Venda de veículos usados online B2C aumenta 

07 - Venda-de-veículos-usados

A nível europeu, em junho de 2021 as vendas de veículos usados online B2C aumentaram 2,9% em relação ao mês anterior. No acumulado até à data, as vendas de automóveis usados cresceram 21% em relação a 2020 e 11% em relação a 2019.

Em Portugal, também de acordo com o Observatório INDICATA, as vendas de veículos usados em junho de 2021 ficaram 19,3% abaixo dos níveis do mês passado

Em junho de 2021 as vendas de veículos usados online B2C aumentam 2,9% em relação ao mês anterior. As vendas de usados em junho de 2021 aumentaram 8,5% em termos homólogos. As vendas de veículos usados até Junho aumentaram 21,0% em relação a 2020 e 11,0% em relação a 2019.

O ímpeto dos BEVs e híbridos continua a crescer, com as vendas a subirem 21% e 9% relativamente ao mês anterior, e 146% e 124% em termos homólogos, respetivamente. A procura pelos motores de combustão interna aumenta à medida que a rotação de stock sobe acentuadamente em termos homólogos para os usados a gasóleo (+17%) e usados a gasolina (+18%).

Os veículos usados mais vendidos em volume, com menos de quatro anos em junho, foram o VW Golf para o gasolina e gasóleo, o Toyota C-HR para os híbridos e o Renault ZOE para os BEVs. Os veículos usados, com menos de 4 anos, a vender mais rapidamente em Junho, em termos de rotação de stock, foram a Vauxhall/Opel Zafira gasolina (27x), o Vauxhall/Opel Mokka X diesel (21x), o híbrido Toyota Auris (15x) e o MG ZS BEV (15x).

Os stocks no início de julho eram 2,3% mais altos em termos homólogos, mas 5,8% inferiores ao mês anterior. “O stock de viaturas de volante à esquerda ainda está nos países errados, mas a situação está a melhorar de uma forma geral”, afirma o Diretor Global do INDICATA, Andy Shields.

“O nosso índice de preços baseia-se numa amostra consistente de veículos com três anos indexados a fevereiro de 2020. Isto significa que o impacto do ciclo de vida deve resultar num constante movimento descendente dos preços médios mensais mas devido aos enormes desafios de vendas e stocks provocados pelo Coronavírus os preços estão a manter-se estáveis e até a subir em vários países”, termina dizendo Andy Shields.

À medida que a cobertura de vacinação contra a Covid-19 aumenta, e as economias da região começam a voltar à normalidade, podemos ver indústria automóvel a seguir o exemplo, sem que nenhum país apresente aumentos de três dígitos em termos homólogos.

As vendas de usados online B2C aumentaram 2,9% em Junho face ao mês anterior, o que equivale a um aumento homólogo de 8,5%. Isto significa que as vendas totais de veículos usados até junho de 2021 são 21,0% mais altas do que no mesmo período em 2020 e 11,0% acima do primeiro semestre de 2019.

Enquanto a Turquia se destaca entre os outros países com uma queda de 23,5% em Junho, continua a aumentar 25,8% em relação aos resultados de maio. Recorde-se também que abril e maio de 2020 registaram uma queda significativa nas vendas de veículos usados devido à Covid-19, pelo que Junho de 2020 usufrui de alguma procura de vendas pendentes.

No outro extremo da escala, está o aumento de 39,5% em termos homólogos em Espanha. Espanha sempre teve de um forte mercado de veículos usados e até realiza uma feira anual de veículos usados em Madrid. Mas o impacto do coronavírus no turismo teve um grande impacto na economia espanhola em geral e no rendimento médio das famílias espanholas. Isto tem empurrado os compradores de automóveis para longe do mercado automóvel novo, que em Maio foi 35,9% inferior ao período homólogo de 2019, para o mercado de veículos usados.

Utilizando o relatório “Top 10 de Vendas” de Junho do OBSERVATÓRIO INDICATA, que modelos até quatro anos de idade mais venderam por cada tipo de combustível? Em toda a região, o VW Golf foi o usado a gasolina e a diesel mais vendido e o Ford Fiesta o segundo veículo a gasolina mais vendido e o VW Passat ocupando o segundo lugar na categoria diesel. O híbrido mais vendido foi o Toyota C-HR seguido pelo Toyota Yaris enquanto para os BEVs o Renault Zoe levou o título com o Nissan Leaf em segundo e BMW i3 em terceiro.

O que é o “novo normal”?
A Covid-19 resultou na utilização da expressão “novo normal” sobre a vida em geral, mas também se aplica à indústria automóvel, pelo menos até ao final deste ano. Mas como é este novo normal?

Em termos de perfil etário dos veículos usados online B2C que estão a ser vendidos, pode ver-se que há um aumento significativo nas matrículas tácticas com vendas de veículos usados muito jovens (<1 anos) em junho face a maio, enquanto todas as outras idades estão praticamente a refletir um movimento ascendente mais moderado. As vendas de automóveis usados muito jovens são 34% mais altas do que em Junho de 2020, enquanto as vendas de automóveis com 1 ano de idade caíram 20% em relação ao período homólogo. Os fabricantes estão claramente a utilizar registos táticos para preencher o vácuo deixado pelo diminuto número de veículos que retornam da indústria de rent-a-car, devido ao baixo número de matrículas efetuadas em 2020.

O outro novo normal é a descolagem de BEVs e híbridos. As vendas de veículos a gasóleo e gasolina usados cresceram uns modestos 3% e 2% em termos mensais, respetivamente, enquanto as BEV (+21%) e híbridos (+9%) cresceram significativamente. Comparativamente a Junho do ano passado, as vendas da BEV aumentaram 146%, enquanto os híbridos ficaram perto (+124%).

Mas o motor de combustão interna continua a ser o mais vendido em termos de volume e velocidade de venda, com uma rotação de stock de 8,0x em Junho para o gasóleo, 17% acima de junho de 2020, e uma rotação do stock de gasolina de 7,6x, um aumento de 18% em termos homólogos. No outro extremo da escala, a rotação de stock de 4,6x dos BEV é apenas 14% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

Uma análise do nosso relatório “Top 10 de Vendas” de Junho mostra os veículos que vendem mais rápido por cada tipo de combustível pela rotação de stock. O veículo de volume a diesel com menos de quatro anos a vender mais rapidamente foi o Vauxhall/Opel Mokka X com uma rotação de stock de 21x. Para o veículo de volume usado a gasolina é mais uma vitória para o Vauxhall/Opel com o Zafira (27x). O híbrido que mais rodou em junho foi o Toyota Auris com uma taxa de rotação de 15x, enquanto a coroa para o BEV a vender mais rápido vai para o MG ZS com uma rotação de stock de 15x.

Níveis de stock de veículos usados online B2C caem 5,8% num mês
À medida que a região continua a eliminar as restrições relacionadas com a Covid-19 e o ritmo de vacinação continua a aumentar, a normalidade volta ao mercado dos automóveis usados. Apesar dos níveis de stock de usados online no início de Julho estarem 2,3% acima de julho de 2020, a queda de 5,8% nos níveis de stock em junho de 2021 significa que os níveis de stock estão agora 2,5% abaixo do mesmo mês de 2019.

Nos meses anteriores, e excluindo a Turquia devido aos desafios das importações e das exportações, registámos que, embora a posição dos stocks tenha melhorado globalmente, a situação dos mercados de volante à esquerda foi mais desafiante. O stock de automóveis de volante à esquerda no início de junho de 2021 estava 4,4% acima dos níveis de 2019.

Um mês depois, e graças a algumas fortes vendas de veículos usados, particularmente nos quatro maiores mercados da Europa, o stock usado de volante à esquerda está agora 2,6% abaixo dos níveis de 2019, e com um volume limitado de retornos de viaturas das rent-a-car esperados este ano, deverá contribuir para que os fabricantes e os concessionários equilibrem os seus stocks em termos regionais.

Onde ainda existem desafios é na localização desse stock e, como já foi reportado anteriormente, continuamos a ver níveis significativos de stock em França em comparação com o ano passado, enquanto países como a Polónia, em menor grau, Portugal e alguns outros países estão a ter dificuldades em obter o stock adequado, o que continua a impactar negativamente as vendas.

O lado positivo desta escassez de existências pode ser observado com os preços dos automóveis usados a manterem-se estáveis ou mesmo a tornarem-se inflacionistas em muitos países e, embora isso crie alguns benefícios a curto prazo, existe o risco de estes níveis de preços virem a ser insustentáveis no futuro.

Portugal – Níveis de stocks de usados online em queda
Os níveis de stock de veículos usados online B2C têm vindo a cair desde o máximo local em maio de 2021, com uma queda mensal de mais 11,8% no início de julho. Isto coloca o nível de stock online agora 10,9% abaixo do mesmo mês do ano passado.

As vendas de automóveis usados online B2C também seguem um padrão semelhante em termos mensais, com as vendas de junho a caírem 19,3% face a maio, mas ao contrário dos stocks, estão a subir 6,3% face a junho de 2020.

Estará a oferta de stock condicionada e a impactar as vendas? Há uma limitação de stock de veículos com um ano de idade devido à significativa redução de viaturas matriculadas para rent-a-car em 2020. Os fabricantes também parecem relutantes em apoiar os registos táticos após o aumento de 15% observado em maio. Por outro lado, assistimos também a uma redução de vendas na tipologia de produto com idades compreendidas entre 1 e 2 anos, típica de concessionários de marca.

Antes de ficar demasiado preocupado, vale a pena notar que maio de 2021 foi um dos meses mais fortes que temos visto para as vendas de veículos usados online, e tendo isso em conta, Junho parece ter sido um mês de performance média. A rotação de stock também não está a variar excessivamente em termos mensais para a maioria das idades e motorizações.

Do nosso novo relatório “Top 10 de Vendas” retiramos que a Renault ficou com os três primeiros lugares em termos de volume para veículos usados até aos 4 anos vendidos em junho, com o Clio em primeiro lugar, seguido pelo Mégane e depois o Captur. Embora com um pequeno volume, o Mitsubishi Space Star, com uma rotação de stock de 32x foi o que vendeu mais rapidamente, com o Renault Kadjar (15x) em segundo lugar e o Renault Captur (14x) em terceiro.

O nosso índice de preços baseia-se num conjunto consistente de veículos indexados a fevereiro de 2020, o que em circunstâncias normais criaria um ciclo de vida impulsionado por um movimento constante de descida dos preços médios, mas a queda dos níveis de stock e os níveis de procura saudáveis continuam a impulsionar os preços em alta.

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