AkzoNobel rejeita oferta da Nippon Paint e Sherwin-Williams

AkzoNobel rejeita oferta da Nippon Paint e Sherwin-Williams

A AkzoNobel mantém a recomendação de fusão com a Axalta, depois de considerar que a proposta em dinheiro apresentada pela Nippon Paint e pela Sherwin-Williams não refletia adequadamente o valor da empresa

A AkzoNobel vai divulgar o Formulário F-4 da SEC, com os detalhes da proposta de fusão com a Axalta Coating Systems, e confirmou ter rejeitado uma proposta condicional e não vinculativa da Nippon Paint Holdings e da The Sherwin-Williams Company.

A proposta apresentava um preço indicativo de 73 euros por ação, excluindo dividendos anuais e intercalares regulares. Esta oferta surgiu depois de uma proposta inicial apresentada a 16 de abril e rejeitada a 22 de abril.

Nos termos da proposta, a Nippon Paint lançaria a oferta pública integral em dinheiro por todas as ações emitidas e em circulação da AkzoNobel. Após a conclusão da transação proposta, a Nippon Paint manteria o negócio de Tintas Decorativas e Revestimentos Industriais da AkzoNobel, enquanto os negócios de Revestimentos Automóveis e Especiais, Revestimentos Marinhos e de Proteção e Revestimentos em Pó seriam vendidos separadamente à Sherwin-Williams.

O Conselho de Administração e o Conselho Fiscal da AkzoNobel analisaram a proposta com os respetivos consultores financeiros e jurídicos, em conformidade com os seus deveres fiduciários.

Os Conselhos concluíram que a proposta não se qualificava, nem era razoavelmente expectável que se qualificasse, como uma “Proposta Superior”, conforme definido no acordo de fusão entre a AkzoNobel e a Axalta Coating Systems.

Entre os fatores considerados, os Conselhos entenderam que o preço indicativo da oferta não refletia adequadamente o valor da AkzoNobel e as suas perspetivas a longo prazo, tendo em conta os benefícios da fusão recomendada com a Axalta.

Foram também apontadas insuficiências quanto à segurança das aprovações regulamentares, à separação dos negócios entre a Nippon Paint e a Sherwin-Williams e à proteção dos interesses das partes interessadas da AkzoNobel.

Os dois Conselhos de Administração da AkzoNobel continuam a recomendar, por unanimidade, a fusão entre iguais da AkzoNobel e da Axalta, tendo em conta a justificação estratégica e os benefícios já comunicados pelas duas empresas a 18 de novembro de 2025.

A AkzoNobel refere que fará novos comunicados quando e se for caso disso.