“Grande parte do negócio será feito digitalmente”, Miguel Valentim e Manuel Cardoso, Global Parts

Estamos numa fase de fortes investimentos e retornos limitados no processo digital. O cliente dos pesados é um profissional e como tal deixa pouco espaço para erros. Assim, ainda consideramos necessário o atendimento pessoal por técnicos especializados que minimizem o erro e consequentemente o tempo de paragem das viaturas.
Esta situação acaba por atrasar um pouco a transição digital. No entanto, pensamos já ser claro para todos que, a médio prazo, grande parte do negócio será feito digitalmente. Parece claro que os preços vão continuar a subir durante o ano de 2022, numa proporção que ainda não conseguimos antecipar. Nos primeiros quatro meses já se registaram duas, e em alguns casos três variações de preço. O efeito inicial é uma quebra na margem bruta, fruto de três fatores: a pressão do mercado para manter (ou baixar) o preço de aquisição; a pressão da distribuição para manter os níveis de crescimento e a quota de mercado; e por último, a utilização dos stocks anteriores para fazer baixar os preços médios.
Temos a forte convicção de que os preços finais para o mercado virão a sofrer um ajustamento rapidamente, à semelhança do que acontece nos restantes sectores de atividade, a bem da sustentabilidade das empresas do aftermarket em Portugal. A Global Parts enquanto distribuidora dos principais fabricantes mundiais de componentes promove ativamente a transmissão da informação técnica às oficinas, e tem um departamento técnico com competências ao nível dos sistemas de diagnóstico disponível para apoiar na resolução dos problemas com que a oficina se veja confrontada.
Adicionalmente, a recente incorporação no Grupauto Union vai permitir à Global Parts disponibilizar ferramentas às oficinas que consideramos revolucionárias, quer no nível tecnológico quer no apoio à gestão e organização. As previsões iniciais de negócio para 2022 eram bastante ambiciosas, tendo em conta o que contávamos ser o ano pós pandemia. O primeiro trimestre confirmou aliás essas previsões. Nesta fase estamos um pouco menos confiantes, em função dos efeitos que poderão ter o conflito na Ucrânia, a escassez de matérias‑primas, o aumento do custo da energia, a inflação galopante, e a mais que certa subida das taxas de juro. Ainda assim acreditamos que será um ano positivo para a Global Parts, com crescimento e reforço da quota de mercado.




