Podcast “Dar Voz ao Aftermarket” junho: “Segredos para manter equipas focadas no negócio”

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O mercado está cada vez mais exigente, mais dinâmico e com novas prioridades. Foi a pensar nesta nova dinâmica e alteração de paradigma das preocupação das empresas com o bem-estar físico, emocional, financeiro e social dos seus colaboradores que o Jornal das Oficinas, lançou o Podcast de junho sob o tema “Segredos para manter equipas focadas no negócio”. Estivemos à conversa com quem sabe disto, Jorge Cancella de Abreu, diretor da Team Up, Rogério Canhoto, diretor da PHC Software, Dário Afonso, Managing Director da ACM Business Perfomance e Alexandre Van de Vel de Sousa, Consultor Empresarial, foram os convidados escolhidos para lhe contar todos os ‘segredos’ para que consiga manter a sua equipa focada no negócio.

Não é ‘segredo’ para ninguém, que hoje em dia, já não chega oferecer um bom salário e um bom pacote de benefícios. Sempre foi importante ter colaboradores felizes, até porque as empresas são feitas de pessoas e são estas que permitem que as mesmas atinjam o sucesso. Mas hoje, tendo em consideração o contexto que temos vivido, este é um desafio digno dos melhores e não é tão fácil quanto parece. É agora, mais importante do que nunca, que as empresas tenham a capacidade de manter os seus quadros felizes e focados no negócio, pois só assim serão produtivos.

Mas afinal que novas competências devem ter os recursos humanos no atual contexto sócio-económico em que vivemos? Para Dário Afonso, Managing Director da ACM Business Perfomance, “Os Recursos humanos válidos continuam a ser o maior ativo das empresas desde sempre, por isso, estes devem possuir flexibilidade, capacidade de adaptação rápida, atitude e talento. Estas duas últimas, hoje em dia, são muito mais importantes do que a experiência e a competência técnica”, referiu.

Já Alexandre Van de Vel de Sousa, residente na Bélgica, demonstrou ao JO que nem sempre é fácil encontrar os melhores colaboradores “Aqui temos uma inatividade de 20%, existe uma maior pressão por parte das empresas em encontrar a pessoa ideal e é muito difícil. Conheço muitos casos específicos, de várias empresas, que se estão a mudar para Portugal, porque ai existe um mercado com mais competências, existem pessoas com mais formação e maior adaptação, que podem ser uma mais valia para a empresa e fazê-la crescer”, desvendou o Consultor Empresarial.

Com o paradigma a mudar, em que hoje a atitude, o talento e a capacidade de adaptação são mais valorizadas do que a experiência, vão as empresas do setor do aftermarket conseguir adaptar-se a uma tão grande mudança, num tão curto espaço de tempo?” Na realidade não são novas competências, são sim um mix das competências que sempre existiram e continuam a existir. Temos que conseguir atrair pessoas com talento, fazer com que estas mesmas pessoas se sintam bem dentro das nossas empresas, é fundamental para que sejam produtivos. Hoje em dia, quando contratamos um jovem, já não é só o salário que lhe desperta interesse, pretendem saber se há espaço para crescer e desenvolver a sua carreira profissional dentro daquela empresa”, explicou Rogério Canhoto, diretor da PHC Software.

O atual diretor da PHC Software desvendou ainda um segredo que não vai querer perder “Eu costumo dizer que há uma relação direta entre felicidade e produtividade, a verdade é que empresas mais felizes são mais produtivas e têm maiores resultados. No entanto, convém que as empresas percebam que a felicidade de um colaborador vem de dentro de cada um, mas cabe à empresa dar as condições necessárias para que esta felicidade possa acontecer e isto começa com a cultura da empresa”.

Já Jorge Cancella de Abreu, apresentou-se mais sético e chega mesmo a afirmar: “Há empresas que não vão conseguir adaptar-se às mudanças que estão a acontecer e não vão sobreviver. Neste momento, há três grandes forças de mudança: a força tecnológica, as novas gerações e as novas formas de pensar. Quem estiver baseado no conhecimento do seu ofício vai morrer, o ofício vai mudar, eu posso estar muito bem preparado e conhecer muito bem o meu negócio, mas se eu não tiver a capacidade para desenvolver a minha equipa e adaptar o meu negócio, não vai chegar”.

“Depois da tempestade vem a bonança”, o mundo não vai voltar a ser mesmo e o aftermarket também não. Como tal, questionámos os nossos entrevistados sobre que modelos de negócio poderão surgir neste novo aftermarket? “Eu costumo dizer sempre que nós temos sempre que olhar para o nosso negócio daqui para a frente com uma perspetiva de mobilidade, as oficinas vão ter que olhar cada vez mais para os clientes, para a forma de comunicar com estes mesmos clientes em plataformas digitais. O digital vai trazer seguramente novos modelos negócio dentro do aftermarket”, afirmou Dário Afonso. Já Rogério Canhoto, acredita que os novos modelos de negócio poderão surgir através dos “utilizadores anteriores, estes poderão dar sugestões aos utilizadores futuros, como por exemplo criar um TripAdvisor das Oficinas, ou até através do e- commerce e do self servisse, em que as pessoas pedem simulações dos orçamentos para as reparações que precisam, agendam online a reparação do seu veículo”, acrescentou o diretor da PHC Software.

Nós avisámos que o Podcast de junho iam ser só segredos e estes são daqueles que não quisemos guardar só para nós, por isso, partilhamos consigo, a conversa com os nossos entrevistados. Para isso, aceda à secção de Podcasts em www.jornaldasoficinas.com e esteja sempre atualizado! Poderá também consultar o tema de julho “Renting no Pós-Venda Automóvel” que já está disponível no site do Jornal das Oficinas, no Spotify e nas nossas redes sociais.