“360º SCAN é o simplex da oficina” Mário Torcato, Impoeste

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O 360º SCAN é um programa inovador desenvolvido pela Impoeste, para incrementar a produtividade e rentabilidade das oficinas. Em entrevista ao JO, Mário Torcato, Gestor de Projetos de Crescimento da Impoeste e responsável pelo desenvolvimento do programa, explica as mais valias que traz para as oficinas

O 360º SCANé a consequência de outras ferramentas que a “incubadora” de soluções Impoeste tem em funcionamento há vários anos, no entanto foi aplicada no terreno pela primeira vez em 2020.

Quais os objetivos do 360º SCAN?
Os objetivos são simples e muito claros: implementar esta ferramenta em empresas que queiram vencer os desafios atuais. Esta é uma solução para empreendedores que querem que as suas empresas sejam mais competitivas e melhores. É um conceito inovador e completamente “fora da caixa”, é uma solução de apoio à gestão, abrangente a toda a área de carroçaria, estando incluídas além do apoio à produção de pintura e chapa, o apoio às áreas de receção, orçamentação, controlo de qualidade e, claro, principalmente da gestão oficinal.

Quais as mais valias que este programa traz às oficinas de colisão?
Traz às oficinas um parceiro efetivo, ou melhor, traz um novo elemento que participa de forma ativa e proactiva na estrutura, traz novas formas de fazer, traz um novo olhar para a produção e resultados, nomeadamente nas secções de chapa, pintura e orçamentação.

O programa aplica-se apenas à gestão oficinal de Chapa & Pintura, ou também abrange outras áreas da oficina?
O programa abrange as áreas da orçamentação, chapa e pintura. No entanto, se na auditoria inicial for identificada alguma área que necessite de ser melhorada e que afete o resultado estamos preparados para atuar.

Qual o principal foco do programa 360º SCAN?
Os resultados! Sejam eles quais forem, importa melhorar. Para isso, apostamos muito na área da formação e consequentemente no apoio à produção.

 A aplicação do programa consegue garantir redução de custos e rentabilização da mão de obra?
Normalmente, a primeira ação que temos é efetuar uma auditoria 360ºScan. Essa auditoria identifica os pontos fortes e também os mais débeis, para os mais fracos são preparados e postos em marcha planos de ação, se os planos de ação forem executados não temos dúvidas que a rentabilização da unidade será uma realidade, é isso que já acontece nas empresas aderentes ao projeto.

Quais os critérios para uma oficina poder implementar o programa? Aplica-se apenas às grandes oficinas ou também às pequenas?
Do nosso ponto de vista, o mais importante é a visão do gestor da unidade, tem de existir convergência, tem de ser empresas que obedeçam integralmente as diretivas Nacionais e Europeias nomeadamente na utilização de equipamentos e produtos que respeitem o ambiente. – O programa pode aplicar-se a empresas grandes, médias ou pequenas, terá sempre relação com o que se pretende produzir e que resultados queremos atingir, existem empresas com poucos elementos que produzem muito e empresas com muitos elementos que produzem pouco…

Que habilitações os colaboradores das oficinas têm de possui para trabalhar com o programa?
Muitas vezes a licenciatura da oficina e da vida é a suficiente. Mas respondendo à pergunta, diria que nas áreas em que intervimos não são necessárias habilitações superiores, no entanto as formações que ministramos com os nossos parceiros habilitam os operadores a trabalharem com as nossas ferramentas e soluções.

Que formação é dada pela Impoeste aos profissionais que vão trabalhar com o programa?
Formação de orçamentação, repintura, chapa, comunicação ao cliente e toda a formação necessária na utilização dos programas informáticos.

Quais os recursos técnicos e humanos que a oficina tem de ter para implementar o programa?
As empresas terão que ter os meios técnicos e humanos minimamente ajustados à realidade do mercado onde se inserem e no qual pretendem obter resultados. – Posteriormente a auditoria analisará e ditará a sua correta adequação.

Quantas etapas tem o programa?
O programa tem 4 etapas. Iniciamos com uma apresentação do projeto, é efetuada uma auditoria a toda a unidade, aplicamos e implementamos todas as componentes do programa e fazemos o acompanhamento critico.

Qual a importância dos KPI no desenvolvimento do programa?
São fundamentais. Quando vamos ao médico e nos aplicam uma bateria de exames e análises, estas vão dar indicadores aos clínicos que por sua vez nos vão aplicar terapias e recomendações, na oficina é a mesma coisa, se não medirmos não sabemos onde estamos e não podemos saber para onde vamos. Os KPIs são críticos para o sucesso de todas as operações, do nosso ponto de vista tornou-se vulgar falar de KPIs, alguns dos arautos da nossa área não sabem interpretar os indicadores, falam deles no abstrato parecendo conhecedores e passando uma mensagem confusa. É fundamental falar de indicadores produtivos utilizando uma linguagem simples e não comercial, é isso que fazemos.

Como é feito o acompanhamento do desempenho da oficina, por parte da Impoeste?
De forma muito simples. O 360º SCAN tem uma aplicação informática específica que permite o controlo, análise e acompanhamento de toda a operação.

Quando refere que as pessoas têm de se envolver no projeto com emoção, o que pretende transmitir?
Dizem os entendidos em comunicação, e eu concordo, que a parte racional é importante, no entanto são as emoções que nos definem como pessoas imprimindo o nosso caracter ao longo da vida, ou seja, temos de partir do princípio que gostamos do que fazemos. A aplicação do projeto, as medidas a aplicar, os planos, o controlo, os maus e os bons resultados, tudo isto não funciona por decreto tem de existir envolvimento incondicional, tem de existir emoção e com estes ingredientes construímos bases sólidas de confiança na relação.

A aplicação do programa obriga a oficina a utilizar marcas específicas de tintas e consumíveis?
O programa 360ºScan não está focado nas tintas e consumíveis, estes dois componentes representam menos de 10% do negócio da oficina, não é por isso um fator menor, no entanto existe muita versatilidade no programa, mas privilegiamos as soluções que nos conferem maior confiança e que são as referidas dos nossos parceiros.

 Quais os aspetos diferenciadores deste programa face à concorrência?
Pelo que sabemos, não existe um programa no mercado  tão abrangente e diverso como este, envolvendo um conjunto de entidades reconhecidas pelas suas competências e rigor. É um programa robusto nos seus diversos conteúdos mas de fácil aplicação, que se foca na efetividade do resultado e que se divorcia da componente comercial.

Que desafios se colocam ao futuro deste programa 360º SCAN no atual contexto de pandemia e crise económica que vivemos?
Como dissemos no início desta entrevista, este programa começou a ser desenvolvido há muito tempo, antes da pandemia, hoje quando o analisamos em todas as suas vertentes ficamos com a certeza que não poderia existir melhor solução para também enfrentar os atuais desafios que vivemos. Menor stock, menor investimento, rentabilização da mão-de-obra.

Em quantas oficinas foi já instalado o programa 360º SCAN?
Parte dos conceitos 360º SCAN já estão aplicados há muito tempo em dezenas de oficinas tanto em Portugal como em Espanha, no entanto como solução atual e dinâmica temos 21 oficinas a funcionar com o modelo e mais 14 aderentes para o primeiro semestre de 2021. Os nossos objetivos passam por admitir mais 6 parceiros ou seja 20 no total do Ano.

Veja a entrevista completa aqui