Sob o lema “Uma marca, um caminho, um compromisso”, a Rodapeças reuniu parceiros, fornecedores e especialistas no Montebelo Mosteiro de Alcobaça para assinalar os dez anos do programa Pador Auto Service e debater os principais desafios do pós-venda automóvel
A Rodapeças realizou, no passado dia 17 de outubro, a Convenção Pador Auto Service 2026, que teve como palco o Montebelo Mosteiro de Alcobaça. O encontro reuniu oficinas aderentes, fornecedores e convidados especiais, num evento marcado pela partilha de conhecimento, reflexão estratégica e celebração dos dez anos do programa.
“Uma marca, um caminho, um compromisso”foi o tema escolhido para esta edição, traduzindo a convicção da Rodapeças de que o futuro da empresa e dos seus parceiros será construído através de uma relação próxima, sólida e duradoura.
Na abertura da convenção, Manuel Vicente, administrador da Rodapeças, destacou a capacidade de superação demonstrada pelos parceiros perante as adversidades e a importância de continuarem a evoluir em conjunto. O responsável sublinhou que, num contexto em que as mudanças acontecem a uma velocidade crescente, a cooperação e a capacidade de adaptação são determinantes para o sucesso das empresas.

Ao longo de uma década, o Pador Auto Service passou de 20 para 75 oficinas aderentes, privilegiando sempre um crescimento sustentado e a qualidade do acompanhamento prestado. Ao contrário das redes oficinais convencionais, o programa distingue-se pela flexibilidade e pela preservação da independência dos aderentes, disponibilizando ferramentas técnicas, formação, soluções digitais e apoio à gestão, sem imposições comerciais.
Formação, digitalização e novas soluções
Sérgio Nunes e Daniela Vicente, responsáveis pelo Pador Auto Service e pelo Marketing da Rodapeças, respetivamente, apresentaram a evolução do programa e as principais novidades previstas para 2027. Entre os destaques esteve a Pador Academy, que irá reforçar a oferta formativa com um novo nível 3 de formação técnica para veículos elétricos, permitindo às oficinas acompanhar a crescente complexidade dos veículos.
Foi igualmente apresentada a solução Digital Service Book, destinada ao registo digital das intervenções e à atualização do histórico de manutenção nos portais dos fabricantes, contribuindo para a valorização dos serviços e a fidelização dos clientes.
A eletrificação mereceu particular atenção, através do Pador Auto Service Electric, que disponibiliza formação e equipamentos adequados às oficinas que pretendem desenvolver competências nesta área.

As novidades incluíram ainda soluções de imagem e identidade oficinal e um sistema de financiamento das reparações, permitindo aos clientes efetuar pagamentos faseados. Atualmente com um limite de 1.500 euros, está prevista a possibilidade de aumentar esse montante para 3.000 euros.
Pedro Rua, da Derasa, abordou a importância da sustentabilidade e da economia circular na atividade oficinal, salientando que a gestão adequada dos resíduos representa não apenas uma obrigação ambiental, mas também uma oportunidade de melhoria da eficiência e da rentabilidade. O responsável destacou a importância da simplicidade dos processos, da organização e da valorização dos resíduos, defendendo uma abordagem de prestação de serviços que ultrapasse a simples recolha.
Como serão as oficinas daqui a dez anos?
Uma das intervenções centrais pertenceu a Dário Afonso, que lançou a questão: “Qual o futuro de uma oficina automóvel daqui a dez anos?”. A evolução tecnológica, a eletrificação, a conectividade dos veículos, a inteligência artificial e a escassez de profissionais qualificados estiveram no centro da apresentação.

O orador destacou que a transformação do parque automóvel exigirá investimentos contínuos em equipamentos, informação técnica e competências humanas. Sublinhou igualmente a necessidade de distinguir a evolução das vendas de veículos novos da realidade do parque circulante, cuja idade média em Portugal ronda os 14,3 anos.
Seguiu-se uma mesa-redonda, moderada por Dário Afonso, com Miguel Pereira, Artur Queirós, Luís Lobo e Bruno Cal, dedicada aos desafios e oportunidades que se colocam às oficinas independentes.
Valorizar o pós-venda e defender a mobilidade
Joaquim Candeias, presidente da DPAI, apresentou a campanha europeia We Drive EU, promovida pela FIGIEFA, destacando a importância económica e social do setor independente de pós-venda. Na sua intervenção, defendeu a necessidade de passar de uma estratégia centrada no preço para uma abordagem orientada para o valor, salientando a relevância do acesso à informação técnica e da defesa da competitividade das empresas independentes.

A convenção contou ainda com a participação do professor João Duque, do ISEG, que encerrou o programa de intervenções com uma reflexão sobre a macroeconomia, a microeconomia e a forma como o setor do pós-venda pode responder às transformações económicas.
Um compromisso renovado com os parceiros
No encerramento, Manuel Vicente reafirmou a importância estratégica do Pador Auto Service para a Rodapeças e o compromisso de continuar a desenvolver soluções que acrescentem valor aos negócios dos aderentes. “Este evento foi pensado e realizado para os Pador Auto Service e só tem sentido com a vossa presença”, afirmou, acrescentando que a empresa continuará empenhada em proporcionar ferramentas que reforcem a competitividade e a sustentabilidade das oficinas.
A Rodapeças identifica a qualificação dos recursos humanos como o maior desafio dos próximos anos, enquanto a digitalização e a inteligência artificial representam oportunidades fundamentais de desenvolvimento.

Dez anos depois da criação do programa, a Convenção Pador Auto Service 2026 deixou uma mensagem clara: a independência das oficinas pode ser reforçada através de uma parceria sólida, assente na formação, na inovação e numa visão partilhada do futuro.
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