“O crescimento acontece fora da zona de conforto”, S.N Sport

Antes de existir enquanto empresa, a S.N Sport já fazia parte dos planos de Sérgio Nunes. Depois de 13 anos na Opel, o técnico decidiu criar um projeto com a sua identidade. Hoje, em Forte da Casa, lidera uma oficina que continua a crescer e chega à final do Challenge Oficinas 2026

Há projetos que começam muito antes de terem uma porta aberta ao público. No caso da S.N Sport, a origem está numa paixão antiga pelos automóveis e num percurso profissional que acabou por dar lugar a um projeto próprio. Entre diagnóstico, formação e evolução tecnológica, Sérgio Nunes, gerente e técnico de diagnóstico automóvel, mantém uma ideia presente: há sempre alguma coisa para aprender.

JO: Apresente-nos a sua oficina. Como nasceu, onde está situada, quantas pessoas fazem parte da equipa e que serviços presta atualmente?

SN: Costumo dizer que a S.N Sport não nasceu em 2009. Nasceu muitos anos antes, quando ainda era um miúdo e descobri que os automóveis eram muito mais do que um hobby: eram aquilo que queria fazer para o resto da vida.

Depois de 13 anos na Opel, onde tive a oportunidade de crescer como técnico, líder de equipa e responsável pelo controlo de qualidade, senti que tinha chegado o momento de construir um projeto com a minha identidade e os meus valores. Hoje, mais de 17 anos depois, continuo a acreditar exatamente nos mesmos valores com que comecei. Estamos situados em Forte da Casa e atualmente somos uma equipa de três pessoas, com a entrada de um novo técnico já prevista para breve.

Prestamos serviços de manutenção preventiva, diagnóstico e reparação automóvel multimarca, manutenção em caixas automáticas, acompanhando a evolução constante da tecnologia, estamos também a investir na manutenção e reparação de veículos elétricos, preparando a oficina para responder aos desafios da mobilidade do futuro.

No entanto, gosto de pensar que fazemos mais do que reparar automóveis. Procuramos criar relações de confiança duradouras, porque acreditamos que a qualidade técnica só faz sentido quando é acompanhada por transparência, responsabilidade e compromisso.

JO: Que momentos bons e maus marcaram a vossa história?

SN: Ao longo destes anos, vivi momentos de enorme satisfação, como a mudança para instalações maiores, o crescimento sustentado da empresa e o facto de este primeiro semestre ter sido o melhor da história da S.N Sport.

Mas também existiram desafios importantes. A pandemia obrigou-nos a adaptar rapidamente a forma de trabalhar, mas, olhando para trás, o maior desafio sempre foi encontrar e desenvolver pessoas. Reparar automóveis aprende-se. Construir uma equipa que partilhe os mesmos valores exige tempo, dedicação e muita persistência. Nunca vi os momentos difíceis como motivos para desistir. Foram precisamente eles que me fizeram crescer como empresário, como líder e como pessoa.

JO: O que distingue a sua oficina das restantes e faz com que os clientes continuem a confiar no vosso trabalho?

SN: Os equipamentos são importantes e a tecnologia também. Mas acredito que nenhuma máquina substitui os valores de uma equipa. Na S.N Sport existem dois princípios que nos acompanham desde o primeiro dia: “A qualidade é a nossa melhor ferramenta” e “A confiança é o nosso compromisso”. É esse compromisso que procuramos honrar todos os dias.

Gostamos de explicar ao cliente o que estamos a fazer, porquê e qual a melhor solução para o seu automóvel. A confiança conquista-se através da honestidade, do rigor e da responsabilidade. É essa forma de estar que faz com que muitos clientes estejam connosco há vários anos e continuem a recomendar o nosso trabalho.

JO: A sua oficina é finalista da competição Challenge Oficinas. O que vos levou a concorrer e quais as vossas expectativas?

SN: Sempre acreditei que o crescimento acontece fora da nossa zona de conforto e foi exatamente por isso que decidimos concorrer ao Challenge Oficinas. Não participamos para provar que somos melhores do que ninguém. Participamos porque acreditamos que ainda podemos aprender muito e porque queremos medir-nos com oficinas de elevado nível, sabendo que qualquer experiência nos fará evoluir.

Ser finalista já representa um enorme orgulho para toda a equipa e um reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo destes anos. Agora queremos aproveitar esta oportunidade para continuar a crescer e representar da melhor forma a S.N Sport.

JO: Que aprendizagens, competências ou experiências espera retirar desta participação?

SN: Ao longo da minha vida aprendi uma coisa muito simples: no dia em que achar que já sei tudo, deixarei de evoluir. É essa mentalidade que procuro transmitir diariamente à minha equipa. Espero conhecer novas realidades, trocar experiências com outros profissionais e regressar à oficina com novas ideias que nos permitam melhorar ainda mais o nosso trabalho.

A formação e a aprendizagem contínua sempre fizeram parte da nossa forma de estar e acredito que continuarão a ser fundamentais para enfrentar os desafios da reparação automóvel.

JO: De que forma o Challenge Oficinas pode ser uma mais-valia para as oficinas em Portugal?

SN: A reparação automóvel está a evoluir muito rapidamente e todos somos desafiados a acompanhar essa evolução. O Challenge Oficinas é importante porque valoriza as oficinas independentes, promove a partilha de conhecimento e incentiva uma cultura de melhoria contínua.

Ao longo da minha vida, foi isso que procurei fazer, porque acredito verdadeiramente que a sorte favorece os audazes: aqueles que trabalham, se preparam e têm a coragem de dar o próximo passo; aqueles que reconhecem uma oportunidade quando ela surge e fazem tudo para estar à altura dela.

Se esta participação inspirar outras oficinas a investir mais em conhecimento, em pessoas e em qualidade, então o Challenge já estará a cumprir um papel muito importante para o futuro do nosso setor.

Quem é quem na equipa?

Quem é o mais bem-disposto?
Alice Nunes. É a mais simpática e divertida da equipa.
Quem é o mais organizado?
Sérgio Nunes. Gosto de trabalhar com organização, atenção ao detalhe e de encontrar soluções.
Quem mantém a calma sob pressão?
A Alice. É o equilíbrio da equipa e sabe manter a serenidade mesmo nos momentos mais exigentes.
Quem é o mais competitivo?
Eu (Sérgio Nunes). Gosto de me desafiar constantemente e de procurar fazer sempre melhor.
Quem tem sempre uma solução?
É um trabalho de equipa. O Nivaldo traz muitas soluções pela experiência, eu contribuo com o diagnóstico e, juntos, encontramos sempre a melhor resposta.
Quem chega sempre primeiro?
Nivaldo Ramos. É, normalmente, o primeiro a chegar à oficina e destaca-se pela rapidez e eficiência nas tarefas do dia a dia.
Quem é o “detetive” que encontra sempre a avaria?
Costuma ser o meu papel. O diagnóstico automóvel continua a ser uma das áreas que mais gosto e onde me sinto mais realizado.
Na nossa equipa nunca falta…
Partilha de conhecimento, compromisso e vontade de evoluir.

Descrição da Imagem (da esquerda para a direita): Alice Nunes (Atendimento ao Cliente e Gestão Administrativa), Sérgio Nunes (Gerente e Técnico de Diagnóstico Automóvel) e Nivaldo Ramos (Técnico de Mecânica Automóvel).

Para Sérgio Nunes, “a excelência não se constrói num único dia nem numa única competição”. Na próxima edição impressa do Jornal das Oficinas, contamos como a S.N Sport pretende levar essa filosofia para a fase final do Challenge Oficinas 2026.

A edição de 2026 conta com o patrocínio da Autel by LuzdeairbagOpen PartsBAHCOMEYLE, DAYCO e MOEVE. Apoio: Grup Eina e Pro4Matic.