A FORVIA HELLA conquistou dois contratos de produção em série para soluções EnergyCore, num volume conjunto de cerca de 500 milhões de euros
Os contratos abrangem o primeiro sistema de gestão de baterias de alta tensão 3 em 1 da empresa e um PowerPack de 48 volts, que serão fornecidos a dois fabricantes automóveis internacionais distintos, localizados nas Américas e na Europa. A produção em série deverá arrancar em dezembro de 2027 e na primavera de 2028, respetivamente.
Estas soluções representam um novo passo na estratégica IGNITE do Grupo FORVIA, que prevê a evolução da empresa da área das baterias e eletrónica de potência para o desenvolvimento de sistemas integrados destinados a reduzir custos, complexidade, peso e espaço necessário nos veículos.
Anteriormente, a FORVIA HELLA já tinha sido selecionada para desenvolver e fabricar um pacote de baterias de iões de lítio de 12 volts na China.
“Para nós, estes novos contratos de produção em série representam tanto uma expansão significativa do nosso portefólio de produtos como uma clara validação da estratégia IGNITE do Grupo FORVIA”, afirmou Peter Laier, CEO da FORVIA HELLA.
Segundo o responsável, os contratos demonstram que “os clientes valorizam cada vez mais soluções de sistemas altamente integrados, capazes de reduzir a complexidade e, ao mesmo tempo, manter a flexibilidade necessária para se adaptarem a diferentes arquiteturas e requisitos dos veículos.”
“Com o nosso portefólio EnergyCore, combinamos a nossa vasta experiência em baterias e eletrónica de potência para oferecer soluções de sistemas escaláveis que acrescentam um valor claro aos fabricantes automóveis”, acrescentou.
Gestão de baterias de alta tensão 3 em 1
No novo sistema de gestão de baterias 3 em 1, a FORVIA HELLA integra a unidade de gestão de baterias (BMU), as unidades de monitorização de células (CMU) e a caixa de ligações da bateria (BJB) numa arquitetura de sistema integrada.
De acordo com a empresa, trata-se de uma das primeiras soluções a reunir as funções da BMU, das CMUs e da BJB numa única unidade. Esta configuração permite controlar diretamente o fluxo de corrente de alta tensão entre a bateria e o veículo, o que, segundo a FORVIA HELLA, resulta numa resposta mais rápida do sistema e numa maior segurança funcional.
O sistema utiliza ainda uma monitorização otimizada das células para reduzir o número de unidades de monitorização de células necessárias. A empresa indica que esta solução permite diminuir o número de componentes, a necessidade de cablagem, o espaço ocupado, o peso e os custos do sistema.
O sistema de baterias 3 em 1 foi inicialmente concebido para responder aos requisitos específicos de veículos híbridos de maiores dimensões. A arquitetura escalável pode ser adaptada a diferentes requisitos dos fabricantes de veículos e a distintas configurações de conjuntos de baterias.
O conceito básico do sistema 3 em 1 pode ser também aplicado a veículos totalmente elétricos.
PowerPack de 48 volts
O PowerPack de 48 volts combina um conversor CC/CC de baixa tensão com um sistema de gestão de bateria de baixa tensão numa única solução integrada. “Esta integração permite também reduzir a complexidade, os custos e o número de componentes necessários”, destacou a empresa.
O PowerPack de 48 volts é utilizado em veículos híbridos e instalado como complemento da bateria de 12 volts, desempenhando funções como a recuperação de energia e a circulação por inércia com o motor de combustão desligado.
Um dos principais objetivos durante o desenvolvimento para a produção em série foi cumprir os requisitos de segurança funcional das futuras plataformas de veículos premium.
“Há mais de 20 anos que os nossos clientes nos reconhecem como um fornecedor de componentes fiável e tecnologicamente avançado no campo das baterias e da eletrónica de potência. Com base nisto, continuamos a expandir constantemente o nosso portefólio de produtos”, referiu Jörg Weisgerber, membro do Comité Executivo da FORVIA HELLA e responsável global pelo negócio de Eletrónica.
“Oferecemos soluções integradas que reduzem a complexidade dos sistemas e o número de interfaces no veículo, ao mesmo tempo que diminuem o peso, a necessidade de espaço e os custos. Acima de tudo, estamos a contribuir de forma significativa para impulsionar ativamente a transição para uma eletrificação mais acessível”, finalizou.

