“São 25 anos bem sucedidos”, Heitor Santos, Europart Portugal

A celebrar 25 anos de presença em Portugal, a Europart conta com cerca de meio milhão de referências no seu portfólio e faz parte do Grupo Europart, presente em 28 países há 75 anos
A empresa tem vindo a investir no seu armazém central em Werl, na Alemanha, onde conta já com 7.500 novos produtos da sua marca própria, a Europart Premium.
Trabalhar com a Europart significa competência técnica assegurada pelo know-how dos colaboradores e pela plataforma digital EWOS, disponibilidade dos produtos acima da média graças à dimensão do grupo e formação gratuita a clientes nas principais gamas de artigos para veículos pesados e oficinas.
A sustentabilidade é atualmente a grande prioridade do Grupo Europart a nível global. Mais recentemente, juntaram-se à empresa Dinamarquesa, Green Energy com quem desenvolveram uma parceria com soluções e qualidade técnica que visa acentuar a necessidade de fontes de energia alternativas e mais verdes.
A Europart completa este ano 25 anos, quais os marcos mais importantes da empresa? Como destaca estes 25 anos?
São 25 anos bem-sucedidos, pelo reconhecimento por parte dos clientes Portugueses da nossa presença e importância no mercado, em primeiro lugar, e pelo reconhecimento da nossa organização em termos de grupo EUROPART, igualmente significativo tratando-se de uma empresa com presença em 28 países e que em 2023 celebra 75 anos de existência.
Como marcos mais importantes, destaco a mudança da sede do Cartaxo para o Carregado em 2008 e o plano de expansão 2007-2011, que permitiu a abertura de filiais nos principais polos de negócio no nosso país.
Tendo em conta a sua experiência no setor da distribuição, que análise faz do mercado de distribuição de peças para pesados em Portugal na atualidade?
É um mercado historicamente muito concorrido, mas que nos últimos 5 -10 anos adquiriu um nível de profissionalização que antes não existia, ganhando em primeiro lugar com esta nova realidade os clientes de peças para pesados.
Como é constituída a oferta atual da sua empresa? Quantas gamas de produto possuem e qual o número total de referências?
Graças ao armazém central do grupo EUROPART em Werl, na Alemanha, a empresa conta com praticamente meio milhão de referências no seu portfolio, cobrindo todas as gamas de produtos para veículos pesados e oficinas. De destacar que, deste total, 7.500 são produtos da marca própria EUROPART Premium.
Mais recentemente, a Europart juntou-se à empresa Dinamarquesa, Green Energy. Pelo que se destaca esta parceria?
A parceria destaca-se pela inovação de soluções e qualidade técnica com que se apresentou desde o primeiro dia junto de todos os clientes, novos ou existentes, constituindo o pilar mais visível do grupo com vista à Sustentabilidade. Os desafios energéticos colocados à sociedade desde o início do conflito na Ucrânia apenas acentuam mais a necessidade de fontes de energia alternativas e mais verdes, sendo a fonte solar algo em que um país como o nosso pode e deve apostar mais também ao nível rodoviário.
Fizeram também um acordo com as baterias Varta, para o reaproveitamento de baterias usadas, esta iniciativa junta-se à vossa política de sustentabilidade?
A Sustentabilidade é atualmente a grande prioridade do grupo EUROPART a nível global, sendo a adesão ao projeto internacional lançado pelo nosso parceiro Varta nesta área uma das principais medidas já em curso.
Conseguem ter peças para veículos mais antigos? Qual o leque de anos que a sua empresa cobre a nível dos veículos pesados?
Sendo a idade média dos veículos pesados em circulação em Portugal das mais elevadas a nível Europeu, a EUROPART Portugal consegue cobrir um leque até 25 anos.
Quais as mais valias e vantagens que a oficina tem ao trabalhar com a sua empresa?
Competência técnica assegurada pelo know-how dos colaboradores e pela plataforma digital EWOS, disponibilidade dos produtos acima da média graças à dimensão do grupo EUROPART e formação gratuita a clientes nas principais gamas de artigos para veículos pesados e oficinas.
Os preços médios das peças aftermarket para veículos pesados vão continuar a subir em 2022. Que efeitos tal situação poderá trazer para o mercado?
A diminuição das margens comerciais do negócio é já uma realidade em 2022 e, mantendo-se uma inflação alta em 2023 como se perspetiva, tal trará dificuldades sobretudo a quem pratica preços de venda muito próximos dos preços de compra, na ótica de não perder qualquer venda. Todos os custos envolvidos no negócio aumentaram nos últimos 2 anos, sem exceção.
Face às dificuldades com os transportes (sobretudo marítimos) e escassez de matérias primas, até quando pensa que vai haver falhas na oferta de produtos em 2022?
Julgo que as atuais limitações apenas estarão sanadas no final de 2023, início de 2024.
O Pós-venda dos veículos pesados é cada vez mais desafiante do ponto de vista tecnológico. Como é que o mercado está a enfrentar esse desafio?
O mercado Português tem enfrentado positivamente o desafio tecnológico, sobretudo com a entrada de novas pessoas e técnicos com maior qualificação na vertente tecnológica, requisito hoje fundamental também no negócio do Pós-Venda.
Quais são as principais tecnologias que estão a colocar mais problemas às oficinas de veículos pesados?
Atualmente, todos os veículos (ligeiros ou pesados, terrestres ou aéreos) são fabricados sempre com mais softwares e tecnologias de informação neles integrados, sendo vital o upgrade permanente das oficinas, quer ao nível da formação dos seus técnicos, quer ao nível dos equipamentos de diagnóstico à disposição.
Que papel os distribuidores de peças para veículos pesados devem desempenhar como parceiros de negócio das oficinas?
Face a toda a gama de desafios que surgiram desde 2020, uma colaboração mais próxima entre todos os protagonistas do negócio – fabricantes, distribuidores e clientes finais, é hoje mais fundamental que nunca.
Quais são as maiores mudanças que a distribuição de peças para veículos pesados vai enfrentar nos próximos anos?
O crescimento da vertente digital do negócio, exponencialmente impulsionada pela pandemia, é já hoje uma realidade incontornável e julgo que deve constituir a principal prioridade dos distribuidores no futuro.
Como vê a evolução do mercado português de peças aftermarket para pesados? Considera que tem potencial de crescimento?
É um mercado estável, onde não perspetivo grandes potenciais de crescimento no seu todo nos próximos anos. Julgo que terá tido um pico em Portugal em 2018, sendo positivo que 2022 já termine próximo dos valores então atingidos, face aos desafios enfrentados por todos desde então.
Como foi o desempenho da sua empresa em 2022?
Pese embora uma inflação em crescendo, que já vem do ano passado, e todas as perspetivas de recessão a nível global para o ano que vem, o desempenho este ano perspetiva que 2022 possa vir a ser o melhor ano de vendas da empresa em Portugal.




