“A pandemia veio mostrar que temos de adaptar-nos a novas circunstâncias”, RedService 

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Embora todas as circunstâncias que aconteceram no ano passado fossem muito impactantes em todos os ramos de negócio, a verdade é que as oficinas da rede RedService conseguiram manter e reforçar a sua estratégia, inclusive alargando bastante o negócio.

“Na realidade, a pandemia acabou por retrair a aquisição de novas viaturas, o que fez com que aumentasse a necessidade de cuidado e manutenção do parque automóvel – acabámos por explorar esta oportunidade e as coisas têm corrido bem, por isso só podemos estar otimistas”, afirma Jorge Salvador, responsável da rede RedService. 

“Basicamente, a pandemia veio mostrar-nos que temos de ser ágeis e adaptar-nos rapidamente a novas circunstâncias. A imprevisibilidade da situação e todas as limitações que tivemos na primeira fase da pandemia, fizeram-nos perceber que as coisas não iam resolver-se tão rapidamente como se esperava e todos gostaríamos. Por essa razão optámos por nos tornar ainda mais ágeis e adaptáveis de modo a responder às solicitações que já tínhamos, mas também novas que iam surgindo. Na realidade mudou quase tudo, desde a receção ao cliente, a postura face ao cliente de modo a garantir segurança e confiança nos nossos serviços. Mudou, fundamentalmente a proximidade ao cliente a atenção que dedicámos a ele e ao seu veículo”, ressalvou Jorge Salvador. 

Na opinião deste responsável, “As grandes dificuldades da operação da rede RedService prendem-se com os receios e incerteza que as pessoas têm, o que vai condicionar todas as interações. Mas não podemos esquecer-nos que qualquer empresa é, também, as suas pessoas. E as pessoas têm famílias, relações sociais e profissionais e também elas têm ansiedades e receios, que naturalmente trazem para o trabalho. Assim, o grande desafio é manter as pessoas “de dentro” tranquilas, focadas e dinâmicas e simultaneamente tratar dos nossos clientes.” 

Manter o cliente fidelizado é claramente o principal objetivo, conforme afirmou Jorge Salvador: “O cliente está cada vez está mais informado e consome mais informação, nesse sentido a aposta continuará a ser a utilização de canais digitais de informação /divulgação com conteúdos específicos que visam atingir o maior número de pessoas, aumentando também a notoriedade da rede e consequentemente o número de entradas diárias nas oficinas da rede.” 

Qualquer crise é uma excelente oportunidade de nos reinventarmos e de podermos ser melhores. Assim, como qualquer profissional, os gestores das oficinas, devem aproveitar estas circunstâncias para evoluir, adaptar-se e renovar-se. Para Jorge Salvador, logo à partida, há duas competências que têm de estar na agenda de todos os gestores de oficinas: “O domínio das tecnologias de modo a permitir uma comunicação com os stakeholders do negócio, muito mais efetiva e eficaz; e a agilidade para adaptar rapidamente, por exemplo, procedimentos, a novas circunstâncias. Na realidade isto aplica-se a todos os profissionais. Na parte dos técnicos será importante ter um acompanhamento e desenvolvimento das suas competências técnicas para conseguir responder às solicitações que vão surgindo. Relativamente à gerência esta deve aprimorar as suas competências em termos de contabilidade do negócio – significa, por exemplo, que deve ter muito presente a necessidade e importância da avaliação de custos, de margens, de rentabilidade de cada operação ou negócio, pois essa noção ajudará a ser mais consciente do negócio.”  

Jorge Salvador acredita que o futuro vai continuar a ser promissor, “mas para isso temos de continuar a (bem) trabalhar. Isso quer dizer que estamos conscientes de que o mercado vai ser cada vez mais exigente e seletivo. Para o enfrentar com sucesso, temos claro que a tecnologia, a digitalização, a qualidade do serviço e trabalhar sempre com os melhores, será decisivo.”  

“Acredito que neste setor, já não se aplicará a regra do “há espaço para todos”, mas só haverá espaço para aqueles que se distingam e sejam, a cada dia, melhores – e é esse o caminho que pretendemos fazer”, concluiu.