Marantauto reforça aposta na formação com a NEXUS SHOP

03 - Marantauto reforca aposta na formacao com a NEXUS SHOP

A Marantauto, liderada por Cláudio Faria, tem vindo a afirmar-se como um centro técnico de referência no Norte, com a integração na rede NEXUS SHOP da Krautli a impulsionar o reforço da formação técnica e da capacitação das oficinas

Corria o ano de 2009 quando Cláudio Faria decidiu traçar o seu próprio caminho no setor automóvel. O que nasceu como um complemento estratégico ao negócio de família depressa ganhou vida própria, alimentado pela visão de um empresário que nunca se satisfez com o status quo. Em Amarante, o apelido Faria já era sinónimo de confiança, mas com a fundação da Marantauto, Cláudio quis acrescentar uma nova dimensão a essa história: a da especialização técnica.

Hoje, olhar para a Marantauto é ver o reflexo dessa evolução. O que começou há mais de 15 anos como um projeto de apoio familiar, transformou-se num verdadeiro ponto de referência na Zona Norte. Para Cláudio, o sucesso nunca foi apenas uma questão de stock nas prateleiras; foi, desde o primeiro dia, uma questão de preparar o terreno para o que aí vinha.

A Alavanca do Conhecimento
Para Cláudio, promover formação sempre foi uma missão natural, mas a entrada na rede NEXUS SHOP foi o combustível que faltava para escalar essa ambição. “Sempre tive o espírito de promover formações porque o mercado necessita, mas a entrada na Nexus alavancou todo o processo”, explicou. Através da parceria com a Car Academy e uma estrutura de apoios sólida, a Marantauto consolidou-se como o centro de acolhimento das formações da rede na região pelo quarto ano consecutivo.

Investir para Praticar: Uma Área Técnica Dedicada
Um dos maiores diferenciais da Marantauto é o compromisso com a vertente prática. Ao contrário de quem se fica pela teoria, Cláudio tomou uma decisão ousada para uma empresa da sua dimensão: criou uma área técnica equipada especificamente para a parte prática.

“Foi uma necessidade para garantir as condições ideais para as formações técnicas. O mercado automóvel exige hoje que se “suje as mãos” com a tecnologia mais recente”, afirmou o empresário. Este investimento físico garante que o mecânico que sai de uma formação em Amarante leva consigo competências reais e testadas no terreno, prontas a serem aplicadas no dia a dia da oficina.

A União acima da Concorrência

O ano de 2025 marcou um ponto de viragem na estratégia de resiliência da Marantauto. Ao perceber que a escala era um desafio para uma estrutura pequena, Cláudio uniu-se a outras duas empresas para realizar seis dias de formação técnica independente. Para o líder da Marantauto, a visão é clara: os parceiros que fazem parte da NEXUS SHOP não são concorrentes, são parceiros de projeto e amigos.

Esta união permitiu cobrir uma maior área geográfica e partilhar os custos logísticos de ações exigentes, provando que a sobrevivência do retalho independente passa pela capacidade de cooperar. “Juntar os três viabilizou a realização das ações”, sublinhou, reforçando que a força do setor reside na união de esforços dentro da própria rede.

O Desafio da Mobilização

Apesar de todo o investimento, Cláudio mantém o pragmatismo e aponta o maior obstáculo: mobilizar os profissionais. “Continua a não ser fácil mobilizar os mecânicos para irem às formações”, confessou. É uma luta constante contra a inércia de um mercado que ainda está a despertar para a rapidez da transição tecnológica.

Conclusão: O Futuro não espera por quem não estuda

A mensagem de Cláudio Faria é, acima de tudo, um alerta para o setor. Num mercado em mutação acelerada, onde a eletrificação e a conectividade deixaram de ser “temas de futuro” para passarem a ser o quotidiano das oficinas, a formação deixou de ser uma opção para passar a ser uma condição de sobrevivência.

O investimento na área técnica da Marantauto e a união entre parceiros são as ferramentas colocadas ao dispor de quem quer continuar a ser relevante. No entanto, o motor desta mudança continua a ser a vontade do profissional em evoluir. O aviso é claro: as oficinas que ignorarem a necessidade de capacitação técnica hoje, correm o risco de se tornarem obsoletas amanhã. O convite está feito, as condições estão criadas; agora, cabe a cada mecânico decidir se quer liderar a nova era ou ser ultrapassado por ela.