Oficinas Automóvel: As grandes vencedoras

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Na cadeia de distribuição do setor automóvel, muitos são os players que têm o seu lugar ameaçado, em virtude das alterações de alguns modelos de negócio e da entrada de novos players, como os “intermediários”. No entanto, no meio de tanta incerteza, as oficinas auto são as grandes vencedoras

Se é verdade que o modelo de negócio está a sofrer alterações, também é verdade que este player é o único que tem lugar garantido, desde que se adapte a um novo contexto técnico, tecnológico, legislativo e de modelo de negócio. Este último, adaptado a um novo consumidor.

Segundo a ACEA, existem em Portugal aproximadamente 5 milhões de viaturas ligeiras de passageiros. Se grosso modo afirmarmos que existem 9.000 oficinas em Portugal (concessionários + oficinas independentes), temos uma média de 556 viaturas por oficina no nosso país. Este valor, no entanto, padece de correção, já que existem várias “oficinas informais” no nosso país, que impactam este rácio numa tendência descendente, colocando-nos em valores abaixo de outros países europeus, em que segundo uma estimativa da Wolk Consulting, rondará as 800 viaturas por oficina em países como a Alemanha, França e Itália.

Segundo a ACAP, a idade média do parque de viaturas ligeiras é de quase 13 anos e a idade média de abate é superior a 22 anos. Como bem sabemos, temos um parque envelhecido que necessita urgentemente de ser renovado.  Muitas são as opiniões em que um parque velho é bom para o negócio do aftermarket. Quando analisamos esta afirmação com o rigor dos dados, tal não se verifica. A baixa venda de automóveis novos é normalmente consequência de uma economia débil, o que desmotiva à reparação e manutenção da viatura. Por outro lado, quanto mais velha é a viatura, menor o seu valor comercial e menor a disposição do seu proprietário em investir na sua reparação/manutenção.

Segundo dados da ACAP, o Aftermarket não parou de crescer desde 2013, atingindo em 2019, um valor próximo de 2MM de Euros. Será interessante verificar como terá sido o comportamento em 2020, num ano completamente diferente de todos os restantes.

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