“Ferramentas digitais são fortes aliadas no desenvolvimento do negócio”, Bosch Car Service 

04 - raquel

Relativamente à recuperação do mercado, Raquel Marinho, responsável da rede Bosch Car Service está otimista na evolução do negócio: “A mobilidade é essencial ao funcionamento da sociedade a todos níveis e a atividade das oficinas é imprescindível.

Acreditamos também que alturas de crise são também épocas de oportunidades e a associação a uma marca forte, como a Bosch, será fundamental. Apesar do impacto da pandemia, consideramos que o mercado de peças de reposição e, consequentemente de manutenção e reparação automóvel, recuperará mais rapidamente do que o próprio negócio de venda de veículos novos que ficará condicionado, por mais algum tempo, devido a fatores económicos.

Trabalhamos no sentido de eliminar a vulnerabilidade deste contexto pandémico e temos traçado um caminho a seguir para garantir que as oficinas das redes Bosch estão preparadas para recuperar negócio”, referiu.  

Para esta responsável “As formas tradicionais de fazer negócio nas oficinas alteraram, alterações essas que acreditamos se manterão mesmo no período pós pandemia. Um exemplo concreto é que tanto distribuidores de peças como oficinas multimarca e multisserviços têm vindo a perceber um aumento significativo do número de clientes que começam a utilizar as plataformas online e agendamentos telefónicos quer para pedidos de orçamentos, preços, entre outros, quer para agendamento de revisões ou reparações”. 

Nestes tempos de crise e incerteza, uma das prioridades das oficinas é conseguir manter os clientes fidelizados. Para tal, a Bosch mantém os seus valores, enquanto marca, de qualidade, confiança e transparência. “Estes são valores que contribuem para a fidelização de clientes. A médio prazo as preferências/necessidades do condutor poderão alterar-se o que pode levar à exigência de novas ofertas de serviços. Nesse sentido, estamos a avaliar eventuais parcerias e acordos para dar mais ferramentas às nossas oficinas e continuamos a promover a utilização, sempre que possível, de meios digitais, que neste contexto, mais do que nunca, assumiram um papel preponderante”, refere Raquel Marinho.  

“As oficinas devem aproveitar para participar em sessões de formação online, que temos vindo a facultar desde o 2º trimestre de 2020 e que se focam quer em formação técnica quer em formação empresarial. Para além da continuidade de atualização de competências técnicas, devem ainda investir em procurar mais serviços de valor agregado e acesso a temas e conteúdos pertinentes à gestão das oficinas neste contexto inédito e de prevenção para o futuro. Deverão também aprimorar conhecimentos em outras áreas tais como marketing, que serão necessários para a promoção dos serviços da oficina, bem como métodos de captação de novos clientes e fidelização dos atuais. Acima de tudo, devem continuar a garantir que tanto funcionários como clientes se sintam seguros por meio de protocolos aprimorados de saúde e segurança”, frisou. 

A digitalização das oficinas é um fator chave para a sua sobrevivência, e Raquel Marinho considera crucial que se adaptem às exigências desta era digital e ultra conectada em que vivemos, sob pena de verem o seu futuro ameaçado. No seu entender “A adaptação está a acontecer de forma gradual. Há oficinas com mais facilidade que outras, e há sempre alguma resistência à mudança de hábitos enraizados, um esforço associado e um custo de aprendizagem… a adaptação requer algum tempo, mas nós sabemos que quanto mais rápido e melhor nos adaptarmos melhor estaremos a defender a nossa posição competitiva e por isso, a nossa responsabilidade neste âmbito vai no sentido de apoiar a oficina e facilitar o seu acesso à utilização de ferramentas digitais que são fortes aliadas estratégicas ao desenvolvimento do negócio.”