AFIA regista queda nas exportações até março

As exportações portuguesas de componentes para automóveis atingiram 3.033 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma diminuição homóloga de 6,9% face ao período entre janeiro e março de 2025, segundo dados da AFIA
Apesar da quebra, os fornecedores da indústria automóvel mantêm um peso relevante na economia nacional, representando 15,4% das exportações portuguesas de bens transacionáveis.
Em março, as exportações de componentes automóveis totalizaram 1.056 milhões de euros, registando uma descida homóloga de 3,2%. No mesmo mês, as exportações nacionais de bens cresceram 10,6%, evidenciando a pressão que continua a marcar a cadeia de fornecimento automóvel.
A Europa permanece como principal destino das vendas externas do setor, concentrando 88,8% das exportações portuguesas de componentes automóveis. No acumulado até março, as exportações para esta região diminuíram 6,5% face ao mesmo período do ano anterior.
Em sentido positivo, as vendas para África e Médio Oriente aumentaram 13,6%, embora representem uma quota mais reduzida, de 5,2%.
Por mercados, Espanha mantém-se como o principal destino dos componentes fabricados em Portugal, com uma quota de 28,1%, seguindo-se a Alemanha, com 22,5%, e França, com 9,5%.
As exportações para Espanha recuaram 9,9%, para a Alemanha 2,7% e para o Reino Unido 10,4%. Em sentido contrário, registaram-se aumentos nas vendas para França (+3,8%), Marrocos (+5,8%), Itália (+12,4%) e Polónia (+19,3%). Já as exportações para os Estados Unidos caíram 35,4%.
“Os dados deste primeiro trimestre confirmam a importância estratégica dos fornecedores da indústria automóvel para a economia portuguesa, mas também mostram que o setor continua a operar num contexto internacional exigente. A forte exposição aos mercados europeus torna essencial reforçar as condições de competitividade da indústria em Portugal, desde a energia e financiamento ao investimento produtivo, inovação, qualificação e estabilidade regulatória”, afirmou José Couto, presidente da AFIA.
Os cálculos da AFIA têm por base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 8 de maio pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.




