Aftermarket mais sustentável

09 - visuoutubro

Segundo a União Europeia, o transporte rodoviário é a maior fonte de emissão de gases de efeito de estufa (GEE) na Europa, produzindo à volta de 15% das emissões de CO2. A Comissão Europeia centrou a redução de emissões nas seguintes categorias: Viaturas ligeiras e comerciais ligeiras; Viaturas pesadas (camiões e autocarros); e Viaturas “fora de estrada” (escavadoras, bulldozers,etc…)

A União Europeia tem definido limites de emissões em viaturas ligeiras e pesadas ao longo das últimas décadas, com os bem conhecidos EURO, que se iniciaram em 1988 com o EURO 0. As viaturas fora de estrada, como os tratores agrícolas ou florestais e as viaturas de duas ou três rodas, serão também incluídas nos futuros regulamentos com limites de emissões.

Norma de Emissões – EURO 7
Quando foram conhecidos em finais de 2020, os contornos da próxima norma de emissões EURO 7, a indústria automóvel praticamente em uníssono afirmou, que seria o fim dos motores de combustão interna, tendo em consideração o que era exigido.

Muitos afirmaram que era tecnicamente impossível ir ao encontro do novo regulamento e que seria uma forma indireta de promover o abate definitivo dos motores de CI. A VDA, Associação Alemã para a Indústria Automóvel, foi das vozes mais veementes contra este EURO 7.

O presidente da VDA, Hildegard Mueller, afirmou: “Não é o motor que é o problema para o clima, mas sim os combustíveis fósseis.” Dito de outra forma, é dizer que se estes motores utilizarem combustíveis sintéticos, serão eles também emissores de poluentes tendencialmente zero. Empresas como a Audi, Bosch e Porsche, já mostraram grande afinidade com esta solução.

Porém, na mais recente recomendação da AGVES (Advisory Group on Vehicle Emission Standards) à Comissão Europeia foi dado um passo atrás, com um conjunto de recomendações mais suaves em que a Comissão Europeia reconhece e aceita os limites do que é tecnicamente viável. A Indústria acolheu a notícia com agrado, mas a verdade é que uma indústria como a automóvel, que necessita de planeamento a anos de distância, está a investir forte na tecnologia em que a maioria não acredita (mobilidade elétrica a baterias de iões de lítio), em virtude da perspetiva legislativa, fiscal e regulatória.

Para termos uma ideia da dimensão da redução prevista inicialmente pela Norma EURO 7, a intenção da União Europeia é reduzir as emissões de poluentes entre 5 a 10 vezes relativamente à atual norma EURO 6 que mostramos no Quadro I.

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