Sem stock não se vendem peças

01 - B-Parts

Começaram em 2015, de mansinho, e atualmente são a maior empresa a nível mundial de comércio de peças usadas online… e são portugueses. Fomos saber qual é o segredo do sucesso da B-Parts, que foi adquirida por um dos maiores grupos automóveis do mundo – a Stellantis – à conversa com os seus fundadores, Luís Vieira e Manuel Monteiro

A B-Parts é um fenómeno que já não é só português, mas também mundial. A retalhista de peças auto originais usadas com garantia, criada por Luís Vieira e Manuel Monteiro em 2015 tem tido um crescimento exponencial e foi, também por isso, adquirida pelo Grupo Stellantis, em julho de 2020. Com uma rede de centros de abate na Europa e com clientes em 115 países, tem por objetivo simplificar e melhorar a aquisição de peças usadas, oferecendo um serviço de entrega e pós-venda único no setor. A empresa Portuense, que estreou novas e amplas instalações no passado mês de novembro, está numa das melhores fases da sua (ainda) curta existência e apresenta crescimentos muito acima da média, tendo em conta o mercado. Os projetos para o futuro são muitos e todos com «pernas para andar».

O Jornal das Oficinas foi perceber o que está por detrás do sucesso e como funciona todo o processo que parece ser simples, mas que acarreta procedimentos complexos e uma equipa multifuncional capaz de fazer funcionar sete departamentos de forma perfeita. “Definimos de imediato que teríamos de ser uma empresa de serviços. Por acaso vendemos peças usadas, mas aquilo que queremos é dar formação de serviço. E definimos tudo, desde logo. Pensámos em quais seriam os departamentos mais fortes: costumer care, costumer support, sales team e a logística integrada nos pagamentos”, referem.

A B-Parts é um conceito de empresa de futuro e está constituída por vários departamentos: sales (vendas onde se falam sete línguas), equipa de supply, departamento de contas, que é quem gere os fornecedores, pós-venda, equipa de logística, departamento financeiro, desenvolvimento e marketing. A longo prazo, o objetivo é ter uma presença ainda mais forte no mercado europeu, mas atualmente já são líderes europeus no comércio de peças originais usadas.

“Claro que para lá chegarmos o investimento foi grande. Nos primeiros dois anos despejamos dinheiro na empresa. Queríamos logo de início um nível de serviço muito forte. A questão das garantias, a questão de termos sempre uma resposta para o nosso cliente. Fosse nosso prejuízo, prejuízo do cliente, do fornecedor ou da logística, mas tínhamos de ter sempre um fim para um processo que foi iniciado com uma reparação. Estamos a falar de produto automóvel, produto eletrónico, produtos usados, estamos a falar de coisas muito estanques”, rematam.

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