção, de refinação e petroquímica, sob rigorosas premissas de descarbonização, vão continuar a ser parte da solução para proporcionar os níveis de prosperidade reclamados pela sociedade”, explicou.

Por fim, Brufau ratificou o objetivo da Repsol de alcançar as zero emissões líquidas em 2050. “O compromisso com os nossos acionistas, colaboradores e clientes, com os cidadãos e a sociedade da qual fazemos parte, não é outro senão continuar a avançar com o nosso projeto estratégico de uma transição energética ordenada, onde os hidrocarbonetos, a economia circular, as energias renováveis e o hidrogénio têm o seu papel e as suas oportunidades”.