“O Challenge Oficinas funciona como barómetro interno”, Grup Eina

“O Challenge Oficinas funciona como barómetro interno”, Grup Eina

Hugo Fonseca, do Grup Eina e presidente do júri do Challenge Oficinas 2026, antecipa a final da competição e destaca a sua importância para a valorização das oficinas portuguesas

A contagem decrescente para a final já começou e, para as sete oficinas finalistas, aproxima-se o momento de colocar à prova o trabalho desenvolvido até aqui. Hugo Fonseca acompanha esta fase decisiva na presidência do júri do Challenge Oficinas 2026.

JO: O Grup EINA é parceiro do Jornal das Oficinas na organização da 8ª edição da Competição Challenge Oficinas. Porque decidiram ser parceiros desta Competição e quais as mais valias que este tipo de iniciativas traz para o aftermarket em geral e para as oficinas em particular?

HF: A decisão de realizar a parceria com o Jornal das Oficinas neste projeto baseia-se no alinhamento total de valores: o Grup EINA vive diariamente focado na capacitação, evolução e digitalização das oficinas. Apoiar o Challenge Oficinas é apoiar a valorização do setor.

Para o aftermarket em geral, estas iniciativas elevam a fasquia de exigência e trazem visibilidade à sofisticação e profissionalismo do nosso mercado. Para as oficinas em particular, o Challenge funciona como um excelente barómetro interno. Obriga as equipas a sair da rotina, a testar processos de gestão, atendimento e liderança, e demonstra que o sucesso de uma oficina moderna depende tanto de uma gestão eficiente de recursos humanos e clientes como do conhecimento técnico.

JO: A seleção das oficinas que irão estar na Final da Competição Challenge Oficinas 2026 foi feita através de duas provas numa plataforma online. Em que consistiram estas provas e como foi o desempenho dos candidatos?

HF: Desenvolvemos e operacionalizámos duas provas digitais focadas puramente nas componentes de gestão e experiência de cliente (Customer Experience). Os candidatos foram confrontados com cenários reais de tomada de decisão, gestão de reclamações, liderança de pessoas, produtividade oficinal e otimização de processos de receção e entrega de viaturas.

O desempenho global foi extremamente positivo e revelou que as oficinas portuguesas estão cada vez mais conscientes de que o negócio mudou. Vimos uma excelente capacidade de resolução de problemas e um foco muito claro na transparência com o cliente. O apuramento das 8 finalistas foi extremamente renhido, o que prova o elevado nível dos participantes desta edição.

JO: O que podem esperar as oficinas finalistas desta Competição?

HF: Podem esperar um dia de enorme intensidade, aprendizagem acelerada e muita adrenalina. Mais do que um troféu, as oficinas finalistas vão levar consigo um reconhecimento de mercado brutal e um orgulho tremendo para as suas equipas. É uma oportunidade única de networking, de partilha de boas práticas com outros empresários de topo e de projeção das suas marcas junto de fornecedores, distribuidores e clientes finais como exemplos de excelência em Portugal.

JO: Que conselhos dá às oficinas que vão estar na final?

HF: O meu principal conselho é que confiem no trabalho, nos processos e na identidade que as trouxeram até aqui. Na final, mantenham a calma, comuniquem de forma clara e fluida em equipa e coloquem sempre a experiência do cliente no centro de todas as decisões que tomarem nas provas. Não tentem inventar fórmulas mágicas sob pressão; apliquem o profissionalismo que já demonstram todos os dias nas vossas oficinas. Divirtam-se e encarem este dia como uma celebração do vosso sucesso.

Que provas vão enfrentar as oito oficinas finalistas em Montemor-o-Velho e que critérios estarão sob o olhar do júri? Hugo Fonseca revela os detalhes da fase decisiva do Challenge Oficinas 2026 na edição impressa de agosto/setembro do Jornal das Oficinas.