“Temos grande sensibilidade para o tema da sustentabilidade”, Flávio Menino, AD

07 - Flavio Menino

A AD Portugal felicita a campanha Reuseaftermarket, com o objetivo de consciencializar para um tema tão importante como este. Decidimos patrocinar esta iniciativa porque consideramos que todas as ações de proteção ambiental devem ser enaltecidas e apoiadas

Sendo um tema transversal a todos os setores, obviamente que o aftermarket e as oficinas também devem envolver­‑se na defesa do meio ambiente, sendo que este tipo de trabalho permite a transmissão de maior informação e conhecimento para todos os intervenientes, sobre como podem trabalhar de forma mais sustentável, com melhor aproveitamento dos recursos, reutilização dos mesmos e diminuição dos resíduos produzidos. A AD tem grande sensibilidade para o tema da sustentabilidade, com especial foco para a redução e reciclagem, da energia e dos materiais utilizados, que vai para além do escrupuloso cumprimento de todos os requisitos legais em matérias ambientais.

Apoio às oficinas
A AD Portugal, através de uma forte mensagem de consciencialização, apoia as oficinas a serem mais sustentáveis. Esta ação de consciencialização é fundamental, e considerando a quantidade de profissionais de oficinas que alcançamos e nos relacionamos, assumimos que teremos de ter essa responsabilidade. Relativamente a ações e processos implementados, podemos destacar que a AD ajuda as oficinas a serem mais sustentáveis e rentáveis através da assessoria na gestão das oficinas, com apoio logístico em todas as áreas das oficinas e com uma forte componente de Formação sobre estes temas, que procura transmitir conhecimento de forma mais profunda e sensibilizar todos os formandos a terem cada vez mais foco na sustentabilidade, e na forma como podem conciliar a sustentabilidade ambiental com a rentabilidade do seu negócio.

Potencial de crescimento
Neste momento, o comércio de peças reconstruídas/recondicionadas ainda é uma área que tem uma relação custo versus retorno muito elevado. Contudo, acreditamos que cada vez mais existirá legislação a seguir esta área, pelo que existe potencial para crescer ao longo do tempo. Consideramos que com o decorrer do tempo o utilizador final vai ficando mais recetivo às peças reconstruídas, sobretudo devido à influência dos fatores económico e ambiental. Neste momento acreditamos que já existe uma tentativa de conciliar estes dois vetores na aquisição de peças por parte do utilizador final. O preço é sempre muito importante, mas essencialmente a crescente preocupação ambiental, influenciam a recetividade a este tipo de peças. A progressiva consciência ambiental impulsionada pelas novas gerações, que consideram este tema muito importante, poderá ser um fator fundamental para a maior recetividade do utilizador às peças reconstruídas.

Apesar dos fabricantes descontinuarem a produção de algumas peças para modelos mais antigo, no nosso negócio não verificámos um aumento de procura de peças recondicionadas. Poderá ter algum impacto no futuro, contudo, atualmente, considerando o atual parque automóvel circulante em Portugal, o setor aftermarket consegue oferecer soluções para as viaturas que o compõem.
Neste momento não perspetivamos que os distribuidores de peças aftermarket novas incluam peças usadas nos seus portfólios, salvo se exista nova legislação nesse sentido. Com as condicionantes associadas às peças usadas, acreditamos que as peças recondicionadas poderão ter uma perspetiva de crescimento superior à possível oportunidade de negócio das peças usadas, junto dos distribuidores de peças aftermarket novas.

As expetativas de negócio da AD Portugal para 2022 são ótimas, desde o início do ano que o negócio tem vindo a crescer de forma significativa, e estamos muito otimistas para o que falta do ano de 2022.