X-ACTION: Crescer com Estratégia!

01 - xaction Crescer com estrategia

Fundada em 2009, a X-ACTION é uma empresa de distribuição de peças auto, com sede em Coimbra e uma loja em Condeixa. É, desde 2022, parceira da AD Parts, o que lhe permite o acesso a um maior portfólio, além de comercializar também ferramentas e equipamentos. O Jornal das Oficinas viajou até à zona Centro, onde falou com Filipe Teixeira, um dos sócios da empresa, e Fátima Gonçalves, diretora financeira

Perto de celebrar 17 anos, a X-ACTION está bem ativa no mercado e continua a crescer sustentadamente. De pés bem assentes na terra, os sócios Filipe Teixeira, Joel Alves e Pedro Preces sabem que por vezes “é preciso dar um passo atrás para conseguir dar dois em frente” e é nessa fase que a empresa de distribuição de peças auto está neste momento. Com sede em Coimbra, a X-ACTION tem uma filial em Condeixa e chegou a ter outra na Lousã, aberta apenas para profissionais, que, entretanto, foi encerrada. O objetivo, explica Filipe Teixeira, é “centralizar tudo e criar mais espaço, porque a nível de recursos humanos, temos mais capacidade de resposta se tivermos um stock centralizado. Agora continuamos a fazer a zona da Lousã, com os mesmos clientes, mas passamos de duas em duas horas”. Apesar de, recentemente, terem ampliado o armazém de Coimbra, o que permitiu duplicar o espaço, continuam à procura de novas instalações, para redimensionar a operação. Contam atualmente com uma equipa de vinte pessoas – e, na distribuição, poderiam ser mais ainda – e têm um técnico que faz o acompanhamento junto dos clientes.

Parceria com a AD Parts
Desde o final de 2022 que assinaram uma parceria com a AD Parts, do Grupo Autozitânia, que tem trazido diversas mais-valias à X-ACTION. Filipe Teixeira acredita que “só unidos é que conseguimos fazer alguma coisa e, por exemplo, no apoio técnico à oficina é algo fundamental, pois o cliente não consegue andar sozinho. E a Autozitânia tem, através da EINA, esse serviço. Já tivemos anos a dar formação, sabemos o que custa, mas agora temos um apoio técnico que suporta isso. E esse apoio técnico, para mim, é uma grande mais-valia”. Por outro lado, no que diz respeito às marcas, a X-ACTION foca-se agora mais nas que fazem parte do grupo AD, tendo também passado a comercializar ferramentas e maquinaria, uma novidade para a empresa. A AD anunciou oficialmente em meados de novembro as novas redes de oficinas e a X-ACTION também já está integrada neste processo, tendo cinco oficinas angariadas. “Portugal tem que ter esta rede instalada, porque há contratos com empresas de aluguer e nós achamos que o futuro é por ali, porque mais de 50% do nosso parque automóvel é alugado”, refere Filipe Teixeira, com Fátima Gonçalves, diretora financeira, a explicar que “não se pretende que a rede fique muito condensada, para que não existam muitas oficinas AD numa área muito curta”. A formação dos técnicos é feita através da AD, com um plano anual pré-estabelecido, mas os responsáveis garantem que existe flexibilidade para adequar a oferta à procura de cada cliente.

“Nota-se muito a procura pelo preço”
As vendas ao balcão ainda são uma realidade, mas já não têm “a mesma expressão de há cinco ou seis anos”, declara Fátima Gonçalves, esclarecendo que Condeixa é mais forte nesse aspeto do que Coimbra, “e é o motivo que nos faz não fechar a filial”. A X-ACTION tem um comercial que “faz um acompanhamento dos clientes na rua, mas não é um vendedor, é o nosso técnico por excelência”, sublinha a responsável financeira. A empresa tem vários milhares de referências em stock, mas, devido às obras, “o stock e o serviço diminuiu, nem conseguimos atender as chamadas todas”, conta Filipe Teixeira, e Fátima Gonçalves continua, referindo que “andámos sempre a evitar fazer grande stock, porque já sabíamos que tudo o que mandássemos vir tínhamos que mudar para aquele lado. E isso travou-nos um bocadinho, perdemos algumas vendas e condições de venda, porque uma coisa é fazermos uma encomenda grande e outra coisa completamente diferente é fazermos só o necessário para o dia-a-dia”. Filipe Teixeira diz que o foco da X-ACTION “é a qualidade, marcas mais premium, mas nota-se muito a procura do preço, por parte do mercado, contudo, temos uma oferta alargada para todas as opções”, assegura, adiantando que não dispõem de linhas de peças remanufaturadas ou reconstruídas, mas contam já com material de desgaste para o parque de veículos elétricos.

Encomendas online aumentam
A plataforma B2B da X-ACTION está a crescer, mas, de acordo com Fátima Gonçalves, “apesar de registarmos algumas dificuldades de integração, agora acho que acertámos e desde o mês passado que já se notou uma evolução, com uma subida significativa. Ainda assim, as encomendas por essa via ainda andam perto dos 10%”. O sócio gerente revela que os pedidos chegam, habitualmente por telefone e WhatsApp. “Investimos fortemente numa central telefónica, onde temos três pessoas, e vamos atualizar a nossa webshop, para passar a ter um campo que vai ter a conversa por WhatsApp, em que qualquer colaborador pode dar seguimento, se for preciso”. Do ponto de vista interno, a partir de 2026, toda a parte contabilística será feita sem recurso a papéis, de forma totalmente digital. As entregas são feitas metodicamente, num raio de 50 km, em nove viaturas próprias. “Até 25 km fazemos entregas de hora e um quarto em hora e um quarto. E mais do que isso, é de duas em duas horas”, diz Filipe Teixeira, com Fátima Gonçalves a acrescentar que têm “rotas e horas definidas de saída, para os clientes terem mais ou menos uma ideia de quanto tempo podem esperar”. A questão das devoluções também afeta a X-ACTION, que tem apostado num maior acompanhamento dos clientes, especialmente no caso de peças que não estão em stock, “porque não se pode mandar vir uma peça que só sai uma vez na vida e que depois acaba por ficar aí”, aponta o responsável”. Questionado sobre o futuro da empresa, Filipe Teixeira reitera a necessidade de crescer, com novas instalações, para poder aumentar o stock. A seu ver, “o crescimento tem que ser planeado e não desgovernado, porque senão vai correr mal. Eu não posso querer ir buscar 20 ou 30 clientes, se só tiver capacidade de resposta para dois ou três. Queremos fazê-lo, depois desta parte das obras e de o programa estar a trabalhar como deve ser, para avançar para essa fase”, conclui.

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