“Comunicação e presença no digital, assumem particular relevância”, Armando Lima, Center’s Auto

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Armando Lima, responsável pela rede de oficinas Center’s Auto, confessa que até ao decretar do novo confinamento estava mais otimista. Apesar de tudo, acredita que este ano já teremos uma tendência de visível recuperação no mercado e que 2021 será melhor do que 2020.

“A pandemia tem-nos obrigado a estar mais atentos e a ser ainda mais analíticos. O elevado grau de incerteza que esta situação veio trazer ao mercado e à atividade económica no seu todo, faz com que tenhamos que ser mais cautelosos e ponderados nas decisões que tomamos. Além do mais, face às circunstâncias e à indefinição que existe, temos que preparar e estar preparados para vários cenários. A nível de oficinas, nota-se um comportamento mais avesso ao risco, no que diz respeito à tomada de decisões por parte dos empresários. No geral arriscam menos e são mais conservadores. Os níveis de confiança também estão mais baixos e isso não ajuda na retoma”, afirmou Armando Lima.

“Acima de tudo não é fácil lidar com a incerteza e com o horizonte temporal e os efeitos que a crise pandémica está a causar. Claramente isto tem tido impacto nos comportamentos dos clientes finais e nota-se uma forte queda no volume de visitas às oficinas e consequente entrada de viaturas para intervenção. Creio que essa é a principal dificuldade no momento”, acrescentou.

Para conseguir manter os clientes fidelizados, Armando Lima está a trabalhar em várias vertentes, mas considera que “a estabilidade na forma como trabalhamos e nos comportamos perante o mercado, são o nosso maior trunfo. Todos os dias trabalhamos para ter disponíveis os produtos que o mercado pede, ao preço justo e no timing correto. Representamos e importamos marcas fortes, com produtos muito fiáveis e de qualidade. Apostamos muito na Qualidade, Fiabilidade e Continuidade. E cada vez mais o mercado reconhece isso”.

Relativamente às competências que os responsáveis das oficinas devem ter neste novo aftermarket que agora nasce, Armando Lima considera que os fatores de gestão são cada vez mais importantes. “Gestão de crédito, gestão de recursos humanos, tesouraria, rentabilidade, margens, produtividade, gestão de stocks, entre outros, são cada vez mais necessários no dia a dia e apenas as organizações que sejam capazes de controlar estes indicadores, serão viáveis e sobreviverão no futuro. Além disso, aspetos como comunicação e presença no digital, também assumem particular relevância.

Do ponto de vista técnico, também será necessário apostar na qualidade do serviço, mais do que nas componentes de preço. Com uma quebra de entradas nas oficinas, apenas os que prestarem um serviço de qualidade, terão sucesso. É preciso dotar os negócios/oficinas de bons equipamentos e recursos humanos qualificados”.

Embora seja difícil prever qual o futuro do pós-venda pós pandemia, Armando Lima afirma que “não será como dantes ou igual ao passado. Há uma evolução clara em vários aspetos, própria da evolução dos meios de comunicação e da forma como temos vindo a ser obrigados a relacionar-nos. A relação humana tem-se vindo a desmaterializar neste e noutros setores e por isso é preciso adaptarmo-nos. Já comparativamente a 2019, apesar de ainda ser cedo para fazer estimativas ou projeções, temos um bom feeling em como será melhor.”

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Redação JO

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