Compramos mesmo o que pensamos?, SKF Portugal

06 - Griselia-Afonso-Carlos-Cabral

Estudos indicam que, 64% dos Europeus dizem terem comprado mais on-line durante este período (“DS Smith”). Novos hábitos, levam a novos desafios e o aumento de compras em fontes “desconhecidas” cria um mundo de oportunidade para a disseminação de produtos contrafeitos.

O mais preocupante é o desconhecimento geral dos riscos e consequências associados a este fenómeno, porque para além de poderem provocar custos adicionais consideráveis também se estima que 39% das falsificações podem representar um perigo para a vida (“WBA – World Bearing Association”).

A contrafação de bens é um problema global que existe em praticamente todos os setores. A organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) refere em 2019 que estima que 3,3% de todos os produtos comercializados que cruzaram fronteiras eram contrafeitos, sendo que no caso da União Europeia representa uns expressivos 6,8%. Prevê-se ainda que este valor venha a subir de forma substancial com o aumento da venda e distribuição de produtos através da Internet.

Garantir a compra de um produto genuíno diz respeito a todos, em todo lado. Com as restrições impostas pelos diferentes estados e governos devido à situação pandémica da Covid-19, os hábitos de compra têm vindo a sofrer alterações profundas

Este fenómeno da contrafação está longe de ser novo no mercado automóvel e industrial e nem tão pouco é alheio ao nosso país. Já há vários anos tem-se vindo a desenvolver inúmeras atividades nesta área inclusive com a apreensão de quantidades significativas (várias toneladas) e a instauração de processos legais.

Tivemos inclusive um caso onde num transporte público tinham sido montados rolamentos contrafeitos, felizmente sem consequências porque ouve uma ação imediata.

Isto, contudo, não significa que estamos seguros, bem pelo contrário, significa que é um problema bem presente. A situação atual e o forte crescimento do comercio eletrónico vem reforçar e agravar de forma dramática o problema existente. É muito fácil de encontrar páginas web de extrema qualidade, com inúmeras referências a informação supostamente fidedigna, que no final leva os clientes a pôr a sua confiança nos mesmos, colocando em risco a sua segurança e dos demais, como a sua própria família!

Não podemos deixar de referir adicionalmente que temos ainda uma agravante, o chamado “chico-espertismo”, que baseado no seu egocentrismo, faz o seu próprio juízo de valor, baseado na perceção de preços ou de diferenças físicas que julga facilmente reconhecer.

Ao contrário da opinião geral, podemos dizer que longe vai o tempo onde o ditado “quando a esmola é muita, até o santo desconfia” era regra, pois existem cada vez mais exemplos onde rolamentos contrafeitos são vendidos bem mais caros que os normais preços de referência.

Tudo isto reforça e potencia o crescimento de algo que todos não queremos e que tentamos evitar.

Para tal, é necessário ter a consciência, confiar nas marcas que disponibilizam meios e/ou ferramentas para verificação dos produtos.

Inúmeros exemplos estão disponíveis, como é o caso da APP SKF Authenticate (que em Portugal teve um aumento de solicitações de verificação de 450% desde 2017) ou ainda o Genuine@skf.com que permite a qualquer utilizador verificar um produto da sua gama com total confiança num período inferior a 24h.

No final, a mensagem é clara, a melhor forma de salvaguardar a autenticidade dos produtos que compra e a sua própria segurança, será através das redes de distribuição autorizadas.