A próxima linha da frente nas oficinas portuguesas

Todos os anos, são vários os jovens que passam pelas instalações do CEPRA, preparados para integrar um setor cada vez mais envelhecido e carente de mão de obra. O JO moderou uma mesa redonda para ouvir quatro formandos e perceber o que os atrai nesta profissão, como encaram o futuro e o que pode ser feito para tornar as oficinas mais apelativas
Num momento em que o setor automóvel atravessa uma profunda transformação impulsionada pela digitalização, pela eletrificação dos veículos e por novas exigências ambientais, as oficinas enfrentam um paradoxo: nunca houve tanta necessidade de profissionais qualificados e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil encontrá-los. A idade média dos técnicos continua a subir e muitos empresários admitem ter vagas por preencher durante meses, comprometendo a sua capacidade de resposta. A renovação geracional deixou de ser apenas uma preocupação e tornou-se numa urgência estratégica. Atrair jovens não é apenas garantir mão de obra — é assegurar que o setor mantém a sua competitividade e acompanha a evolução tecnológica que já se faz sentir nas oficinas mais avançadas.
É neste contexto que o CEPRA – Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel – assume um papel crucial, formando os futuros profissionais que irão garantir a continuidade e modernização das oficinas portuguesas. Para perceber como pensam e o que esperam aqueles que estão prestes a entrar no mercado de trabalho, o Jornal das Oficinas promoveu uma mesa redonda com quatro formandos do CEPRA, moderada por Inês Dias e João Vieira. Mais do que falar de dificuldades, quisemos ouvir na primeira pessoa o que os motiva a seguir esta carreira, como veem a evolução das oficinas e que mudanças consideram essenciais para atrair mais jovens para este universo.
Fique a par de toda esta mesa redonda na edição impressa e online do Jornal das Oficinas nº225, aqui.




