3 em cada 10 PMEs já dispõe de faturação eletrónica

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Um estudo promovido pela YET – Your Electronic Tansactions, com produção FES Agency, concluiu que a maioria das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) portuguesas (73%) já dispõe de software para comunicar faturas eletrónicas

Destas, 31% aderiu à faturação eletrónica há um ano ou menos e 29% afirmou mesmo que um dos principais motivos para a sua organização ter aderido à faturação eletrónica teve a ver com a obrigação da faturação eletrónica nos contratos públicos.

De realçar que o estudo “Impacto da digitalização na área financeira: faturação eletrónica”, revela também que, para os inquiridos cuja organização utiliza um software de faturação eletrónica apenas desde o ano passado ou deste ano, o motivo mais referido da adesão a estes programas foi precisamente a obrigatoriedade da faturação eletrónica nos contratos públicos (47%). Já para os que utilizam há mais de 5 anos ou há mais de 10 anos, o motivo mais apontado foi eficiência administrativa (66%).

Apesar de a grande maioria dos países europeus já ter tornado obrigatória a utilização de programas de faturação eletrónica entre as organizações – e sobretudo na comunicação com os Estados – em Portugal, o uso deste tipo de software só no ano passado é que se tornou mandatório, de forma parcial.

Em 2020, a lei portuguesa obrigou a que todas as grandes empresas fornecedoras do Estado passassem a comunicar as suas faturas de forma digital. Este ano, é a vez das restantes empresas. Até 30 de junho, todas as PMEs serão obrigadas a utilizar um software de comunicação eletrónica de faturas, se fornecerem serviços para o Estado. O mesmo se aplica às microempresas, que veem o prazo alargado até ao final do ano.

O estudo, agora lançado, revela que, de uma forma geral, as PMEs portuguesas parecem estar bem preparadas e que a grande maioria considera importante ou muito importante a utilização destes programas (86%). As vantagens apontadas vão desde a poupança de tempo no envio das faturas (67%) a motivos de consciência ambiental (65%) ou à poupança de recursos humanos (43%).

Apesar de bastante diversa, com uma centena de empresas de norte a sul do país, a amostra do estudo permite identificar essencialmente dois grupos: o das empresas com mais trabalhadores e que enviam mais faturas e o das empresas com menos trabalhadores e que enviam menos faturas.

Uma das conclusões passa pelo facto de as empresas maiores considerarem mais importante o uso destes programas e também atribuírem um peso maior, em termos de custos. Por sua vez, as empresas com menos trabalhadores admitem em maior número que o motivo que as levou a usar o software de faturação eletrónica tem a ver com a obrigatoriedade.

Quando questionadas se o fator da obrigatoriedade iria alterar a forma como processam a faturação dentro da organização, 60% das PMEs respondeu que não haverá alterações de qualquer tipo relacionadas com a obrigatoriedade, sendo que 80% da amostra revelou também que irá manter o investimento nestes programas.

O estudo “Impacto da digitalização na área financeira: faturação eletrónica”, promovido pela YET – Your Electronic Tansactions, com produção FES Agency, apresenta ainda outros dados interessantes (como a quantidade de faturas enviadas por cada organização, o número de clientes a que enviam faturas eletrónicas, a perspetiva de aumento ou diminuição de investimento nestes programas ou o custo administrativo dos mesmos).