“Demos mais atenção ao planeamento de médio/longo prazo”, Filourém 

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Carlos Gonçalves, gerente da Filourém, está otimista mas de forma consciente e equilibrada. “Naturalmente que toda esta situação relacionada com a pandemia, o presente e o ano que passou, irão ter reflexos em muitas áreas da nossa sociedade durante alguns anos.

Com os confinamentos e o apoio da vacinação, todo o país irá “desconfinar” progressivamente, daí estarmos otimistas em relação à recuperação do mercado. Com responsabilidade, sensatez mas com pensamento positivo”, afirma. 

Para este responsável “Toda esta situação difícil, em alguns casos dramática quando mexeu com perdas de familiares, trará sempre o “reverso da medalha”: ensinamentos, formas diferentes de abordar as mais diversas situações e estratégias que se criaram para nos adaptarmos e fazermos face ao contexto. Desde logo, a necessidade de acelerar a digitalização de alguns processos, o aumentar da divulgação e consequente melhoria da comunicação. Demos também mais atenção ao detalhe e mais importância ao planeamento de médio/longo prazo, no fundo uma gestão mais criteriosa. No seguimento deste tema, com a diminuição dos encontros e contactos diretos, tentámos aumentar a nossa comunicação para o exterior num formato mais digital; desde informação técnica, campanhas, novidades, etc… Continuamos também a melhorar o cruzamento de dados para ajudar na procura de material na nossa plataforma, bem como aumento de stock e novas linhas.” 

No decorrer deste ano de pandemia, a Filourém foi-se adaptando e adotando procedimentos de proteção individual e coletiva. Porém, existem condicionalismos e constrangimentos, como por exemplo, no desempenho da atividade dos seus comerciais. Mas atualmente já interiorizou as normas e adaptou-se ao novo quotidiano. Para conseguir manter os clientes fidelizados, Carlos Gonçalves utiliza as palavras e os procedimentos utilizados há 2/3 anos, claramente antes da pandemia, porque são atuais: “Personalizar o atendimento e toda a relação comercial nos mais diversos aspetos para cada um dos clientes; diversidade no stock e uma boa relação preço-qualidade, bem como um serviço ágil e célere, consolidando e até aumentando a oferta de entregas bidiárias.” 

Carlos Gonçalves reconhece que a venda de peças on-line em diferentes formatos, é um fenómeno em evolução que de momento ainda não adotou mas muito do futuro poderá passar por aí. “A nossa plataforma já vinha há vários anos em crescendo e com a normal e óbvia evolução das tecnologias e de integração nas empresas e nas próprias pessoas, é um processo e um crescimento natural”, frisou. 

Embora estando otimista, Carlos Gonçalves considera que atingir o patamar de 2019 está um pouco dependente da evolução ou não da economia de uma maneira geral, pese embora a sua confiança, motivação e vontade de continuar a trabalhar e a crescer.